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Netanyahu nas cordas?

04.12.2014 | Fonte de informações:

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Palestinos derrubam mais um governo israelense

Vez ou outra, líderes políticos e militares israelenses são derrotados pelas próprias guerras israelenses. A primeira-ministra Golda Meir e seu comandante do exército (David "Dado" Elazar) foram mandados de volta para casa depois dos erros estúpidos de 1973 (Guerra do Yom Kippur). O primeiro-ministro Menachem Begin perdeu a sanidade depois da primeira guerra no Líbano (1982). O ministro da Defesa Amir Peretz e seu comandante do exército Dan Halutz' foram tratados com dureza pela mídia israelense depois da derrota de Israel no Líbano, em 2006. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu paga agora o preço do mais recente desastre israelense em Gaza e do levante de palestinos que veio imediatamente depois.


Nações fortes tendem a unir-se em torno dos comandantes em tempos de crise. Os israelenses não, são como crianças mimadas. Preferem virar-se contra os comandantes em tempos de conflito, mas não porque anseiem por paz. É exatamente o contrário: querem vitória conclusiva; rios de sangue árabe pelas ruas. Bibi não lhes deu o que queriam. Aos olhos de muitos patriotas israelenses, Bibi é mole.

Israel não se saiu bem na mais recente rodada de violência. O exército de Israel não conquistou um, que fosse, objetivo militar importante. Depois de poucos dias, o exército israelense teve de retirar-se, humilhado e exaurido. Os militares israelenses já admitiram que não souberam dar resposta militar à balística palestina, aos tuneis e a coragem sem fim dos palestinos. Além do mais, o conflito em Gaza respingou sobre a Cisjordânia e cidades israelenses. Na verdade, o gabinete de Netanyahu demorou a reagir. Parecia colhido de surpresa pelos eventos. Agora, muitos israelenses já admitem abertamente que o futuro do Estado Judeu é mais sombrio a cada dia.

O establishment político israelense seguiu rapidamente a maré de opinião pública - com total radicalização. Os falcões querem que o estado admita que é um "lar judeu", em vez de uma "democracia judaica" (expressão que, só ela, já é uma contradição entre os termos). Os centristas e a esquerda israelense insiste  que Israel tem de manter a mentira 'democrática'. Soa bem e os Goyim acreditam, como argumentaram.

Hoje cedo, o primeiro-ministro Netanyahu anunciou novas eleições, depois de demitir dois ministros chaves de seu governo - Yair Lapid, líder do partido Yesh Atid e ministro das Finanças; e Tzipi Livni,  líder do Hatnua e ministra da Justiça.

Livni e Lapid opuseram-se à Lei Nacional de Israel e deram a Netanyahu oportunidade de outro para se reafirmar como devotado judeu nacionalista patriótico. Acho que Netanyahu sobreviverá a esse round político.

Mas há um ponto, nessa história, pequeno, mas significativo. Há sete meses, era Netanyahu que pressionava cada vez mais a Autoridade Palestina, o Hamás e a população palestina, num esforço para quebrar o governo de unidade dos palestinos. Seis meses de violência depois, uma guerra em Gaza e uma 3ª Intifada em produção, os palestinos mostram-se mais unidos que nunca. E o governo de Netanyahu está caindo aos pedaços. ******

 

3/12/2014, Gilad Atzmon, Counterpunch
http://www.counterpunch.org/2014/12/03/palestinians-have-managed-to-topple-another-israeli-government/

 

 
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