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Basquete – Oscar Moglia: o maior jogador da história segundo o grande Amaury

04.10.2009 | Fonte de informações:

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Basquete – Oscar Moglia: o maior jogador da história segundo o grande Amaury

Na segunda 05 de Outubro, lembram-se 20 anos da morte do maior jogador na história do basquete segundo o grandíssimo Amaury e o Lolo Sainz, Gerente Esportivo do Real Madrid. Foi cestinha Olímpico em Melbourne 1956 sendo fundamental no Bronze uruguaio e furou a rede brasileira em Córdoba – Argentina com 48 ponto em um Sul-Americano.

Uruguai ainda tem privilégios no basquete mundial pois teve dois cestinhas Olímpicos. O Adesio «Magro» Lombardo (Londres 1948 e Helsinski 1952) e segundo os amantes mais idosos do esporte da bola laranja, o grande OSCAR MOGLIA, em Melbourne 1956. Lembramos 20 anos da morte do melhor jogador no histórico do basquete uruguaio com o filho e ex jogador internacional uruguaio, Oscar «Osky» Moglia.

PRAVDA : Moglia, sobrenome que exprime basquete no Uruguai. Mesmo tendo sido Campeão Sul-Americano duas vezes 1995 (Montevidéu - Uruguai) e 1997 (Maracaibo – Venezuela), teu sobrenome começou brilhar no decênio de 1950 de mãos dadas com os sucessos internacionais do teu pai...orgulho ou inveja?

OSKY : Pode ter certeza absoluta que tudo quanto tem a ver com o pai para mim exprime orgulho e tanto, nem só pelos comentários daqueles que assistiram aos jogos que ele participou na carreira esportiva senão na fase pessoal pois por incrível que pareça meio século depois do instante de maior brilho como basquetebolista, não tem cantinho no mundo que aqueles que conseguiram assistir um jogo do pai, não façam um comentário salientando a valia dele. Porém, para mim, o pai exprime orgulho puro.

P : Apresenta o Osky para o mundo lusófono agora, idade, altura, carreira?

OSKY : Nasci o dia 03 de Janeiro de 1965, completei 44 anos e sou do berço do Club Welcome de Montevidéu. As categorias de bases aconteceram nesse clube, tive a estréia em Primeira Divisão e logo tendo completado 17 anos deu o primeiro pulo para o exterior, jogando no Clube Obras Sanitarias de Buenos Aires no decorrer de um ano, voltei no Uruguai e joguei cinco Torneios Federais com a camisa alvi-celeste do clube Cordón, logo veio minha fase em Barcelona durante cinco anos, voltei de novo para Montevidéu, no time Neptuno alguns meses só; mais logo, mais uma vez com a camisa alvi-vermelha do Welcome, o próximo degrau foi na Associação Hebraica y Macabi de Montevidéu, mais dois anos e no finalzinho, o Welcome até pendurar as basqueteiras. O resultado dessa carreira quanto tem a ver com canecos ganhos, meia dúzia com clubes e mais dois com a seleção.. Em 1986 no clube Cordón, em 1995 na Associação Hebraica y Macabi e o Tetra de 1997 até 2000 no Welcome. Também conquistei dois Vice-Campeonatos Sul-Americanos com o Hebraica y Macabi em Bucaramanga, que o Campeão foi o Rio Claro (Brasil) e vestindo a camisa do Welcome, na cidade de Tarija, na Bolívia perante o Vasco da Gama. Com a camisa da seleção uruguaia, Campeão Sul-Americano em Montevidéu 1995 e em Maracaibo – Venezuela em 1997.

P : Houve jogos inesquecíveis pra você no Pre-Olímpicos de Argentina perante o grande Brasil de Oscar Schmidt? Mas também sofreu o Oscar num jogo que Uruguai «tinha» no bolso no Pré-Olímpico rumo a Seul 1988 após tempo suplementar? Lembranças dos jogos.

OSKY : Acontece que o Brasil é sempre potencia no basquete e na hora da minha estréia na seleção uruguaia, eles tinham uma geração que estava na cimeira de rendimento, um timaço mesmo, com Oscar como o grandíssimo destaque mas com grandes jogadores como o caso do Marcel, Maury, Pipoca, Israel, Gerson, Paulinho Vilasboas, Cadum, imagina só!!! Infelizmente topamos esse time brasileiro nessa época e foi difícil mesmo vencê-lo. Aliás, o grande jogo que consigo me lembrar agora perante o Brasil foi no Pre-Olimpico de Neuquém – Argentina em agosto de 2001, pois tínhamos conquistado o caneco de Campeão nos Sul-Americanos de Montevidéu 1995 e Maracaibo 1997 mas nunca tínhamos conseguido a vitória nos jogos perante os brasileiros, fora que o Oscar e o Marcel, não tinham participado desses eventos. Logo tínhamos na frente o Pre-Olimpico de Neuquem com todos os craques do Brasil em campo e dava para imaginar que a vitória ia ser extremamente difícil mas acabou ocorrendo e foi muito importante para todos nós pois tratava-se de craques mesmo que tínhamos como rivais.

P : Quanto pendurou as basqueteiras? Por quê? Estava-se sentindo idoso ou começava a trabalhar com agente dos jogadores de basquete uruguaio?

OSKY : Pendurei as basqueteiras na temporada 2001-2002 e tinha decidido me «aposentar» mas o pessoal do Welcome, meu time do peito pediu para mim que ficasse mais uma ano como jogador e fiquei, mas estava percebendo que com o decorrer dos anos, mesmo não tendo lesões graves, meu corpo não era o mesmo que alguns anos atrás. Logo veio o Osky agente de jogadores mas juro que na hora que me aposentei não era parte dos meus planos, chegou só por acaso. Logo, no início desta minha profissão atual, foi muito importante os anos da minha carreira de jogador no exterior, de jeito específico na Espanha, em Barcelona, foram muitos os contatos feitos e acabei aproveitando tudo para montar a minha nova profissão.

P : Faz 20 anos, teu pai faleceu com apenas 54 e você tinha completado 24. Quanto teve a ver esse sangue do pai nessa «formatura» como jogador internacional de basquete?

 
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