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Referendo: MLSTP/PSD pede intervenção da comunidade internacional

20.10.2005 | Fonte de informações:

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Aumenta a confusão que opõe o presidente são-tomense, Fradique de Menezes ,ao MLSTP/PSD, partido no poder. O partido liderado pelo Guilherme Pósser da Costa repetiu no parlamento, que o acordo político sobre a realização dum referendo ao sistema de governo é ilegal e sem efeito, uma vez que poucos dias após a assinatura do memorando de Janeiro de 2003, o próprio presidente da república decretou uma constituição que retira ao referendo as alterações à constituição.

Para fortalecer o argumento de que a desejo de realização desta consulta popular é hoje invalida, a maior força política são-tomense relembrou o memorando de entendimento assinado pelo chefe de estado e pelos demais órgãos de soberania, após o intentona de 16 de Julho de 2003, que obriga os actores políticos a respeitarem escrupulosamente a constituição da república.

“Invocamos os intermediários, apelamos o presidente da Nigéria Obasanju, para que se intercedam neste processo a fazer valer o memorando assinado na altura, protegendo o país para que a democracia se prevaleça”. afirmou Jorge Amado líder parlamentar interino do MLSTP/PSD.

O MLSTP/PSD justifica o apelo, por considerar que o chefe de estado está a violar flagrantemente os princípios constitucionais ao alegadamente perseguir as figuras proeminentes do maior partido político das ilhas, com o objectivo de as abater politicamente.

“Bem traduzida pelo incrível, anormal, doentia sucessões de seis primeiros ministros em quatros governos, coisa unanimo no mundo inteiro.” Concluiu Jorge Amado líder parlamentar interino do MLSTP/PSD.

O presidente interino da Assembleia Nacional aproveitou a reabertura das sessões parlamentares para sair em defesa do professor português Jorge Bacelar Gouveia, que recentemente foi duramente atacado pelo presidente Fradique de Menezes e pelo seu assessor jurídico, ao expressar a sua opinião sobre a legalidade do plebiscito exigido pelo chefe de estado.

“É muito grave que se tenha tentado confundir a opinião pública fazendo passar ideia de que um jurista português que veio imiscuir assuntos internos de São Tomé e Príncipe. Este encontro na Assembleia Nacional cede por excelência trocas de ideias e opiniões, não foi nenhum acto de conspiração contra o estado.” Disse Carlos Neves presidente interino da Assembleia Nacional.

Desta forma, o polémico referendo ao sistema de governo começa a ganhar novos contornos em São Tomé e Príncipe.

Suahills Dendê PRAVDA.Ru SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

 
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