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Candidatos a Micro Crédito protestam contra o Governo

11.12.2005 | Fonte de informações:

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As populações são-tomenses envolvidas no processo de micro-créditos implementado pelo governo no quadro do programa de luta contra a pobreza, estão insatisfeitas com a morosidade do mesmo e ameaçam tomar medidas rígidas caso as autoridades locais não se pronunciarem sobre os projectos apresentados.

Cerca de cem pessoas inseridas no projecto de redução da pobreza, reclamam a demora na aquisição de micro – créditos. Alegam que há já quatro anos que deram entrada aos documentos exigidos pelo executivo e até agora não obtiveram respostas.

“ Mandaram-me fazer esse projecto desde 2002 e não se resolveu nada. E agora eu pergunto em São Tomé e Príncipe não tem quem responde pelo velho e pobres?”, desabafou Raimundo Sacramento um dos lesados O programa de micro – créditos que alberga várias instituições do país, tem como objectivo ajudar os mais desfavorecidos na sua subsistência através da criação de pequenas empresas.

Segundo o presidente e porta-voz da comissão representativa das pessoas penalizadas, reivindicações mais duras serão tomadas se as autoridades não se pronunciarem sobre os projectos já apresentados. “ Nos pensamos antes de sair a rua, esperar-mos que o governo nos chame e nos diga alguma coisa, se o governo não nos chamar, nós vamos sair a rua”, afirmou Arlindo Almeida presidente e porta-voz dos lesados.

Entretanto, a ONG Micondó uma das organizações destinadas à recolha dos projectos já veio esclarecer que no projecto de redução da pobreza deram entrada mais de dois mil pedidos, por isso no âmbito dos critérios definidos pelo gabinete de créditos, existe todo um processo de selecção pelo qual devem passar todos os pedidos.

“ Havia no projecto redução cerca de 3000 mil pedidos e em 2003, quando assinamos o contrato para gerir aquela linha de créditos, fomos recebendo os dossier com pedidos de créditos conforme os critérios já definidos. Um desses critérios é que nós não podemos dar créditos a pessoas que já devem, e houve um critério de selecção, portanto é normal que muita gente não tenha recebido créditos”, esclareceu Ezequiel Vicente Fernandes director da ONG Micondó.

Uma polémica, que promete novos desenvolvimentos para os próximos dias.

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