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Editora portuguesa vai publicar obra de Pushkin

30.12.2005 | Fonte de informações:

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A Editora Assirio & Alvim, de Lisboa, vai publicar Eugênio Onegin, de Pushkin, em tradução feita diretamente do russo por Dário Moreira de Castro Alves, ex-embaixador do Brasil em Portugal e autor de Era Lisboa e Chovia, Era Tormes e Amanhecia e Era Porto e Entardecia, sobre a obra de Eça de Queirós, e Luso-Brasilidades nos 500 Anos.

O livro tem ainda uma nota introdutória de nove páginas escrita pelo tradutor, que serviu como secretário cultural da Embaixada do Brasil em Moscou nos anos 60. Na Rússia, a obra deverá ser publicada em meados de 2006, em edição bilíngüe russo-português, por iniciativa de Iuri Vorotnikov, presidente da Fundação para Humanidades da Rússia.

Pushkin era descendente direto de africano, filho de abissínio, que fora preso pelos turcos. Permaneceu refém dos turcos até os oito anos de idade, quando foi liberado e adquirido pelo embaixador russo em Estambul, que o “deu de presente” a Pedro Grande da Rússia, fundador da Rússia moderna, criador de São Petersburgo, em 1703.

Aleksandr Sergueievitch Pushkin viveu apenas 38 anos, mas foram anos cheios de aventuras, extravagâncias, hábitos de dissipação e dandismo, conquistas amorosas, que verdadeiramente lhe marcaram a existência. Era dotado de um espírito liberal, indômito e genial, que lhe criou dificuldades de convivência com o regime autocrático da Rússia: confinamentos e restrições em várias partes do país, de norte a sul.

Com seu espírito aberto e liberal numa época de autocratismo czarista, como foi a de Alexandre I e Nicolau I, esteve exilado em sua própria terra, temido e respeitado, criativo e impávido em seu temperamento, profundo e frívolo ao mesmo tempo. Era hipocondríaco, fascinado por Byron, amigo de liberais “dekabristas” — movimento de dezembro de 1825. Dizia que seu Eugênio Onegin não era autobiográfico, mas, em parte, o era.

O tradutor de Eugênio Onegin esteve de 9 a 15 de setembro em Moscou, quando apresentou a sua tradução que constitui um marco na história da língua portuguesa, em razão da ausência de tradução de obra tão relevante na língua de Camões. O embaixador Dário Moreira Castro Alves, por sua tradução de Eugénio Onegin, foi homenageado pelo embaixador brasileiro em Moscou, Carlos Augusto dos Santos Neves

Prof. Dr. Adelto Gonçalves

 
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