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Nota do Bloco de Esquerda sobre o negógio Carlyle

30.04.2004 | Fonte de informações:

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1º facto: a CGD apoia e financia um dos concorrentes

A CGD esteve envolvida no consórcio (Público, 24 de Abril de 2004), mas depois decidiu que só deveria ser financiadora do consórcio, para “não ficar a ideia de que o Estado apoia um dos concorrentes”, escreve o Público.

Tratando-se de um dos grandes negócios da década, é o primeiro-ministro que deve explicar se o governo interveio nesta decisão. Não é crível que a CGD tome uma decisão desta natureza sem instruções do seu accionista único.

2ª facto: a Carlyle quer comprar, com o financiamento da CGD, para depois vender a sua parte

O Primeiro-ministro declarou que, com o grupo Carlyle e os restantes concorrentes, a parte portuguesa aumentava na Galpenergia. Desmentido: o Carlyle, que tem 45% do consórcio, já anunciou que venderá a sua parte dentro de poucos anos (vd. toda a imprensa económica). A CGD vai financiar a compra da Galpenergia pela Carlyle, que depois vai vender a sua parte.

3º facto: personalidades do aparelho PSD distinguem-se no grupo Carlyle

Menos de um mês depois de ter saído do governo, o ex-ministro Martins da Cruz aceitou tornar-se o responsável da Carlyle por esta operação de compra da Galpenergia. Na última semana, o Governo enviou-o como seu representante à cerimónia de comemoração dos 10 anos do fim do apartheid.

Pergunta-se se é correcto que o representante de um grupo económico envolvido num concurso ainda não terminado seja o representante do Estado perante um país estrangeiro. O BE responde que é inaceitável. O porta-voz do consórcio é o Eng. Ângelo Correia, ex-ministro e dirigente do PSD. Ângelo Correia era também o vice-presidente da Associação de Amizade Portugal-Iraque, ao momento da invasão do Koweit.

4ª facto: o Grupo Carlyle representa os interesses financeiros da família Bush e dos seus aliados

Dirigido por Frank Carlucci, que já tem negócios imobiliários em Portugal, e na Europa pelo ex-primeiro ministro britânico John Major, o Grupo Carlyle tem como assessor o ex-presidente George Bush. Segundo o Wall Street Journal (28 de Setembro de 2001), foi o ex-presidente Bush que viajou por duas vezes à Arábia Saudita para envolver os capitais da família Bin Laden na operação do Carlyle. George W. Bush, o actual presidente dos EUA, foi administrador da Caterair a partir de 1990. A Caterair era uma das principais subsidiárias da Carlyle, e a maior empresa mundial de catering para aviões

 
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