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PM de Portugal: Iraque viola as resoluções das Nações Unidas

28.01.2003 | Fonte de informações:

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José Barroso, o Primeiro Ministro de Portugal, falou na impossibilidade da neutralidade de Portugal perante o totalitarismo, falou de direitos humanos, conseguiu embrulhar a questão do Iraque com a de terrorismo, falou do aliado (EUA), declarou que o Iraque viola as resoluções da ONU, disse que o regime de Bagdade não cumpre as suas obrigações e depois pediu mais tempo para que a UNMOVIC continuasse o seu trabalho.

José Barroso disse que Portugal não pode seguir uma política de neutralidade “entre liberdade e democracia...direitos humanos e aqueles que propugnam o terrorismo”, nem “entre um aliado e aquele que viola as resoluções das Nações Unidas”.

O ex-militante da MRPP (Movimento Revolucionário Portuguesa, após a Revolução de 25 de Abril, um movimento conhecido pelos seus actos violentos), agora do PSD, José Barroso culpa o regime de Bagdade de não colaboração com as equipas UNMOVIC, “faltando ainda encontrar um conjunto de armas que se sabe existirem”. Parece que tirou esta frase da boca do Rumsfeld, Cheney ou Bush.

Porém, no mesmo discurso, defende “dar mais tempo aos inspectores das Nações Unidas” para acabarem o seu trabalho, e depois “o que deve unir-nos (UE) é a luta contra o terrorismo e contra todos os regimes que não respeitem as Nações Unidas”.

Resta saber se o Primeiro Ministro José Barroso quer incluir neste lote os que não pagem o que devem à ONU, nomeadamente o “aliado”, Estados Unidos da América.

Conseguiu dizer tudo mas acabou por não dizer nada, num discurso francamente fraco e confuso que confunde aqueles que viram o Ministro de Negócios Estrangeiros que tão habilmente tratou da questão complicada do Timor Leste no início da década de 90.

Como um Primeiro Ministro pode confundir a questão de terrorismo internacional com outros assuntos bem mais profundos, que tem a obrigação de compreender, tendo passado pelo Ministério de Negócios Estrangeiros, desafia a lógica.

O rapaz que andou a gritar “caos” e “o país não pode continuar assim” antes da última eleição agora faz a mesma coisa no plano internacional. Que tristeza.

José Trancoso PRAVDA.Ru GUARDA PORTUGAL

 
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