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Manifestação pela Paz: Parabéns ao PCP e ao BE

15.02.2003 | Fonte de informações:

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O PCP e BE mostraram hoje que a Esquerda em Portugal vale, tem vigor, tem energia e tem razão. Entre Lisboa, Porto e Coimbra, marcharam mais do que uma centena de milhar de pessoas contra a guerra no Iraque e em favor dos mecanismos mais democráticos.

O grande derrotado hoje foi o Primeiro Ministro, José Barroso, que apressou-se a assinar a carta dos oito (juntamente com os chefes de governo do Reino Unido, Espanha, Itália, Dinamarca, Hungria, República Checa e Polónia) sem saber o que estava a fazer. Mostrou-se hoje, mais uma vez, que José Barroso não é respeitado como Primeiro Ministro, que as suas atitudes são petulantes e mal pensadas e que o homem que há um ano andou a proclamar “Este país é um caos” afinal não tem soluções nenhumas nem na política interna, nem na política externa.

Quem viu a alma da multidão em Lisboa, Coimbra e Porto hoje, não pode ter dúvidas de que fazem muita falta ao tecido social de Portugal estes dois partidos, pequenos hoje mas grandes amanhã.

Ao Partido Comunista Português e ao Bloco de Esquerda, os nossos mais sinceros parabéns por uma manifestação excelentemente organizada, gerida e participada.

Que há diferenças entre o PCP e o BE, há. Felizmente, porque são estes os únicos dois partidos activos na vida política portuguesa que têm alguma preocupação social, que zelam pelo bem-estar de todos os cidadãos. É pelo diálogo democrático que se faz melhorias, descobertas e avanços, não pela demagogia de Barroso, Bush e Blair, que seguem os caminhos do fascismo para atingir os objectivos dos grupos de pressão, ou seja, gangues, que traçam as linhas de política externa nos seus países.

Hoje, o PCP e o BE, partidos pequenos mas grandes, mostraram aos portugueses e ao mundo que a voz da razão se ouve sempre que o cidadão comum seja motivado a participar nas decisões que lhe afectam.

Hoje, o PCP e o BE conseguiram algo que nunca antes foi conseguido em Portugal: dar asas à vontade do povo, dar oportunidade de que o povo sinta que a sua vontade conta. E contou.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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