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Astronomia: Palestra sobre Sismos e Tsunamis

12.04.2005 | Fonte de informações:

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A apresentação será seguida por uma sessão de observação do céu nocturno (se as condições meteorológicas o permitirem). A actividade terá inicio às 21:30 na Marina de Cascais, loja 20 (a loja fica no terraço próximo do Forte da Cidadela ).

Atenção: ao contrário do que é habitual esta actividade decorre a uma Sexta-feira, dia 22 de Abril de 2005.

Sismos e Tsunamis: O Caso de Sumatra Mourad Bezzeghoud Departamento de Física e Centro de Geofísica de Évora (Universidade de Évora)

Os maiores terramotos são caracterizados por uma grande ruptura geológica em que uma das placas de que é constituída a crusta terrestre mergulha sob uma outra que a confina (fenómeno de subducção), provocando, além do mergulho da primeira, a elevação da segunda. Foi isto que aconteceu, por exemplo, nos seguintes sismos: Kamchatka (Mw= 9.0, 1952), Ilha Andreanof no Alaska (Mw=9.1, 1957), Chile (Mw=9.5, 1960), Prince William Sound no Alaska (Mw=9.2, 1964).

O que originou os recentes sismos de Sumatra (26/12/2004, Mw=9.3 e 28/03/2005, Mw=8.7) foi o choque das placas tectónicas da Índia e de Burma, em que a primeira mergulha obliquamente sob a segunda na direcção e sentido NNE com uma velocidade média de 6 cm/ano. Tendo em vista uma melhor e mais pormenorizada compreensão do fenómeno o grupo de sismologia do Centro de Geofísica de Évora (Universidade de Évora) fez um estudo dos processos de ruptura dos recentes sismos de Sumatra baseado na forma das ondas sísmicas registadas pelas redes sismográficas mundiais.

Os resultados sugerem uma duração do processo e um comprimento total da ruptura, respectivamente, de mais de 350 s e de mais de 1000 km para o mega sismo (Mw=9.3). O sismo médio (Mw=8.7) de 28 de Março 2005 caracterizou-se com uma duração e um comprimento total da ruptura, respectivamente, de 110 s e de 125 km. O primeiro, com um hipocentro superficial (5-20 km) e um tamanho gigante provocou um tsunami devastador e mortífero. O de 28 de Março, mais profundo (28 km) e mais médio, não teve energia suficiente (10-15 vezes mais pequena do que a energia libertada durante o sismo do 26/12/2004) para provocar, felizmente, um tsunami consequente.

Portugal é um país que já experimentou um forte tsunami gerado pelo sismo de 1755. A zona de ocorrência mais provável deste sismo (margens atlânticas) e a situação particular dos Açores são motivos para alguma preocupação.

O contacto de uma grande onda nas zonas costeiras do sul de Portugal provocará, por acção da batimetria, um aumento do seu efeito destruidor. Olhe-se para as margens dos estuários de alguns rios (Sado, Tejo…) e facilmente se poderá prever a devastação a que poderão ficar sujeitas as suas zonas circundantes.

Rosa Doran NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia www.nuclio.pt www.portaldoastronomo.org

 
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