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Desemprego em Portugal com o governo PSD/PP

05.12.2002 | Fonte de informações:

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Por todo o país, o que importa é a linha de fundo do balanço, nomeadamente um aumento dos lucros, seja qual for o reflexo na vida social e familiar do país. Bem vindos outra vez a um governo do Partido Social Democrata em Portugal, uma vergonha nacional, como se pode ver a seguir...

Neste comunicado: 1. SCOTTWOOL – Figueira da Foz – mais 100 trabalhadoras no desemprego 2. CIV – Miranda do Corvo – 80 trabalhadoras vigiam a fábrica há mais de um mês, solicitam à Segurança Social o pagamento do subsídio de desemprego 3. BAGIR – Coimbra – 284 trabalhadoras no desemprego exigem a concretização da viabilização da empresa, e a manutenção dos seus postos de trabalho 4. Manifestação em Coimbra – no passado dia 2 de Dezembro, promovida pelo Sindicato dos Têxteis do Centro, apela à unidade e solidariedade das trabalhadoras da região 5. Greve Geral – 10 Dezembro 6. Assembleia Geral da ‘Sobreiro19 ‘ – Eleição dos Corpos Sociais no dia 13 de Dezembro

1. Alguns activistas da ‘Sobreiro19’ estiveram esta semana na SCOTTWOOL (ex-Malhas Sidney) na Figueira da Foz, onde foram recebidos pela delegada sindical Fátima Pinto, e a Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa.

Os 100 trabalhadores (88 mulheres e 12 homens) desta empresa estão já com dois meses de salários e o subsídio de Natal em atraso.

Depois de um período de gestão (des)controlada que terminou em 12 de Novembro passado, a entidade patronal alega que não tem dinheiro para pagar os salários, e que a viabilização da empresa (SCOTTWOOL Industrial) está posta em causa, porque várias instituições bancárias recusaram os empréstimos que foram solicitados com esse objectivo.

Informam-nos trabalhadoras da empresa que a entidade patronal se esqueceu de referir os fundos que recebeu para modernizar a empresa, e que meteu ao bolso sem ter investido na empresa: ‘a única coisa que fez foi dar-nos uns blocos de apontamentos para estudarmos em casa e ensinar-nos a mentir à Inspecção de Trabalho sobre os cursos de formação que estávamos a ter!’.

Entretanto, a mesma entidade patronal mantém a marca SCOTTWOOL e três lojas comerciais (no Carregado, Coimbra e Figueira da Foz), através da empresa SCOTTWOOL Comercial, que continua a ter clientes no mercado nacional e internacional...

Às trabalhadoras da fábrica, resta-lhes solicitar a rescisão do contrato com o objectivo de requererem o subsídio de desemprego, o que farão nos próximos dias. Quanto ao futuro, as trabalhadoras dizem: ‘Na Figueira da Foz, já não há mercado para o trabalho doméstico. Resta-nos as cozinhas dos restaurantes, no Verão. Somos trabalhadoras especializadas. Queremos trabalho com dignidade!’.

2. As 80 trabalhadoras da CIV que estão em vigilância permanente à porta da empresa há mais de um mês, receberam ontem da Segurança Social a promessa de que o pagamento do subsídio de desemprego, requerido oportunamente, será processado o mais rapidamente possível.

3. As trabalhadoras da BAGIR (270 mulheres e 14 homens) estão a atravessar um período difícil. Há três anos, quando a antiga empresa em que trabalhavam (Blazer) foi vendida, aceitaram perder a antiguidade e ‘começar de novo’ na BAGIR, na esperança de não perderem os seus postos de trabalho. Estavam de férias, quando receberam a notícia de que a empresa ia encerrar…

As ‘exigências’ da entidade patronal foram aceites, com o envolvimento de várias entidades, para que a empresa volte a abrir as portas: - Fundo de Investimento de cerca de 200 mil contos (aprovado pelo IAPMEI e Secretaria de Estado do Comércio e Economia) - Expansão em cerca de 1000 m2 envolventes ao espaço da fábrica (aprovado pela Câmara Municipal de Coimbra) - Diminuição dos custos de produção (conseguidos à custa de um Programa de Formação/Acção durante 3 anos, para os trabalhadores, com o apoio do IAPMEI e Câmara Municipal)

Apesar disso, a viabilização da empresa foi recusada pelo Grupo Polgat, de Israel, com a desculpa de que ‘as alternativas chegaram tarde demais’.

Mas as trabalhadoras têm uma certeza: haja vontade política, e a empresa pode reabrir as portas.

4. Em Coimbra, a ‘Sobreiro 19’ participou na manifestação organizada pelo Sindicato dos Têxteis do Centro, no passado dia 2 de Dezembro, que contou com a participação das trabalhadoras da BAGIR (Coimbra) e da CIV (Miranda do Corvo).

A manifestação percorreu as ruas da cidade, passando pelo Centro da Segurança Social, a Câmara Municipal e o Governador Civil, com o objectivo de denunciar a situação em que se encontram as trabalhadoras daquelas empresas, e apelar para a intervenção das entidades competentes no sentido da resolução dos conflitos existentes.

De realçar a intervenção e o trabalho dos dirigentes do Sindicato dos Têxteis do Centro, que tem acompanhado e apoiado a luta destas trabalhadoras. Ainda ontem, os dirigentes sindicais Fátima Carvalho e Luís Ferreira pediram a intervenção da Câmara Municipal para que: - sejam disponibilizadas verbas no sentido de criação de um Subsidio de Emergência excepcional para que o Natal das trabalhadoras da CIV e BAGIR possa ser uma realidade - seja pressionado o poder central no sentido de se encontrarem os investidores necessários à viabilização e reabertura da BAGIR, com a manutenção dos respectivos postos de trabalho - haja vigilância relativamente ao património da BAGIR (pertencente ao grupo Polgate), nomeadamente os terrenos onde se encontra a fábrica, no sentido de não deixar que o património seja destruído

5. Greve Geral - 10 de Dezembro À medida que a nossa associação conhece mais situações de falências, maior a repulsa que sentimos, pelas manipulações e fraudes que certos empresários usam para enriquecerem, não se preocupando em lançar na miséria milhares de famílias. O aumento do número de falências sem o governo tomar medidas adequadas merece a nossa mais viva indignação. Por tudo isso e porque somos trabalhadoras e trabalhadoras na maior parte no desemprego, porque sabemos que o projecto de Código de Trabalho prejudica quem trabalha e facilita o desemprego: A ‘Sobreiro 19’ está solidária com a Greve Geral contra o Código de Trabalho, e participará nos piquetes de greve que estão a ser organizados pela CGTP.

 
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