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Reentrada política: Do péssimo ao absurdo

05.09.2003 | Fonte de informações:

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O Ministério da Educação enviou esta semana uma proposta à Associação do Ensino Particular e Cooperativo, anunciando um corte de 20% no orçamento para as escolas associadas ao Ministério. Precisamente quando o país precisa de investir nesta área, o PSD, com a sua teimosa política de gerir o país com gestores de segunda, a partir de escritórios-redoma, põe em risco os lugares de 10,000 professores e 60,000 alunos.

Este governo, de facto, não deixa de surpreender. No seu primeiro orçamento, reduziu as verbas para a educação e aumentou as para a Defesa. Entrou em funções com um discurso alarmista do José Barroso, líder do maior partido, o Partido Social Democrata, discurso esse que exacerbou o já frágil estado da economia nacional e criou uma onda de negatividade em que ninguém pagava ninguém.

Quando estava na oposição, a voz da Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, era estridente, criticando o então governo do Partido Socialista por deixar o défice público subir demasiado e não conter as despesas públicas. Esta senhora não só reduziu desumanamente os gastos públicos/sociais como também, dois anos depois, se vê a braços com precisamente as mesmas cifras que criticava nos outros. Enfim, é um fracasso, a sua política é um desastre e a antipatia que esta senhora demonstra na sua pessoa é de facto a cara que este governo mostra ao país. Um belo cartão de visita.

No início, noticiava-se o número de desempregados a aumentar de mês a mês, um número que começou a trote e acabou a galopar, de dezenas a centenas a milhares a dezenas de milhar, tantos que começavam a ser noticiados semanal e agora diariamente. Não há distrito do país que não esteja afectado por esse flagelo social.

E o que faz o governo de José Barroso? Em vez de investir no futuro do país, na educação, reduz, corta, desinveste. Agora para juntar aos 28,000 professores do estado sem colocação, há mais 10,000 em risco de cair no desemprego e nada menos que 60,000 alunos possivelmente sem aulas. Um bom investimento, se ouve falar dos escritórios do governo. Uma ausência total de estratégia, se vê no país.

Será este um bom governo ou uma boa maneira de governar o país? Ou será este o governo mais Fascista que alguma vez governou Portugal desde 1974, o governo que menos fez, que mais destruiu, o único governo que levou o tecido social de Portugal até ao ponto de ruptura?

Cada vez que há um governo do PSD aumentam em flecha o número de consultas de psiquiatria e psicologia. Por qualquer razão será. Será porque o Partido Social Democrata é uma força política que se identifica com políticas sociais e democráticas e seu parceiro na coligação, o Partido Popular, um partido que apresenta soluções às preocupações do povo?

Ou será porque o Partido Social Democrata nem é partido, mas uma colecção de cinzentos incompetentes, cujas políticas nem são democráticos, nem socialmente viáveis e o Partido Popular, uma colectânea de sicofantas gravitando a volta do líder, Paulo Portas, que por sua vez pelos vistos nem é muito popular?

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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