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Calamidade Pública em Portugal

04.08.2003 | Fonte de informações:

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15 dos 18 distritos em Portugal estão a braços com uma vaga de calor que provocou catastróficos incêndios florestais, os piores de sempre: 9 mortos e só num concelho, Chamusca, um prejuízo de 60 milhões de Euros.

Para dar uma ideia do magnitude do problema, centenas de pessoas foram evacuadas das suas casas, dois mil militares ajudam quase três mil bombeiros, suportados por 781 carros de combate ao fogo, 2 aviões pesados, 10 aviões médios, 4 aviões pequenos, 4 helicópteros pesados, 16 helicópteros médios e um C-130.

Luís Paes de Sousa, Secretário de Estado da Administração Interna, falou da “situação de calamidade” enquanto o Conselho de Ministros reuniu de emergência para declarar a “calamidade pública” para liberar mais meios para minimizar os prejuízos sofridos pelos vítimas dos incêndios.

Presidente Jorge Sampaio falou da situação “tão difícil e tão grave para o país” enquanto o primeiro Ministro, José Barroso, como é o costume, estava um dia a apelar para a calma, e no dia seguinte proclamando a calamidade pública: eis o senhor que veio ao poder com um discurso calamitoso de “Este país é um caos! Este país não pode continuar assim!” e prontamente causou uma das mais profundas faltas de confiança no sistema económico na história recente.

Todos os anos em Portugal, há incêndios. Todos os anos, fala-se de tomar medidas. Todos os anos, as florestas ficam mais cheias de mato, porque ninguém os limpa. Todos os anos, a Direcção-Geral de Florestas fica mais rica com a venda de madeira mas nada faz para limpar os matos.

Quem passeia nas florestas de Portugal vê com claridade que não é preciso muito para causar um incêndio. Os matos estão cheios de folhas secas e de sama. Basta um ponto de cigarro e é de apontar que o tempo quente coincide com as férias escolares.

A apontar também que nunca em Portugal se apressa a fazer caminhos entre as árvores para quebrar o incêndio até ser tarde demais.

Como sempre, falta de planos, falta de organização, falta de interesse, falta de responsabilidade. Desta vez, morreram nove pessoas. Custaria tanto para limpar os matos e criar quebra-fogos nas florestas?

Cristina GARCIA PRAVDA.Ru COIMBRA PORTUGAL

 
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