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Eleições: Batalha renhida

04.12.2004 | Fonte de informações:

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A diferença entre a intenção de voto entre FRELIMO e RENAMO tem vindo a decrescer na última década e se esta tendência se repetir no resultado das eleições na passada quarta- e quinta-feira, o vencedor poderá não ter maioria absoluta no Parlamento, devido à existência dos outros partidos na corrida e a eleição presidencial poderá entrar numa segunda volta.

No entanto, com uma abstenção estimada entre 70 e 80% dos eleitores, fartos de histórias de corrupção e de crime organizado mas já vivendo em paz e com taxas de desenvolvimento que rondam os 10% por ano durante a última década, muitos não se sentiram motivados a votar.

Uma grande parte da população em Moçambique sente que os políticos levam a vida deles, entre o povo vive cada um seu dia a dia e que a classe político pouco ou nada pode fazer para melhorar a vida dos 70% da população que vive em pobreza.

Em 1999, o presidente cessante, Joaquim Chissano, que se demite voluntariamente, passando a liderança do FRELIMO a Armando Guebuza, venceu a eleição presidencial contra Afonso Dhlakama (RENAMO) por 52,9% a 47,7% e no Parlamento, FRELIMO ganhou 48,5% dos lugares, contra os 38,8% da RENAMO.

Desta vez há outros três candidatos: o terceiro candidato na corrida presidencial, Raul Domingos, é líder do Partido para Paz, Desenvolvimento e Democracia, o que poderá empurrar a eleição para uma segunda volta na ausência de um vencedor claro na primeira: Carlos Reis e Yaqub Sibindy são os outros dois candidatos, relativamente líderes da União Nacional de Moçambique e o Partido da Independência de Moçambique.

Como a última vez, RENAMO já se afirmou o vencedor, tendo ganho em seis círculos eleitorais (sem especificar quais) e o director da campanha eleitoral, Eduardo Namburete, declarou que os resultados “oficiais” que vão surgindo são falsos, embora que só na quinta-feira próxima se saberá o que estes são, que foi mais uma vez um acto de grande imaturidade política, uma falta de senso comum e grande irresponsabilidade.

Por isso é perigoso a divulgação de qualquer resultado “oficial” por qualquer fonte que não seja a Comissão.

Bento MOREIRA PRAVDA.Ru MAPUTO MOÇAMBIQUE

 
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