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Eleições antecipadas

26.11.2002 | Fonte de informações:

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Presidente Kumba Ialá emitiu um decreto lei estipulando que eleições legislativas irão realizar-se nos finais de Fevereiro de 2003.

Kumba Ialá dissolveu o Parlamento, citando razões de falta de credibilidade política junto à população de Guiné Bissau. As últimas eleições realizaram-se em 1999, pondo fim a uma guerra civil que ceifou a vida de perto de dois mil pessoas.

O decreto lei vem na sequência de tensões entre o Presidente e o seu Primeiro Ministro, Alamara Nhasse, acusado por Kumba Ialá de não conseguir recolher os impostos prometidos pelo seu governo e além disso, de usar os veículos postos à disposição dos inspectores fiscais por fins pessoais.

Entre 1974 e 1980, Luís Cabral liderou o país, que tinha ganho a sua independência de Portugal, à frente do PAIGCV (Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde), antes que o Chefe do Estado Maior do Exército, João Nino Vieira, o derrubar, acusando-o de má gestão e corrupção.

Nino Vieira instalou uma economia de mercado e um sistema político multi-partidário, sendo eleito Presidente em 1994 nas primeiras eleições livres no país. No entanto, problemas étnicas levou-o a demitir o seu Chefe do Estado maior do Exército, Ansumane Mané, o que deu orígem à revolta e guerra civil, que acabou depois da intervenção das forças de paz dos países da África Ocidental, culminando nas eleições livres de Janeiro de 2000, ganhos por Kumba Ialá.

Antigo professor, Kumba Ialá quer fomentar um estreitamento de relações com o mundo exterior, nomeadamente com os vizinhos Senegal e Guiné Conakri e antigos potências coloniais na região, Portugal e França.

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