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Golpe anticonstitucional garante constitucionalidade

16.09.2003 | Fonte de informações:

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Kumba Ialá pode ter muitas ideias, pode ter um discurso fluente juntamente com os agricultores mas como Presidente do país, não só não conseguia produzir nada como também ficou cada vez mais errático até o quarto adiamento das eleições fez transbordar o copo de paciência do exército, que foi a tradução da vontade do povo.

General Verissimo Correia Seabra tomou as rédeas do poder temporáriamente, até que se organizem as eleições. Até então, formou um governo nacional com representantes de todos os partidos políticos.

Este golpe foi condenado por Portugal, a ONU e vários paises africanos, entre os quais a Nigéria, Senegal e África do Sul. No entanto, com o constante adiamento das eleições, que são um acto de democracia, assim sendo persistemente negado ao povo guineense, poucas alternativas restaram, senão o país e seu povo estariam permanentemente subjugados às vontades de uma pessoa.

Emyr Jones Parry, embaixador da Grã-Bretanha na ONU e presidente em exercício do Conselho de Segurança, afirmou ontem que "Os membros do Conselho de Segurança condenam a chegada ao poder, por meios não constitucionais, e especialmente pelo uso da força, e exigem o restabelecimento rápido da ordem legal", enquanto Kofi Annan disse no Domingo que as partes envolvidas não deverão recorrerà violência.

Foi isso que aconteceu. Bissau é uma cidade calma, o trânsito corre normalmente nas ruas e as pessoas vão trabalhar como antes, à espera de terem a oportunidade de exercerem o seu direito ao voto, negado consistentemente pelo ex-presidente, Kumba Ialá, que agora foi libertado e pode regressar à casa.

Djibril MUSSA PRAVDA.Ru GUINÉ-BISSAU

 
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