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O poder vai bem, o governo nem tanto

29.01.2004 | Fonte de informações:

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Não teve porta voz, foi o próprio presidente Lula quem disse, e assumiu. O governo começa a trabalhar agora. Vamos evitar trabalhar com aqueles do eu acho, para trabalhar com aqueles do eu faço. E saiu dando exemplos por aí, admitindo que, de fato, o primeiro ano de governo não valeu, não fez nada, as pessoas erradas estavam nos lugares errados e deu no que deu. De saída, dois erros de avaliação, motivados pela emoção. Nomeou Graziano pelo tempo de amizade, mesmo sabendo que não daria certo. Chamou Cristovam por achar que ele seria o toque sofisticado do seu governo, um intelectual respeitado e conhecido internacionalmente. A autenticidade e a independência de Cristovam irritaram Lula, que disse não querer acadêmicos em seu governo. O projeto de poder segue sendo implantado, o projeto governar ainda está em estudos.

Governo fala muito, mas faz muito pouco

Vem do presidente da Associação Brasileira de Comercio Exterior (Abracex), Roberto Segatto, a maior crítica ao governo Lula sobre a política de exportação: "a expansão das exportações passa necessariamente pelo aumento dos financiamentos e pela implantação de infra-estrutura adequada". Para Segatto, o presidente Lula está sendo equivocado ao cobrar dos empresários mais rigor na busca de aprimoramento da ciência e da tecnologia para entrar no mercado internacional. O empresário sentencia: "o presidente está fora da realidade. Fala isso por que parece que quer ser vedete. O governo precisa parar de falar e começar a fazer", afirma.

Natureza do Problema

Em campanha, Lula bradava: "O problema do Brasil não é um problema de contabilidade (econômico). É político." E martelou milhões de vezes na cabeça dos eleitores que bastava ter 'vontade política'. Se o problema é político cabe ao presidente resolvê-lo e não ficar culpando os empresários ou quem quer que seja.

Insensibilidade social - I

O ex-ministro Cristovam declarou que Lula não tem sensibilidade social. A se julgar pelo que foi gasto em educação em 2003 ele tem toda razão: Principal programa da área, o Toda Criança na Escola obteve 23,17% dos R$ 828 milhões que o Orçamento lhe destinava.

Insensibilidade social - II

O programa Educação de Jovens e Adultos, outro da alçada federal que visa combater o analfabetismo e que foi 'vendido' nas eleições como prioridade do governo Lula, conseguiu apenas 16,66% do dinheiro previsto no Orçamento.

Descompasso

O programa de governo de Lula trás a seguinte assertiva: "O crescimento requer um equilíbrio adequado na administração federal entre os ministérios que cuidam das políticas econômicas e os que se dedicam à produção e ao desenvolvimento social..." Outra reclamação de Cristovam é que havia um descompasso nessas áreas. Pelo visto, ele continua tendo razão: Em 2003 o Ministério da Ação Social gastou 1,1 % do orçamento que lhe fora destinado.

Suassuna defende agenda nacional

O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) defendeu em plenário a necessidade de o Brasil estabelecer uma agenda nacional própria, dando prioridade aos problemas do país, em vez de continuar a se pautar por uma agenda estrangeira, em que as necessidades brasileiras não são consideradas. Para embasar sua opinião, ele leu o texto de uma palestra proferida pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) César Benjamim analisando o primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Petista histórico, Benjamim disse em sua palestra, realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que a crise brasileira é apenas secundariamente econômica. O dilema central do governo Lula é político. Falta ao país não apenas um projeto, mas falta vontade de ter um projeto. Benjamim também opinou que, em vez de uma "herança maldita" na macroeconomia, o governo Lula herdou uma herança maldita no imaginário do país. Os brasileiros perderam a autoconfiança e passaram a raciocinar como integrantes de um país pequeno, problemático, frágil, sempre doente, pedinte e necessitado de auxílio.

Eduardo Paes pede dados sobre compra de avião

O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) enviou ao ministro do Planejamento, Guido Mantega, requerimento de informações sobre a compra do novo avião para a Presidência, a um custo de R$ 160 milhões. O tucano não se opõe à compra de uma nova aeronave para substituir o chamado "Sucatão", mas se diz preocupado com a forma como está sendo feita a troca do Boeing 707 por um Airbus ACJ equipado, segundo a imprensa, até com sauna.

"Por que, nesse processo, não se privilegiou a indústria aeronáutica nacional, no caso a Embraer? E por que não se optou pela aquisição do Airbus tendo o leasing como base de compra?", questionou Eduardo Paes.

PSDB

 
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