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Paraguai consegue "a façanha"; vence Brasil e vai a Atenas

27.01.2004 | Fonte de informações:

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A garra futebolística e um gol de José de Vaca aos 32 minutos premiaram o Paraguai com a Segunda vaga sul-americana para os Jogos Olímpicos de Atenas: uma vitória com sabor de revanche sobre o Brasil, que sofre assim a tragédia de ter que adiar outra vez a busca do ouro.

O Paraguai, que na primeira vez foi goleado por três a zero pelo Brasil e chegou ao quadrangular do pré-olímpico em último, depois de ganhar apertado uma repescagem, reeditou a façanha do torneio de 1992, onde, junto com a Colômbia, deixou do lado de fora dos Jogos Olímpicos de Barcelona as equipes da Argentina e do Brasil. A equipe de Carlos Jara Saguier necessitava com urgência de uma vitória para ocupar a última vaga e acompanhar a Argentina nos jogos da 28ª jornada.

O Brasil, que só precisava do empate para carimbar o passaporte, foi superado por uma equipe organizada e com maior ímpeto para administrar o minguado esforço e as oportunidades de gol. Com jogo aberto e passes diagonais, o Paraguai encurralou o Brasil em longos momentos da partida.

A equipe "canarinha" trouxe Robinho, Marcel e Daniel Carvalho na ponta, mas a geração ofensiva encabeçada por Diego foi cortada pela metade, tendo escalado quatro nomes.

O Brasil se aproximou com um tiro livre a 30 metros que passou assoviando pela esquerda do goleiro Diego Barreto. E Carvalho forçou com sua habilidade a cobrança de vários corners, que a defesa paraguaia defendeu sem problemas, de cabeça.

Porém aos 32 minutos, no melhor estilo paraguaio, um passe profundo da direita de Edgar Barreto encontrou livre a cabeça do capitão José de Vaca, para perfurar sem oposição a rede brasileira. O Brasil viveu então o seu pior momento no pré-olímpico, com uma magistral ofensiva do Paraguai encabeçada por Osvaldo Diaz, que poderia render três gols a mais.

Um tiro livre englobado, do mesmo Diaz, quase se infiltra pelas costas de Gomes; e em outra manobra individual do centro-campista do Guarani, três defensores foram batidos antes que o passe limpo para Barreiro fosse desviado, com desespero, pela perna de Edú Dracena. O Paraguai retrocedeu suas linhas, procurando afogar a saída da bola.

A melhor jogada de perigo dos brasileiros aconteceu aos 43 minutos, quando defensor Barreto empregou seus reflexos para conter um disparo a queima-roupa de Diego. Adailton tomou o rebote, mas seu chute passou por cima da trave.

O Paraguai resistiu com unhas e dentes às investidas por todos os lados, até que, aos 75 minutos, o cansaço passou sua fatura aos brasileiros, o ritmo do jogo baixou e colocou em cena a nova tragédia destes na busca do eldorado olímpico. Dudú, aos 85 minutos, e Robinho, aos 88, esgotaram num redemoinho de pernas adversárias as mais claras oportunidades do gol salvador. O Paraguai está nos Jogos Olímpicos de Atenas. E o Brasil chora sua eliminação.

“Diário Vermelho”

 
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