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Senadoras petistas trabalham por avanços contra violência à mulher

26.11.2003 | Fonte de informações:

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Durante cerimônia realizada nesta terça-feira no Congresso Nacional em homenagem ao Dia Internacional Para a Eliminação da Violência contra à Mulher, as senadoras petistas Serys Slhessarenko (MT), Ideli Salvati (SC), Ana Júlia Carepa (PA) e Fátima Cleide (RO) destacaram a necessidade de assegurar e ampliar os direitos da mulher vítima de discriminação e violência, segundo informações da Agência Senado.

Para Serys, é necessário maior mobilização da sociedade para por fim ao problema social. "Vamos espalhar esse movimento pelo Brasil afora. Muitas mulheres ainda são discriminadas. Nós mesmas, senadoras, sofremos discriminação em diversos momentos. A violência atinge as mulheres de todas as classes sociais de todos os países. Infelizmente, ela é democrática. Por isso, todos têm que se movimentar, dizer não. A nossa organização e mobilização pode fazer com que as coisas se alterem" afirmou.

Repúdio

Ao lado de políticas públicas que coíbam a violência contra a mulher, Ideli propôs que a sociedade repudie o homem que agride mulheres. Ela considera que essa é uma forma de fazer com que o agressor se sinta um ser "abjeto, infame e infeliz" por praticar esse tipo de violência.

"Que ser é esse homem que, para se impor, bate, que não tem a capacidade de cativar e apaixonar, e estupra? Muito mais que meramente políticas públicas de combate à violência, precisamos criar na sociedade brasileira uma repulsa a todo e qualquer ser violento, especialmente contra mulheres e crianças. De uma vez por todas o machismo tem que deixar de ser um troféu. O homem que bate e que estupra não é macho, é covarde e merece a repulsa da sociedade", declarou.

Projetos

Ana Júlia registrou, como avanços, dois projetos de lei aprovados pelo Senado, o primeiro prevê penas mais rigorosas para quem cometer violência doméstica, para o qual pediu tramitação em regime de urgência; o segundo, transformado em lei com a sanção presidencial na última segunda-feira (24), obriga os serviços de saúde públicos e privados a notificar os casos de violência contra a mulher.

"Quero poder contribuir, não só neste mandato como primeira senadora do Pará, para um mundo melhor para os nossos filhos", concluiu Ana Júlia.

Avanços

Fátima Cleide registrou medidas do Legislativo e do Executivo na adoção de políticas públicas de proteção à mulher. Ainda assim, a senadora considera que há muito a ser conquistado pelas mulheres, especialmente no Brasil, onde, a seu ver, há muita discriminação.

Os avanços registrados e a evolução no respeito e na proteção às mulheres, na opinião de Fátima, foram conquistados graças à determinação dos movimentos feministas. Como exemplos de iniciativas nesse sentido, ela citou as centrais de recebimento de denúncias e as delegacias especializadas, que vêm contribuindo para a diminuição da violência.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora reconheceu a criação da Secretaria Especial das Políticas para a Mulher e a adoção do Programa de Combate à Violência contra a Mulher.

"As mulheres agredidas não procuram auxílio nem denunciam os abusos que sofreram. Essa iniciativa vai melhorar os baixos índices de notificação. Espero que, a cada ano, possamos comemorar mais e denunciar menos", disse.

Partido dos Trabalhadores

 
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