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Boletim político do PSDB

25.04.2004 | Fonte de informações:

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Nesta semana, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) promoveu um seminário sobre Educação em São Paulo. A qualidade e o financiamento da educação básica, o ensino superior e a reforma universitária serão os principais temas debatidos no encontro. "Confiro a maior importância a este seminário. Temas que são caros à sociedade estão na pauta do evento", afirmou o presidente do PSDB, José Serra.

EXPOSIÇÕES - O deputado Sebastião Madeira (MA), presidente do ITV, fará ao lado de Serra a abertura do encontro. "Autoridades do setor debaterão a qualidade e o financiamento do ensino básico e abordarão a situação do ensino universitário, que o governo federal diz ser um dos seus focos", observou o parlamentar. O tucano lembrou que na semana passada o presidente Lula adiou o lançamento do programa Universidade para Todos, para a surpresa até do ministro da Educação, Tarso Genro. O painel sobre financiamento da educação básica terá a participação da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO). "Faremos uma retrospectiva sobre o que significou para o Brasil as ações voltadas à educação fundamental nos oito anos de FHC. Vou também analisar as perspectivas para o futuro", adiantou.

Também farão exposições os professores José Artur Gianotti e Ruth Cardoso.

Estão confirmadas também as presenças do empresário Antônio Ermírio de Morais, dos secretários de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, e de Habitação, Barjas Negri. Estarão presentes ainda os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Ceará, Lúcio Alcântara.

Para Jutahy Junior, atraso no mínimo é "crime" do PT

O atraso no reajuste do mínimo é "um crime perpetrado contra o trabalhador pelo governo do PT". Essa é a avaliação do vice-líder do PSDB na Câmara Jutahy Junior (BA). Para o tucano, o Planalto também "impede o acesso da população a essa informação". Segundo ele, "muitos não sabem - porque os grandes meios de comunicação não divulgam - que estão surrupiando 30 dias do valor do salário mínimo". Jutahy reafirmou a decisão da bancada tucana de tentar bloquear as votações a fim de chamar a atenção da opinião pública sobre a questão. "Durante todo o mês de abril, o PSDB estará em obstrução para mostrar à sociedade o que está acontecendo."

PSDB processará Lula por "aparelhamento" dos jardins do Alvorada

O PSDB apresentará nesta semana uma ação judicial contra o presidente Lula com base no artigo 377 do Código Eleitoral, que proíbe a utilização de prédios públicos para a promoção de partidos políticos. A medida tem como base reportagem publicada no jornal Correio Braziliense da última quinta-feira, 15 de abril, que mostra dois canteiros de flores (sálvias) com o formato da estrela do PT plantados no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto. IMPROBIDADE - Além da infração da legislação eleitoral, os advogados do PSDB estudam entrar na Justiça com uma ação por improbidade administrativa, já que a construção desses canteiros foi realizada com recursos públicos. A atitude petista afronta a legislação eleitoral, ao ostentar um símbolo partidário em uma das edificações mais importantes do país.

"É proibido usar símbolos partidários em prédios públicos, e os políticos têm de estar atentos para isso", destacou o secretário-geral do PSDB, deputado Bismarck Maia (CE). A atitude da primeira-dama, Marisa Letícia, responsável pelo "aparelhamento" dos jardins, causou também perplexidade em especialistas no tombamento de Brasília. Eles avaliam que esse "novo paisagismo" descaracteriza as residências oficiais do presidente, cujos jardins foram idealizados por Burle Marx.

Virgílio pede convocação da ministra Marina Silva

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio(AM), pediu a convocação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela deve explicar em audiência pública o crescimento das áreas desmatadas na Amazônia. Segundo o tucano, o requerimento tem como base uma série de reportagens dos jornais brasileiros e da revista Veja referentes aos desmatamentos, além de problemas ligados ao Ibama. "O Senado não pode ficar ausente do debate a respeito dos graves problemas que afetam a Amazônia, até porque o desmatamento indiscriminado compromete não só o futuro da região, mas também do próprio país."

Gomes defende sabatina para ouvidores das agências

O vice-líder do PSDB deputado Eduardo Gomes (TO) destacou que a figura do ouvidor, inserida na nova proposta de funcionamento das agências reguladoras, deve passar pelo mesmo processo de escolha da diretoria da instituição. "Nomeado apenas pelo Planalto, o ouvidor traria insegurança, porque poderia influenciar na política de regulação", ponderou. O tucano defendeu maior independência para as agências reguladoras. "Por que a escolha deve ter fortes ingredientes políticos e apenas o aval do Planalto? Os ouvidores precisam ser sabatinados pelo Senado, da mesma forma que ocorre com os diretores", defendeu.

Sebastião Madeira é o entrevistado da semana

O deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA) classifica o desempenho do governo Lula na área social de "um desastre". Presidente do Instituto Teotonio Vilela (ITV), o tucano foi responsável pela organização do seminário de Educação que o partido promove hoje em São Paulo. "O ITV tem como função capacitar quadros para o PSDB", explicou o parlamentar. Em entrevista exclusiva ao DT , Madeira avalia as eleições no Maranhão, onde tucanos são favoritos em São Luiz e Imperatriz.

"O Planalto não tem moral para reagir às invasões do MST" Qual o objetivo do seminário de Educação promovido hoje pelo ITV em São Paulo?O PSDB é um partido de base que graças a isso, mesmo sendo novo, chegou à Presidência. E o Instituto Teotônio Vilela (ITV) tem a função de capacitar os quadros do partido. Por isso, agora estamos fazendo seminários por todo Brasil. O primeiro deles é o que ocorre nesta segunda-feira em São Paulo e será sobre Educação. A idéia é reunir autoridades do setor para debater a qualidade e o financiamento do ensino básico e também abordar a situação do ensino universitário no país.

Como o senhor vê a operação-abafa CPI?Essa operação-abafa CPI foi a ação mais lamentável que o governo Lula fez até agora, pois aumenta a percepção da população de que os políticos procuram esconder aquilo que fazem. O povo está vendo que na hora de dar esclarecimentos sobre casos nebulosos - como o episódio Waldomiro Diniz - o PT opta por abafar o escândalo colocando em risco a função da CPI, que é um instrumento das minorias.

De que forma o escândalo Waldomiro Diniz vai se refletir nas eleições municipais? O escândalo Waldomiro é uma cicatriz indelével, que vai ser incorporada ao PT - partido que defendia a ética, a CPI, a moralidade, mas quando chegou ao poder fez tudo ao contrário. O escândalo Waldomiro é mais uma ruptura no PT, agora no campo moral. É lógico que terá desdobramentos na campanha. Esse desencanto que a população está tendo será útil ao Brasil, na medida em que as pessoas íntegras e honestas não são mais patrimônio de um único partido. Muito vigarista que se escondia no PT, por estar no partido, tinha aura de honesto.

A ruptura moral do PT será então o tema dominante nas eleições de outubro?

O tema dominante da eleição não será o episódio Waldomiro. Esse é apenas um pano de fundo. O tema dominante será a incapacidade do PT de tomar decisões, de governar, de ser eficiente, pois já é grande a percepção da população de que o PT é inábil para governar.

O senhor foi relator da medida provisória que criou o programa Fome Zero. Como está a atuação do governo Lula na área social?Um desastre. O governo Lula não conseguiu colocar o discurso histórico do PT em prática. Criaram uma estratégia marqueteira para o Fome Zero. No princípio, houve simpatia da sociedade e o programa sensibilizou o país. A Comissão Mista de Orçamento destinou quase R$ 2 bilhões para o programa, mas hoje nem o governo tem coragem de falar do Fome Zero, diante do fracasso retumbante. A única coisa que funciona no governo Lula é a rede de proteção social criada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E olha que ela funciona hoje com muito menos eficiência do que antes.

A inoperância do PT agrava a sensação de insegurança da sociedade. Como o senhor avalia a questão da reforma agrária no país? Aí é que está o paradoxo. Quando o presidente Lula ganhou a eleição, a percepção das pessoas que não tinham terras era de que o céu estava se abrindo. Passado quase um ano e meio de mandato de Lula, o que vemos é a extensão da ineficácia de outras áreas para o campo, potencializando uma crise sistêmica.

Estamos retrocedendo no campo?

O governo petista não conseguiu repetir o presidente Fernando Henrique Cardoso, que fez um grande programa de reforma agrária. Num primeiro momento, quem não tinha terra viveu uma grande expectativa. Hoje, porém, o Planalto não consegue dar a menor resposta. Essa é a origem do acirramento dos movimentos ligados aos trabalhadores rurais. A leniência do presidente Lula, aliada à falta de autoridade e à cumplicidade histórica com o MST, deixam o Planalto sem moral para reagir à onda de invasões em propriedades rurais.

O senhor é de um estado dominado por forte oligarquia aliada ao governo Lula. É difícil fazer oposição no Maranhão?Oposição é uma questão de coragem, de caráter. Não existe oposição fácil ou difícil. Existe determinação e coerência. Se você é coerente, faz oposição ao governo Lula, ao governo do Maranhão. A mesma coragem que você tem para defender um governo que está em dificuldade é a coragem que precisa para também permanecer na oposição, porque aqueles que querem estar sempre ao lado do governo como coadjuvantes nunca saem do governo.

Como está o quadro eleitoral no Maranhão? O Maranhão é um estado com uma sociedade civil frágil, governada por um mesmo grupo que há muitos anos tem o domínio político e dos meios de comunicação. Então, fazer oposição é para quem tem coragem. E esta qualidade não falta aos tucanos. O PSDB está organizado em 98% dos municípios do Maranhão. Nas duas principais cidades do estado, o PSDB conta com candidaturas fortíssimas: do deputado federal João Castelo em São Luiz e do jovem Carlos Amorim em Imperatriz, segundo colégio eleitoral.

Sonoras "O escândalo Waldomiro é uma cicatriz indelével que vai ser incorporada ao PT. Trata-se de mais uma ruptura no partido que defendia a ética e a moralidade, mas quando chegou ao poder fez tudo ao contrário."

"O tema dominante nas próximas eleições não será Waldomiro Diniz. Esse apenas será o pano de fundo. Vai ser a incapacidade do PT de tomar decisões, de governar, de ser eficiente."

"Oposição é uma questão de coragem, de caráter. Não existe oposição fácil ou difícil. Existe determinação e coerência. A mesma coragem que você tem para defender um governo que está em dificuldade é a coragem que precisa para também permanecer na oposição"

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