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Genoino: questão central é o desenvolvimento

24.06.2004 | Fonte de informações:

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Genoino disse também que os três senadores petistas que não seguiram a orientação da bancada não serão transformados em vítimas e que os militantes saberão reconhecer os parlamentares que têm projetos pessoais e os que estão compromissados com a defesa do governo Lula.

“O PT encara a derrota e a vitória como parte do jogo democrático. Tem a tranqüilidade de que fez tudo que estava a seu alcance na Câmara e no Senado para aprovar o salário mínimo defendido pelo governo porque é uma quantia compatível com a sustentabilidade das contas públicas”, disse hoje pela manhã José Genoino. Para o dirigente petista, existem questões mais importantes para o país nesse momento. “O PT tem de manter a cabeça erguida em defesa do governo, trabalhando nas tarefas de incentivar o desenvolvimento econômico do país, que é a questão central, além de disputar para ganhar as eleições de 2004”, afirmou.

Votação

O dirigente petista acredita também que o próprio governo encarou com naturalidade a votação do Senado, onde prevaleceu a proposta da oposição, de reajuste do salário mínimo para R$ 275. A proposta defendida pelo governo e pelo PT era de R$ 260. Na votação, 31 senadores ficaram com o governo e outros 44 votaram com a oposição, inclusive os senadores petistas Paulo Paim (RS), Flávio Arns (PR) e Serys Slhessarenko (MT).

“Quanto aos três senadores que votaram na proposta do PFL, e é assim que deve se dizer, não vamos valorizá-los e nem transforma-los em vítimas. O partido tem que deixar que o processo vá decantando, para ver quem tem projeto individual e que tem projeto coletivo na defesa do governo Lula”, declarou o presidente do PT. Genoino destacou o esforço dos 10 senadores que votaram com o governo, em especial a senadora Ana Júlia (PA). “Mesmo sendo candidata à Prefeitura de Belém e discordando do valor do salário mínimo, ela votou com o partido e a bancada.”

Para José Genoino, a posição dos três senadores que votaram contra a bancada - Paulo Paim, Flávio Arns e Serys Slhessarenko -

não deve conturbar a vida partidária. “O partido não deve entrar em crise por causa disso. Temos ainda muitas batalhas pela frente e temos coisas mais importantes para cuidar”, afirmou.

Partido dos Trabalhadores

 
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