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Forum Económico Mundial vs. Forum Social Mundial

24.01.2003 | Fonte de informações:

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Confirmam-se os nomes dos Foruns pelos assuntos neles debatidos no primeiro dia. Enquanto no Forum Social Mundial em Porto Alegre, Brasil, as principais preocupações foram a necessidade de estabelecer paz no mundo, não só no Golfo, e os efeitos negativos da globalização, em Davos, Suiça, no Forum Económico Mundial, o clima era mais sombrio, o horizonte escurecido pela ameaça da guerra no Iraque e os efeitos deste conflito nos preços de petróleo.

A marcha para a paz em Porto Alegre, com as bandeiras cheias de cores, ao batido da samba, foi um espelho do nome da cidade, uma alegre mensagem de amizade, de paz entre os povos do mundo, cujos governos se esforçam em conjunto e num espírito de colaboração, encontrar soluções para os seus problemas. Foi uma mensagem contra os alter mundialistas que defendem um mundo de violência e guerra e a perpetuação da pobreza.

Parece haver um consenso geral entre os líderes da esquerda política mundial que a luta contra a globalização personifica-se, ou tem um campeão, na pessoa de Lula, o novo Presidente do Brasil. Mário Soares, ex-Presidente de Portugal e agora Euro-Deputado, declarou numa entrevista citada pelo jornal “Estado de São Paulo”, que o Presidente Lula “representa o fim do cinismo na política” e é testemunho que os que acreditam nas suas ideais, podem vencer.

Por sua vez, Anibal Ibarra, o Presidente da Câmara de Buenos Aires, concordou que Presidente Lula personifica a esperança para “um novo mundo, justo, socialista e solidário”.

Entretanto, em Davos, reina um clima de pessimismo no Forum Económico Mundial, por causa do possível começo de guerra no Golfo e os efeitos negativos que isso traria para os preços de petróleo. O consenso geral neste Forum foi descrito pelo fundador do FEM, Klaus Schwab: “O Forum foi a vítima da euforia excessiva depois da queda do Muro de Berlim”, referindo o optimismo rompante que levou os planejadores económicos estratégicos a não prestarem a devida atenção a problemas subjacentes.

O resultado no FEM é uma perspectiva pessimista, baseado no inimigo número um dos economistas: a incerteza quanto ao futuro. A economia mundial está doente; os EUA, o motor da economia mundial, não está bem (os escândalos corporativos do ano passado são testemunho disto), a Europa não consegue reagir à onda depressiva e o Japão há muito está abaixo da linha de água, mergulhado numa recessão.

O Director do Grupo Crise Internacional, Gareth Evans, aproveitou a ocasião para atacar a administração Bush, que acusou de ter perdido a oportunidade de resolver a questão da Palestina, a questão da Coreia e a questão do Iraque. Aliás, estes três conflitos estão mais perigosos do que nunca, com a possibilidade de conflito armado sendo real, com todas as consequências nefastas que envolveria para contrariar a criação dum clima de estabilidade económico.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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