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Genoino: PT quer consenso nas capitais em 2004

21.10.2003 | Fonte de informações:

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O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou que considera uma atitude de bom senso a não realização de prévias nas capitais em que o partido é governo. Em entrevista ao Portal do PT, nesta manhã, ele reiterou que será mantido o objetivo de obter acordos para as eleições de 2004 em todas as capitais, que podem incluir os aliados do PT.

"A não realização de prévias onde o PT já governa foi uma atitude de bom senso. Vale ressaltar que os acordos envolvem todo o partido, todos os segmentos", disse Genoino. Hoje, o PT comanda as prefeituras de Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, Aracaju, Macapá e Belém. Destas, apenas em Belém o atual prefeito, Edmilson Rodrigues, não pode concorrer novamente, pois está no segundo mandato consecutivo — foi reeleito em 2000. Em Porto Alegre, o prefeito João Verle deve ceder a vaga para o ex-prefeito Raul Pont.

Nas demais capitais, os atuais chefes do Executivo devem concorrer à reeleição: Marta Suplicy em São Paulo, Fernando Pimentel em Belo Horizonte, Pedro Wilson em Goiânia, João Paulo em Recife, João Henrique Pimentel em Macapá e Marcelo Déda em Aracaju — pesquisa feita em setembro mostrou que Déda já conta com 38% das intenções de voto.

Busca do consenso De acordo com Genoino, o PT está buscando construir candidaturas de consenso nas demais capitais, citando com o exemplo Florianópolis e Fortaleza — neste último caso, segundo ele, a negociação envolve uma aliança com o PCdoB. Genoino ainda fez questão de ressaltar que a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), eleita no ano passado, não pretende concorrer à Prefeitura de Florianópolis.

Ao mesmo tempo em que defende os acordos nas capitais, o presidente do PT vê apenas uma exceção: ele considera "altamente positiva" a realização de prévias no Rio de Janeiro. Devem disputar a indicação os deputados federais Jorge Bittar, que também é secretário-geral do PT, e Chico Alencar.

Mais democracia Ao comentar o desfecho para a crise política da Bolívia, Genoino vislumbrou uma vitória da democracia. "Acho que devemos criar um lema a partir desse episódio: Se há crise, é preciso mais e mais democracia. Jamais devemos cogitar a ruptura no jogo democrático", afirmou.

Para ele, o governo Lula, que enviou um observador à Bolívia — o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia —, teve um papel positivo para a solução democrática daquele impasse. Depois de cerca de um mês de protestos populares, Gonzalo Sánchez de Lozada renunciou à Presidência da Bolívia na última sexta-feira. O vice, Carlos Mesa, assumiu e prometeu um governo curto, de transição.

Programas sociais Genoino aproveitou também para apoiar a unificação dos programas sociais, que será anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, em Brasília. "A unificação é um avanço, por que vai fazer com que mais gente seja beneficiada, com mais eficiência e um retorno maior", disse. "Ao mesmo tempo, significa que a ação social amplia seu papel na promoção de oportunidades."

Partido dos Trabalhadores

 
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