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Saúde e combate à desnutrição infantil

20.04.2005 | Fonte de informações:

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A maior preocupação atual está no combate à desnutrição infantil presente em aldeias do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nesse sentido, o governo liberou este mês R$ 4,1 milhões para as aldeias Bororó, Jaguapiru e Amambaí (MS). Os recursos serão aplicados em redes de abastecimento de água.

Em 2005, a Funasa investiu outros R$ 400 mil na instalação de caixas d´água e remanejamento da rede de abastecimento existente. A meta é levar água potável para todas as áreas indígenas do estado, beneficiando 53 mil pessoas.

As medidas envolvem também avaliação e atendimento médico, abertura de uma nova unidade pediátrica, reforço na distribuição de cestas básicas e da multimistura (composto feito a partir de folhas de legumes, sementes, casca de ovo, etc), orientação nutricional aos índios e reforço na suplementação de vitamina A.

Uma nova unidade de atendimento infantil está funcionado, desde o dia 14.03, no Hospital Universitário de Dourados com seis leitos pediátricos de terapia intensiva (UTI) e mais 14 na enfermaria. Além disso, o Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (Imip), referência nacional no tratamento de desnutridos graves, iniciou, no município, um programa de padronização e qualificação do atendimento hospitalar às crianças indígenas com desnutrição. A equipe permanente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Dourados (MS) foi reforçada e conta, atualmente, com dez médicos, cinco nutricionistas, dez enfermeiros e 33 agentes comunitários. Em parceria com funcionários da prefeitura de Dourados, as equipes médicas já realizaram a avaliação de 534 crianças de até cinco anos e identificaram desnutrição ou risco de desnutrição em 120, de acordo com critérios do Programa de Vigilância Nutricional do governo federal.

Para reforçar a alimentação dos índios da localidade, a Funasa adquiriu 50 quilos de leite que serão distribuídos pela comissão formada por funcionários do órgão para coordenar as ações de suplementação nutricional em Dourados. Foram enviadas ainda 1.200 cestas básicas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Até agosto, o MDS vai distribuir mais seis mil cestas aos índios Guarani-Kaiowá.

Para a montagem e descarregamento das cestas básicas, a Funasa e o governo local recebemo apoio do Exército. Outra parceria estabelecida é com a coordenação local da Pastoral da Criança que agora faz parte do mutirão de saúde. A entidade está contribuindo com a produção e distribuição da multimistura que será adicionada às atividades de suplementação nutricional nas aldeias. A multimistura é uma farinha fabricada a baixo custo usada para suplementar a dieta de pessoas com deficiências de nutrientes no organismo.

Já nas aldeias Xavantes localizadas nos municípios de Barra dos Garças, Campinápolis, Água Boa, Paranatinga e Nova Xavantina cinco equipes com profissionais de saúde e agentes comunitários também estão realizando a identificação das crianças com risco nutricional e doenças associadas a desnutrição (diarréia, desidratação, anemias, etc). As crianças internadas nos hospitais de referência em Água Boa, Barra dos Garças e Campinópolis estão sendo acompanhadas diariamente por uma equipe da Funasa e das Secretarias Municipais de Saúde da região. Foram distribuídas 534 cestas básicas enviadas pelo MDS. A Pastoral da Criança também realiza visitas e distribuição da multimistura nas localidades onde vivem os Xavantes.

Em abril, a Funasa e o Ministério da Saúde também iniciaram a distribuição de megadoses de vitamina A para crianças indígenas de aldeias do Mato Grosso do Sul. Na primeira fase, 9.562 crianças com idade entre seis meses e cinco anos serão atendidas. O reforço na suplementação do nutriente aumenta a imunidade e reduz a morbidade e a mortalidade relacionada a doenças infecciosas.

Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República

 
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