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Mesquita denuncia

19.07.2005 | Fonte de informações:

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“Estou certo que o presidente Lula está envolvido até o pescoço nessa produção de fatos em seqüência que nos deixam atônitos”, afirmou o senador Geraldo Mesquita Júnior em discurso no plenário, no último dia 14.

“Não partilho da blindagem do presidente Lula, e não estou aqui pregando o seu impeachment”, acrescentou. Geraldinho frisou que o presidente da República pode se candidatar à reeleição e deve fazê-lo, “para ver qual o sentimento do povo brasileiro hoje, em relação ao seu governo e à sua pessoa”.

Estou convicto, acrescentou Geraldinho, que da cúpula do governo “não escapa um”. Eles praticaram - observou - “atos ilícitos envergonhando o país, maculando uma instituição da maior importância que é a presidência da República, e misturam-se a essa coisa vergonhosa, a essa onde de fatos e acontecimentos que nos entristece a todos e enlameiam a honra do povo brasileiro”.

Geraldo Mesquita discursou em solidariedade ao líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, acusado por parlamentares do PT de ter recebido dinheiro irregular para sua campanha. Virgílio atacou o governo e confirmou as doações legais para sua campanha. “O senador Arthur Virgílio é um homem honrado e nos dá exemplo de grandeza, altivez e serenidade, além da combatividade no desempenho de sua função.

Convivo com ele e tenho essa convicção”, frisou Mesquita.

Geraldinho elogia demissão do diretor da ABIN, Mauro Marcello de Lima e Silva

O senador Geraldo Mesquita Júnior elogiou a demissão do diretor da Abin, Mauro Marcelo de Lima, devido as suas declarações desairosas ao Senado, que creditou aos resquícios do tempo do autoritarismo, de cujos vícios ainda não se descontaminou.

O senador disse que a demissão deveria ter sido imediata após a divulgação de seus ataques ao Congresso e que o general Jorge Armando Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e superior hierárquico de Marcelo deveria também entregar o cargo ao governo, por não ter evitado o fato. Essas pessoas, frisou Geraldinho, ainda tem incubado o vírus da truculência e cometem atos inadmissíveis.

Mesquita defendeu a divulgação do trabalho da CPI para que a sociedade tenha conhecimento dos fatos acontecidos no país e que estão sendo investigados. As decisões não podem ser secretas, é obrigação do Congresso informar à opinião pública, frisou o parlamentar.

Um processo como o que o país atravessa é naturalmente doloroso, mas quem comete atos abusivos tem que assumir a responsabilidade e sofrer as conseqüências. Não dá mais para segurar cabeça de vigarista nesse país, afirmou.

Congresso deve trabalhar em julho, sem recesso nem remuneração

O país atravessa um momento difícil, com o governo sob suspeição devido às denúncias de corrupção, fato que exige o acompanhamento do Congresso, na opinião de Geraldo Mesquita Júnior. Para o senador do Acre o próprio Congresso está sob suspeita, pois as acusações de irregularidades, como os mensalões, atingem vários de seus integrantes. Os parlamentares deveriam pedir desculpas à sociedade porque as vezes recebem remuneração sem corresponder à expectativa da sociedade, observou Geraldinho.

Reforma ministerial se limita à troca de nomes e não terá resultados

Para que haja efetiva mudança no governo o presidente Lula deveria sinalizar o que pretende fazer até o término do mandato, fixando os objetivos principais para então convocar as pessoas que possam, com seu perfil, ajudar a alcançá-los, na opinião do senador Geraldo Mesquita Junior. Como está sendo feita a reforma corresponde à troca de seis por meia dúzia, ironizou o senador do P-SOL.

 
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