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FSM: Depois de Caracas

18.02.2006 | Fonte de informações:

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Pedro Fuentes

Este é um relatório parcial, cujo objetivo é socializar informações e apresentar algumas reflexões políticas para a militância do P-Sol, para os companheiros de nosso Corrente Internacional Movimento, e para os militantes venezuelanos e latino-americanos com os quais tivemos a alegria de compartilhar esta nova experiência mundial do FSM em Caracas. Também esperamos que permita o intercâmbio de pontos de vista entre os revolucionários do continente, uma tarefa que hoje é mais necessária do que nunca à luz das transformações que estão ocorrendo na América Latina, onde se vive uma agudização da luta de classes que lembra a etapa aberta com a revolução cubana de 1959 e/ou o posterior ascenso da década dos 70.

Queremos ressaltar e agradecer a enorme hospitalidade dos militantes, especialmente dos companheiros do Movimento 13 de Abril, que foram os anfitriões da delegação de paraenses, gaúchos e cariocas em Caracas.

Certamente outros companheiros do P-Sol que estiveram em Caracas, os venezuelanos e outros latino-americanos e também dos EUA e Europa com quem compartilhamos esses dias de militância, farão outras contribuições para uma visão global do Foro.

O P-Sol em Caracas

Um jornalista da revista uruguaia Brecha mostrou que uma das múltiplas tensões do FSM foi entre os militantes petistas - e funcionários brasileiros – com ex-companheiros do PSOL. Em efeito, elas existiram e fomos protagonistas de algumas delas. O governo de Lula marcou sua presença no FSM de forma oportunista e demagógica para vender sua mercadoria eleitoral. Distribuiu-se uma revista em que se pretendia mostrar que o governo Lula tinha “diminuído as desigualdades sociais”.

Até a Petrobrás montou um estande brasileiro como contribuição ao Foro. Os militantes do P-Sol denunciaram esta mentira, mostrando a verdadeira cara do Brasil em todas as oportunidades que se apresentaram. Mas se poderia ter feito muito mais para desmontar a falácia do governo Lula e o PT.

Havia condições e espaço político para organizar um ato de duas ou três mil pessoas que afirmasse de forma contundente a verdade sobre o governo, o que teria sido muito útil para a vanguarda venezuelana que sofre o impacto da campanha lulista - alimentada também por Hugo Chávez -. Se isso não se fez, foi por falta de preparação prévia desde Brasil e pela ausência de coordenação entre as diferentes expressões do P-Sol em Caracas. Isso pode ser superado no futuro, o P-Sol, que é uma alternativa real para a vanguarda Latino-americana, deve apresentar-se como tal como partido - e não como um conglomerado de diferentes correntes.

O MES (Movimento de Esquerda Socialista) e a corrente Movimento, contribuímos com uma delegação de dez companheiros (de Pará, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) e um companheiro de La Lucha Continua da Tacna, Peru.

Luciana GENRO P-SOL

 
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