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A Voz da Oposição

16.02.2004 | Fonte de informações:

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"Cortar 80% do Orçamento do Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e não reajustar a merenda escolar são duros golpes que atingem em cheio as crianças, a mais sensível parcela da sociedade", protestou o deputado.

MARKETING -O tucano fez duras críticas ao programa Fome Zero que, segundo ele, não existe: "é puro marketing governamental". Jutahy também afirmou que a troca dos ministros da área social comprova o fracasso da gestão Lula no setor. "Não há um aeroporto do Brasil que não tenha a marca do Fome Zero. Desafio alguém a encontrar mais de R$10,00 naquela urna depositária de recursos. Não existe mobilização nesse programa, só publicidade", condenou. O parlamentar também rechaçou as declarações do presidente Lula de que ele teria feito "milagre" nesses 13 meses de governo. "2003 foi marcado por crescimento zero, queda na renda do trabalhador e desemprego. Que milagres ele realizou?", questionou o líder.

Jutahy fez ainda alusão à entrevista concedida pelo presidente do PSDB, José Serra ao jornal O Globo, onde ele compara o poder de comunicação do petista ao do ex-presidente Jânio Quadros. "Segundo Serra, independentemente da veracidade, coerência ou relevância do que Lula diz, ele é sempre muito bem ouvido".

Alvaro afirma que presidente Lula é um "falastrão"

O vice-líder do PSDB no Senado Alvaro Dias (PR) disse que pela primeira vez o Brasil tem um presidente "falastrão". "Em sua história republicana, o país teve mandatários ditadores, confusos e empreendedores, mas é a primeira vez que é eleito um presidente falastrão", afirmou. O senador se referiu ao discurso feito por Lula na abertura da Expo Fome Zero, quando o petista afirmou que "fez um milagre em 13 meses de governo e que acabar com o problema da fome é apenas uma questão de tempo".

PROMESSAS MIRABOLANTES - "A fala presidencial chegou ao ápice de sua habitual verborragia. A população brasileira demonstra na recente pesquisa da CNT que está fatigada com esse discurso oco, redundante e óbvio de Lula", avaliou. Para Alvaro, é inaceitável que o presidente faça promessas mirabolantes ao povo brasileiro, enquanto seu governo contingencia R$ 6 bilhões no orçamento. "O que dizer de um governo que cortou 80% da verba destinada ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil? Existem 5,4 milhões de brasileiros de 5 a 17 anos trabalhando, porque o único compromisso desse governo é de natureza fiscal", concluiu.

Ajuda para o Nordeste

O deputado Leo Alcântara (PSDB-CE) fez ontem apelo para que o governo federal dê mais ajuda ao Nordeste, em especial ao Ceará, que está passando por dificuldades em virtude das chuvas. "Os R$ 32 milhões que o governo prometeu para toda a região são insuficientes. Apenas o meu estado precisa de R$ 28,5 milhões. E tudo o que recebeu foram mil cestas básicas", lamentou.

Thelma de Oliveira critica corte de verba do Peti

A deputada Thelma de Oliveira (MT) condenou o corte de cerca de 80% da verba do Peti (Programa de Erradicação Infantil) do orçamento da União de 2004. Segundo ela, a medida significa a quebra do compromisso do governo Lula com a área social. "As promessas não saíram do papel. O PT trabalha cada vez mais para cumprir o acordo com o FMI." Thelma alertou ainda que a decisão será responsável pelo crescimento do número de crianças nas ruas. "Em vez de amenizar os problemas do povo, o PT vai contribuir para a desesperança da classe menos favorecida", acredita.

Yeda Crusius afirma que governo Lula é "171"

A deputada Yeda Crusius (PSDB-RS) afirmou ontem que a queda acumulada de 18,3 pontos percentuais da popularidade pessoal do presidente Lula em um ano, indicada na pesquisa da CNT/Sensus, é pequena face às responsabilidades do governo do PT que causou retrocesso nas áreas econômica e social.

DESCONHECIMENTO - "O percentual é pequeno porque o Planalto investiu muito em marketing. Não aparece na TV, mas passaram a mão nas experiências do Comunidade Solidária, da Ruth Cardoso, durante o governo FHC. Eles se apropriaram como se o projeto fosse do Fome Zero. Artigo 171 neles!", destacou Yeda.

De acordo com a deputada, o povo brasileiro ainda não percebeu que o governo Lula não passa de um golpe de marketing. "O povo que vê TV tem mais o que fazer, como sobreviver, por isso a queda nas pesquisas ainda vem atenuada pelo desconhecimento que o marketing do Planalto encobre", ponderou.

Yeda criticou também a conduta do presidente desde que assumiu o Planalto. "O brasileiro é magnânimo com o metalúrgico que virou presidente, mas começa a se impacientar com o presidente metalúrgico que fala e fala e fala, e viaja e viaja e viaja, e, depois, compra um avião de luxo estrangeiro", disse a parlamentar.

Segundo ela, "o PT nunca teve um projeto para o país - tinha um para si, que era chegar ao poder, e isso nada tem a ver com o povo. Enfim, esperança o brasileiro sempre tem, mas não é desse presidente que qualquer mudança para melhor haverá de vir".

Para Pavan, CUT é a nova elite dominante do país

O senador Leonel Pavan (PSDB-SC) pediu para incluir nos anais do Senado reportagem publicada em O Globo no domingo passado intitulada "Da luta na CUT às delícias do poder no Sesi". A matéria afirma que "Jair Meneghelli transformou-se em um marajá do sindicalismo".

LAMBUZOU - O ex-deputado pelo PT de São Paulo e ex-presidente da CUT hoje, segundo o jornal carioca, é responsável por um orçamento de R$ 19 milhões no Sesi, recebe salário de R$ 21 mil, desfila em um Ômega australiano semelhante ao usado pelo presidente Lula e trocou um apartamento de 150 metros quadrados por um de 300, em seu primeiro ano como presidente da entidade.

Leonel Pavan lamentou a atitude do sindicalista, que "ganhou respeito de toda a sociedade ao defender os trabalhadores e manter conquistas históricas". Ele acredita que a atitude de Meneghelli é até "compreensível". "Qual a criança que ao comer um doce pela primeira vez não se lambuzou?", ponderou o senador tucano. Para ele, no governo Lula, os dirigentes da CUT se transformaram na nova elite dominante do país.

Tucanos criticam desempenho do governo Lula no social

Ao apartearem o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), que discursava a respeito do fraco desempenho do governo na área social, deputados do PSDB fizeram duras críticas à gestão do PT, em especial em relação ao Fome Zero. Eduardo Paes (RJ), por exemplo, lembrou da figura de linguagem que o presidente Lula usa para explicar o não cumprimento da meta de nove meses para que o programa Fome Zero começasse a funcionar. "A coisa que eu mais queria na vida era que meu filho aprendesse a andar sem cair, sem levar nenhum tombo, mas ele caiu muito até aprender a andar", costuma dizer o petista. "O presidente confunde formação, crescimento e consolidação de um governo com esse processo em um ser humano. Se formos esperar do governo o mesmo prazo que uma criança leva para amadurecer, o Brasil terá problemas graves", avaliou.

IMPÉRIO DO MARKETING - Já o deputado Bosco Costa (SE) disse que o Fome Zero tem fraco desempenho no estado que ele representa. "Sem dúvida, o governo precisa, além do marketing, de ações concretas." Para Sebastião Madeira (MA), o problema da fome no Brasil não é falta de alimento, mas de renda. "Daí começa o equívoco desse programa inspirado no marketing", disse. "Ao se fazer uma propaganda tão grande com o Fome Zero, estamos nos esquecendo da verdadeira ação que o país precisa: educação pública de qualidade para todos", disse a deputada Professora Raquel Teixeira (GO). Já Thelma de Oliveira (MT) lamentou o desmantelamento da rede de proteção social montada pelo governo FHC e a prioridade que o governo passou a dar ao Fome Zero, programa que ela considerou inatingível para a maioria da população que mais precisa.

PT insiste em viver de ilusão

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), disse estar "indignada com o cinismo do governo, que investe milhões de reais em propaganda para convencer o povo brasileiro que a crise econômica, o desemprego e a falência dos programas sociais não existem". "O governo vive de ilusão, e espera alimentar também a população com isso", declarou. Lúcia Vânia citou como prova da crise econômica o caso de Rio Verde, uma das cidades mais prósperas de Goiás que, depois de uma reportagem do "Globo Repórter" sobre vagas de trabalho, passou a ser "objeto de afluxo de toda a população brasileira".

DESCASO - "Não se encontra em São Paulo uma só passagem de ônibus para Rio Verde e a prefeitura não tem condições de oferecer qualquer amparo a essa legião de desempregados", afirmou a senadora. Lúcia Vânia lamentou também a reportagem do Jornal Nacional, que mostra um grupo de crianças de volta ao trabalho em Pernambuco, por não receber bolsa há meses. "Ainda há nos programas sociais inteiro descaso", lamentou.

De acordo com a senadora, nunca se viu tantas fazendas abrigando trabalho escravo, nascido do desespero do desempregado, "que ante a dificuldade aceita qualquer tipo de trabalho para sobreviver". Ela disse que o melhor retrato da situação do país é a disposição anunciada pelos brasileiros que foram repatriados dos Estados Unidos em tentar voltar àquele país, em decorrência da desesperança de conseguir algo melhor aqui. "Não há estoque de esperança que resista ao que os brasileiros estão passando no interior do país", concluiu.

Para Jutahy, messianismo e propostas absurdas marcam governo

Além do tom "messiânico, sebastianista e fundamentalista" de seu discurso, o governo Lula se destaca pelo aspecto "ridículo e despropositado" de algumas de suas iniciativas. Essa é a avaliação do líder do PSDB, deputado Jutahy Junior (BA), a respeito de recentes afirmações e projetos do presidente petista. Na última terça-feira, em São Paulo, Lula assegurou ter feito "milagres" no primeiro ano de seu mandato e afirmou que o combate à fome no Brasil será bem sucedido, pois "Deus pôs os pés aqui".

COICE - "Agora, o presidente propõe que a recuperação das casas atingidas pelas enchentes do Nordeste seja feita com a utilização do FGTS. É uma idéia absurda, pois a maioria das vítimas dessa calamidade não são trabalhadores formais e não possuem Fundo de Garantia para sacar", alertou o deputado. Jutahy citou como exemplo o município de Mairi, no interior da Bahia, onde nenhum dos 405 desabrigados possui FGTS.

"Mesmo que os nordestinos atingidos pudessem sacar os recursos, ainda assim seria o completo absurdo o poder público eximir-se de sua responsabilidade em situações de calamidade. O governo Lula quer que o trabalhador use o patrimônio de uma vida inteira - o FGTS - para recuperar a casa perdida. É como se diz na Bahia: além da queda, o coice", concluiu Jutahy.

PT é incoerente ao privatizar bancos

O senador Eduardo Azeredo (MG) criticou a incoerência do PT, que condenava as privatizações quando era oposição, mas vendeu os bancos do Maranhão e do Ceará.

"Quando eu era governador de Minas, fui alvo de duras críticas dos petistas por defender a idéia de que não era cabível aos estados manter bancos oficiais deficitários", afirmou. Apesar das críticas, o tucano comandou as vendas do Credireal e do Bemge. Ele destacou que todo o processo de privatização foi feito às claras, preservando inclusive a maioria dos empregos, e que mesmo assim ele recebeu duras críticas: "Quem um dia jogava pedra, hoje está privatizando", afirmou.

Fogo Amigo

"Realmente assusta ver um governo eleito com 54 milhões de votos, em seu segundo ano, rolar ladeira abaixo. Que a pesquisa sirva de alerta aos estrategistas do Palácio do Planalto sobre o que está acontecendo com os juros, a escola, a saúde." - Deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), espantado com os números da pesquisa CNT/Sensus, que apontam a queda vertiginosa na popularidade do governo apoiado pelo seu partido.

Eu sei o que vocês prometeram na eleição passada

"Se for eleito vou interromper o processo de privatização dos bancos estaduais, que são grandes instrumentos financiadores do desenvolvimento dos estados."

- Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de junho de 2002, em Chapecó (PR). Na ocasião, o petista elogiou a decisão do ex-governador Olívio Dutra, que suspendeu a privatização do Banrisul, ora em curso. O documento Uma Ruptura Necessária, com diretrizes do programa de governo petista, afirmava que "em segmentos como bancos, onde a presença das estatais ainda é relevante, ela deverá ser preservada e consolidada. O programa de privatizações será suspenso e reavaliado". Ontem o Bradesco arrematou o Banco do Estado do Maranhão por R$ 78 milhões, na primeira privatização da Era Lula. Mais uma vez, a única ruptura - desnecessária - foi dos compromissos de campanha do PT.

Eu sei o que vocês prometeram na eleição passada II

"Não posso conceber, pela minha formação cristã - eu sou católico -, que pessoas utilizem o nome de Deus em vão. Estou cansado de ver gente mentir em nome da religião."

- Luiz Inácio Lula da Silva, em 30 de julho de 2002, durante comício em Duque de Caxias (RJ), criticando o uso indevido do nome do Criador pelos candidatos à Presidência. Anteontem, o presidente afirmou não precisar de ajuda internacional para acabar com a fome, argumentando que "Deus pôs os pés aqui e falou: Olha, aqui vai ter tudo. Agora, é só homens e mulheres terem juízo que as coisas vão dar certo". Abusar do messianismo, passados 13 meses de sua posse - com o desemprego em alta, a economia estagnada, a renda do trabalhador despencando, o trabalho infantil batendo recordes -, é o que resta a Lula.

Números

R$166 mil Será o custo, segunda a FolhaNews, da festa de 24º aniversário do Partido dos Trabalhadores, que ocorrerá na próxima sexta-feira, no Rio de Janeiro. O parabéns prá você do PT coincidirá também com o lançamento da candidatura do deputado petista Jorge Bittar à prefeitura da cidade.

1.098 É a quantidade de cestas básicas, calculada com base nos valores médios nacionais, que poderiam ser compradas pelo PT caso o partido optasse por destinar o dinheiro dos seus festejos ao programa Fome Zero. 18,3 Foi a queda, em pontos percentuais, na avaliação do desempenho pessoal de Lula desde sua posse, segundo pesquisa realizada pela CNT/Sensus. Os indicadores do presidente e de seu governo estão em queda livre desde que chegou ao Palácio do Planalto. 24,2% É o novo índice de desaprovação pessoal do presidente, que quadruplicou em um ano - em janeiro de 2003, o percentual era de 6,8%. R$ 0 Foi a quantia, segundo a Folha de São Paulo, utilizada até o início de fevereiro para assistência aos milhares de desabrigados com as enchentes do Nordeste. Também não há sinal dos R$ 32 milhões a serem liberados via MP para socorrer a população da região.

PSDB

 
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