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De novo veja

14.06.2005 | Fonte de informações:

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Em sua edição de 04 de maio de 2005, VEJA dedica dez páginas ao presidente venezuelano Hugo Chávez Frite, enfeitando a capa com um titular que diz: “O clone do totalitarismo”. A foto? Sem dúvida adequada ao rótulo: o presidente da Venezuela, Comandante Hugo Chávez e Fidel Castro juntos e vestidos militarmente. Adequada ao rótulo, sim, e certamente de muito agrado para um dos maiores leitores de VEJA, o senhor Diego Cisneros, cubano anticastrista e dono absoluto de um dos maiores holdings de comunicação da América Latina, ao qual pertence o canal venezuelano Venevisión, que contribuiu no golpe de estado contra o presidente Chávez em 2002 (E será que é apenas um simples leitor de VEJA o senhor Cisneros?).

VEJA sabe bem o que faz, não desconhece a realidade venezuelana nem latino-americana, porque trabalha para quem a tem produzido, para quem fez da América do Sul o que é ainda hoje: o campo de provas da democracia americana. E essa é, precisamente, o maior incômodo de VEJA, a pedrinha no seu sapato, que a América do Sul não quer mais, não aceita, continuar construindo-se esse pouco honroso e menos conveniente destino.

Ante esta revelação sul-americana VEJA se espanta, porque se espantam seus patronos. Espantam-se porque correm o risco de ficar sem leitores-mansos, sem essa gente que acredita cegamente em cada barbaridade que escrevem, sem esses doutrinados da mídia, que vivem e respiram pela tinta de suas páginas amarelas, onde aparecem sempre personagens significativos da política internacional, como essa heroína de contos de fadas que é Condoleezza Rise, sobre a qual –não cabe dúvida- logo a indústria cinematográfica norte-americana produzirá um filme, um desses filmes que elogiam a luta das minorias americanas por deixar de sê-lo, e com afã e denodo voluntarioso, e o apoio de um sistema democrático perfeito, que no final sempre compreende as razões daqueles a quem nunca se cansou de explorar, obtêm o êxito total e o reconhecimento pleno do sistema. Uma história fáustica, embora sem revelar ao Diabo, como corresponde à mentalidade do poder anglo-saxão.

VEJA é uma revista de adequações e –contradizendo um pouco a nosso amigo Gilberto Maringoni-, é também uma publicação necessária. Vejamos por que.

Adequações e retratos

VEJA acomoda a realidade a seus propósitos panfletários e ao limite de seus narizes, ou melhor, à margem de suas 210 páginas. VEJA diz que na Venezuela está se derrocando uma das mais antigas democracias da região e a verdade não podemos negar, sim, na Venezuela se derrocou a democracia representativa, essa que limitava a manifestação da vontade popular à delegação da voz em um representante partidista e do voto a um momento único, o das eleições a cada cinco anos. Com isto VEJA faz um cálculo bastante adequado aos propósitos de sua estratégia: fazer seus leitores acreditarem que a democracia representativa venezuelana, calcada do modelo de delegação norte-americano, que convenientemente limita a participação eleitoral das maiorias, funcionava.

O que VEJA evita adequadamente informar é que a Venezuela deu o passo qualitativo para a democracia participativa, e não só com o estabelecimento constitucional da revocatória de mandatos públicos mediante processos referendários, mas também com a dinâmica de consulta pública daqueles projetos de lei que incidem diretamente sobre a conformação da estrutura e o pensamento sócio-político, como a constituição mesma, ou a Lei de Responsabilidade Social de Rádio e Televisão, e com o impulso da organização social em cooperativas de trabalho, discussão e responsabilidade sócio-política, que pela primeira vez permitem a assistência direta aos processos de desenvolvimento e crescimento democrático. VEJA também evita informar que graças a este avanço qualitativo a velha estrutura partidista venezuelana – clientelar, elitista e sucedida em maquinaria eleitoreira e negociadora de prebendas e comissões- quebrou-se.

Para reforçar esta idéia, VEJA coloca na capa um retrato do Fidel e Chávez juntos, vestidos de tarefa –como se chama o uniforme de jornal no mundo militar-. Ambos os líderes–e esta palavra produz urticária em VEJA e seus patronos-, observam à frente, divisam o horizonte, enquanto Fidel assinala com o índice, em um gesto que pode tomar-se como acusador ou de advertência. Fidel parece dizer “agora vamos por vocês”. E tem razão, agora vamos por vocês.

Esta irmandade entre Fidel e Chávez –diferente ao compadrio entre Fidel e o ex-presidente social-democrata venezuelano Carlos Andrés Pérez (CAP), em cujo encargo de seu segundo mandato Castro foi convidado de honra- se apoia em um critério de solidariedade com uma nação cujo povo sofre os embates de um comprido e desumano regime de bloqueio comercial, político e cultural, e não, como no caso do CAP, no de tentar montar-se em um porta-aviões político.

Esta irmandade entre Fidel e Chávez –e isto é algo que VEJA também escamoteia- produz-se graças à vontade de dois povos que sempre se relacionaram como iguais e que compartilharam numerosas inquietações e sonhos: o venezuelano e o cubano.

Esta relação entre o mandatário cubano e o presidente Chávez se estabelece por força da demanda de ambos os povos e, definitivamente, queridos amigos leitores de VEJA, não vai a fundo perdido. A contribuição venezuelana a Cuba -53 milhões de barris diários de petróleo, a preços de mercado, com prazo de pagamento a 15 anos- tem, além disso do acordo comercial bilateral, uma obrigação de contraprestação pelas condições de financiamento, e um dos maiores beneficiários desta contraprestação foram as 17 milhões 961 mil e 600 pessoas atendidas pela Missão Bairro Dentro, um dos programas ponta da Agenda Social Bolivariana, que cumpre com as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU para os países em desenvolvimento.

Titulares e histórias esquecidas

Mas VEJA não fica na foto de capa. Não, a revista emprega o recurso gráfico de uma maneira tão adequada, que raia no perverso. Na página 158, sobre o título “Governo mais rico, venezuelanos mais pobres”, os editores de VEJA colocaram a fotografia de um grupo de indigentes que se acomodam sobre colchões velhos e caixas de lata para descansar. Sem necessidade de recordar aos leitores esse costume de VEJA de intervir fotografias para as adequar a suas informações, aceitemos que o cenário onde se mostra esse grupo de excluídos é venezuelano, infiramos que é Caracas, nossa cidade capital, porque em Caracas há indigentes, existem há muitos anos e começaram a multiplicar-se logo depois da derrota econômica de 1983, conhecida como “sexta-feira negra”, onde nossa moeda sofreu a primeira desvalorização considerável.

Aqui faremos uma digressão que consideramos fundamental para compreender as raízes da mudança política efetuada na Venezuela. Em 1983 o presidente venezuelano era Luis Herrera Campins, militante da democracia cristã, e Hugo Chávez Frite nem sequer se mencionava no cenário político. Recordem que o comandante Chávez aparece em cena em 1992, tentando derrocar o segundo mandato do Carlos Andrés Pérez, responsável em 1989 pelos maiores atos de repressão oficial que registrou a história nacional. Esta repressão arrojou um saldo de mortos e desaparecidos que ainda não conseguiu contabilizar-se com exatidão, embora o magistrado da Sala Político Administrativa da Corte Suprema de Justiça para o ano 1999, Hermes Harting, em exposição elaborada para insistir a seus colegas do máximo tribunal a instruir diretamente os expedientes relacionados com aqueles acontecimentos, logo depois de dez anos de demora e insolvência judicial, revela que até então se separaram 423 causas. As razões deste massacre? No ano de 1989 Carlos Andrés Pérez tinha assumido um pacote econômico neoliberal que, entre outras coisas, produziu um aumento substancial no preço da gasolina e uma imediata crise energética nacional. A resposta a esta situação foi um estalo maciço de setores populares que em protesto baixaram dos cordões marginais que rodeiam a cidade a manifestar nas ruas contra o governo. Alguns grupos se descontrolaram e começaram a saquear comércios alheios a sua comunidade. A resposta do governo? reprimi-los à força de chumbo e gás lacrimogêneo. O saldo? Um lisonjeie mais para a democracia representativa dominada pelos partidos de volta, que carregam sobre seu lombo aquelas mortes.

VEJA óbvia isso também, é obvio. E continua dirigindo os dados com magistral adequação a seus interesses. Embaixo do titular que está debaixo da foto, há uma lenda: “Desde que Chávez assumiu o poder, em 1999, o preço do petróleo aumentou 600% no mercado internacional. No ano passado a Venezuela arrecadou 47% mais com a venda do produto em relação a 2003, o que fez crescer o PIB 17%. Apesar dessa riqueza, a vida dos venezuelanos piorou sob o governo do Chávez”.

Generalizações e misturas

VEJA não só manipula dados, mas também mostra uma mania generalizadora. Ao dizer “a vida dos venezuelanos piorou”, VEJA comete um desacerto. Hoje em dia o presidente Chávez tem 70% de aceitação popular –o que parece garantir sua reeleição em 2006- e seria de imbecis acreditar que isto se obtém com a força de esfomear o povo, ou de lhe negar seus direitos sociais e políticos.

A VEJA não custaria muito dizer a verdade, que nós também aceitamos: o que piorou é a vida desses 10% de venezuelanos que se acostumaram a viver em estado de riqueza crítica, frente a esses outros 80% que viveram em estado de pobreza crítica durante o comprido período de democracia representativa venezuelana. E piorou, simplesmente, por seu próprio gosto, porque foram eles os que se dedicaram a boicotar um projeto político inclusionista, a favor de sua doutrina de exclusão. Eles convocaram a parada empresarial de 2002, favoreceram a parada petroleira, financiaram as manifestações violentas contra o governo do que se chamou “a guarimba” (durante o período de 27 de fevereiro a 04 de março de 2004), e tudo isto significou desgaste de vontade, falência de empresas e empobrecimento de alma para eles.

Lástima.

VEJA mostra, seguidamente, um quadro de números que refletem as percentagens de pobreza, desemprego, rende percapta, número de indústrias, investimentos estrangeiros, inflação e endividamento público, antes e depois do Chávez. A fonte? Uma mixórdia de instituições, que seria bem difícil de consultar, em caso de que alguém queria corroborar os dados, e além disso sem data de registro. Uma jogada típica do jornalismo mercenário. Nós, que não somos VEJA, nem queremos nos parecer, proporcionaremos alguns dados que refletem a realidade da Venezuela, com total certeza e assumindo a absoluta responsabilidade:

Fonte: Banco Central da Venezuela 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Índice Geral de preços ao consumidor 29,9 20,03 13,40 12,30 31,20 27,10 17,30 Índice de desenvolvimento humano 0,69 0,74 0,75 0,78 0,77 0,76 0,80 Taxa de desemprego 11,0 14,5 13,2 12,8 16,2 16,8 13,7 Índice de pobreza 49,0 42,80 41,60 39,10 41,50 54,0 53,10 Dívida pública (milhões de US$) 23.304 22.701 21.986 22.594 22.530 24.834 26.087 Reservas internacionais (milhões de US$) 14.849 15.379 20.471 18.523 14.860 21.366 23.935

Como se aprecia, o ano 2002 significou um ponto de quebra no avanço dos índices de desenvolvimento e estabilização venezuelanos. O que vinha sendo positivo de 1999 a 2002, com diminuição dos índices críticos, sofreu um reverso em 2002, e teve como conseqüência uma lenta recuperação posterior. Lembram do que aconteceu nesse ano de quebra e tudo o que veio depois?

Liberdade de expressar-se e de mentir

VEJA diz muitas mentiras, isso está claro. Nunca chegarão a ser humano, por esse caminho serão sempre bonecos de madeira sem vontade própria. VEJA diz, por exemplo: “A lei da mordaça obriga a imprensa a adotar a auto-censura. Comentários ou notícias podem ser interpretados como uma tentativa de desestabilizar o governo e dar origem a um processo. Outra legislação restringe os horários em que a rádio e a televisão podem transmitir noticiários”.

Comecemos por esclarecer que a lei que estabelece as responsabilidades que conduz o exercício da liberdade de expressar-se chama-se Lei de responsabilidade social de rádio e televisão, e não Lei da Mordaça. Este último nome colocaram-no aqueles que, fazendo uso das técnicas do posicionamento neuro-lingüístico das idéias, pretendem fazer acreditar que esta lei é um mecanismo de censura à liberdade de expressão; quer dizer, aqueles que pensam que estão por cima de qualquer responsabilidade social apenas pelo fato de dirigir a imprensa.

Note-se bem, vamos lhe dar uma pequena lição pedagógica às pessoas de VEJA, sobre tudo aos jornalistas a salário que trabalham para a revista: quando os meios referem-se a violações do direito a livre expressão, ou, elaboram uma arenga com tendência a exigir a liberdade absoluta sobre o direito a expressar suas idéias e determinações, no momento em que alguém, seja o Estado ou a mesma sociedade, adverte-lhes sobre abusos ou possíveis danos a terceiros no alcance de suas conseqüências, o que estão fazendo é defender o direito à liberdade de imprensa, que em seu caso é o direito absoluto a imprimir, editar, publicar ou transmitir aquilo que resulta conveniente a seus interesses sócio-políticos e econômicos, e esta é a liberdade de imprensa que eles defendem, a de limitar a liberdade de expressão quando lhes resultar necessário. Em poucas palavras, a autocensura não se impõe de fora, de fora se censura e ponto. A auto-censura é auto-colocada e é um mecanismo comum dentro dos meios de comunicação contemporâneos.

Agora bem, é certo que a Lei de Responsabilidade Social restringe os horários de transmissão, de acordo a uma classificação elaborada por especialistas em matéria comunicacional, psicólogos, psiquiatras e advogados, e os restringe para preservar que não se transmitam em horários não convenientes elementos de violência, mensagens que atentem contra a formação integral dos meninos, meninas e adolescentes, mensagens com orientação ou conselhos de qualquer índole que incitem ao jogo de aposta e azar, publicidade de jogos de aposta e azar ou de loterias, a não ser que se trate de rifas benéficas por motivos de ajuda humanitária, publicidade de produtos e serviços de caráter sexual, salvo aqueles dirigidos a promover a saúde sexual e reprodutiva. Simples assim.

Mas VEJA faz uso da liberdade de imprensa, como o fazem os meios venezuelanos que insistentemente atacam ao presidente Chávez com tergiversações terríveis da realidade. Nossa primeira resposta a estes ataques foi democratizar o acesso à informação, mediante o fomento a mecanismos alternativos de difusão, como as rádios comunitárias e os jornais cooperativos. Quer dizer, longe de fechar médios, promovemos a abertura de novas alternativas. Alternativas que agora fazem os meios tradicionais tremerem, porque lhes roubaram público. Sobre estes novos meios também se aplica, por certo, a Lei de Responsabilidade Social.

Os outros mecanismos surgiram do mesmo processo de democratização e foram solicitados pela própria sociedade, quem conforma –e assim o estabelece a Lei- o Conselho de Responsabilidade Social, encarregado de velar pelo cumprimento da letra legislativa.

Por último, VEJA é necessária

São muitas as “adequações” que faz VEJA em seu artigo e as responder todas mereceria um trabalho de várias entregas –que estamos dispostos a fazer se o público nos demandar isso-, por agora queremos concluir rebatendo amigavelmente a posição daqueles que dizem que VEJA não é necessária. Amigos,se VEJA deixar de existir corremos o risco de que a mentira, a dissimulação, o servilismo e a ausência de ética perpetuem. Não se pode erradicar o cretinismo a não ser que haja um cretino a quem pôr como exemplo.

QUADRO

Título: Pobreza crítica, riqueza crítica Um aspecto no que se afinca VEJA é o da pobreza. Sim, é inevitável, filho de pobre nasce pobre. E os pobres na Venezuela não são uma invenção do Chávez. Que cresceu o índice. E claro, as mães pobres não deixaram de parir. A diferença é –e isto tampouco o assinala VEJA- que agora param com a segurança de que sua cria nascerá sã e salva e será devidamente atendida. Por que? Pois porque o governo bolivariano da Venezuela decidiu democratizar o ingresso petroleiro e aplicá-lo em uma Agenda Social, com o objetivo de pagar a maior dívida existente em nosso país: a dívida com os 80% de excluídos que deixou como saldo essa “antiga democracia” da que fala VEJA. Para isso se criou a Missão Bairro Dentro que, atendendo o setor da saúde, arrojou até a data o seguinte saldo: 64 milhões 232 mil e 36 consultas de medicina integral, com um total de 17 milhões 961 mil e 600 pessoas atendidas e 18 mil e 470 vistas salvas. Além disso, edificaram-se 8 mil e 513 consultórios populares e 5 clínicas. Mas claro, isto para VEJA é populismo do mais áspero, o que vai se fazer.

Do que trata isto? Pois de que o governo bolivariano justificou a situação: a pobreza não é o mal da América do Sul, é somente a conseqüência do mal. O mal é a concentração da riqueza em poucas mãos, e isso é o que terá que combater, não a pobreza, porque a pobreza não é o inimigo. Ao pobre não se combate nem se protege, pois sabe defender-se e defender seus pequenos lucros bastante bem – tal e como o demonstraram os milhares de pobres que reclamaram e produziram a volta do presidente Chávez ao governo em 13 de abril de 2002-. Ao pobre terá que compreendê-lo, educá-lo e lhe outorgar o espaço e os instrumentos necessários para que se torne produtivo.

Coisas que VEJA não diz

•Outro dos programas da Agenda Social Bolivariana, a Missão Robinson, que desde o primeiro de julho de 2003 conseguiu alfabetizar um milhão 387 mil e 149 cidadãos venezuelanos, foi escolhida pela UNESCO como modelo piloto de capacitação para a América Latina.

•Fedecámaras, o organismo que condensa os industriais venezuelanos e que foi artífice da parada empresarial de 2003, através de declarações de sua presidenta Albis Muñoz, reconheceu em março deste ano que ainda sendo conservadores estimam o crescimento econômico da Venezuela para o primeiro trimestre do 2005 em mais de 9%. Suas palavras seguem assim –e podem ser consultadas no Web site da Agência Bolivariana de Notícias ( “nós tínhamos estimado entre 6 e 7% anual. Dizemos que somos conservadores porque temos que esperar o segundo trimestre para ver se o impulso de crescimento é o mesmo. De todas maneiras, mesmo se o crescimento estiver como estimamos (6-7%), acreditam que seria um dos mais altos da América Latina. •O governo venezuelano iniciou o pagamento efetivo dos primeiros pagamentos do significativo aumento das regalias petroleiras de só 1% que sobrecarregaram quase uma década às companhias transnacionais que produzem a quinta parte do cru venezuelano -600 mil barris diários- entre as que figuram as americanas ExxonMobil, ConocoPhillis e ChevronTexaco. A regalia de 1% equivale a 20 centavos de dólar por barril ao preço (irreal) de 20 dólares. Com o aumento disposto pelo Chávez a fins de 2004, a regalia se elevou a 16 dólares por barril produzido de quão transnacionais têm “associações estratégicas” com PDVSA. Injustiça, não?

Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil

 
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