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Gabinete da Deputada Federal Luciana Genro (RS)

14.04.2004 | Fonte de informações:

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Balanço do ato em Florianópolis

Leia o Balanço do ato em Florianópolis escrito pelo jornalista Raul Fittipaldi um dos companheiros que está organizando o Movimento pelo Novo Partido em Santa Catarina.

Frente Social

A visita dos parlamentares Heloísa Helena, Luciana Genro e João Batista Araújo "Babá" movimentou a última segunda-feira (05) em Florianópolis. Passaram-se apenas 8 dias da eleição de Afrânio Boppré como candidato do PT às eleições municipais da Capital. Esta presença mexeu com os brios dos ex-petistas e de muitos que ainda fazem parte da sigla.

A agenda intensíssima dos parlamentares teve uma ampla cobertura de imprensa que começou às 6 da manhã e só terminou durante o Encontro pelo Socialismo e a Democracia no Templo Ecumênico da UFSC.

Segundo Heloísa Helena "Já poderíamos protocolar a sigla no TSE e juntamente com o fórum de debates, agrupar as assinaturas, mas como nossa tradição é apoiada muito mais no debate qualificado de idéias, na concepção programática do novo partido, primeiro faremos os debates e depois coletaremos as assinaturas". Essa decisão do novo partido se contrapõe salutarmente à atitude que descaracterizou o PT. A partir da intervenção da Direção Nacional no PT do Rio em 1998, o debate de idéias não passou de "pano democrático" para convalidar arranjos desqualificados política e eticamente. Por isso é importante que a nova sigla regenere o método do debate democrático e ideológico. Há de se inverter a pirâmide das decisões, não para sustentar o basismo cretino dos velhos manobristas sindicais e sim para que as pessoas assumam a condição de sujeitos dos processos.

Restabelecer o papel do dirigente como fiador e executor das decisões da maioria é decisivo num projeto que pretenda enfrentar-se à hegemonia neoliberal. Segundo esta compreensão, o novo partido não vem preencher o vazio que o PT teria deixado. O vazio que o PT deixou não precisa ser preenchido porque seu envelhecimento dramático o tornou letra morta desde a perspectiva transformadora. Luciana Genro afirmou que "o novo partido não será outro PT". Segundo Luciana "é possível chegar ao poder sem fazer concessões." Em alguns lugares do nosso continente esta afirmação está em curso, mesmo que de forma gradativa e não isenta de riscos. O exemplo mais claro é a Venezuela. Se assim for, a nova sigla dará lugar a uma fase superadora na política institucional brasileira.

A promessa de liberdade de tendências de pensamento, num marco de resistência ao capitalismo e ao pensamento único, precisa de uma melhor definição em relação ao vínculo com as organizações sociais que lutam contra o modelo defendido pelo governo Lula. Inclusive com os grupos que têm domicílio em outras causas que não passam pelas discussões políticas mais corriqueiras.

As mazelas que nos afetam, criaram uma grande Frente Social dinâmica que não suporta mais a ausência de recursos mínimos para coisas tão pequenas e humanas como o pão na mesa. As vertentes de pensamento que estão por dentro e por fora de um partido político deverão interpretar a frase do analfabeto, pesquisar o caminho do cego, ousar na retida palavra do mudo, trilhar a áspera corrente da liberdade. Há uma Frente Social que deverá ser incorporada ao novo partido e será fundamental para demonstrar que a via e a classe política ainda têm validez. Depois da visita ficamos à espera de uma Frente Popular e Socialista que inaugure uma nova fase na vida dos brasileiros. Segundo o Dep.Federal Babá "A luta pela independência nacional será encabeçada e dirigida pelos trabalhadores e os povos, ou não será". Que seja.

Raul Fitipaldi, jornalista ( raulfitipaldi@hotmail.com)

 
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