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As severinices de Lula e as lulices de Severino

14.03.2005 | Fonte de informações:

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Não há como disfarçar, pois abateu sobre este modesto escrevinhador aqui uma desilusão danada, profunda, uma falta de estímulo, uma prostração completa. Paro e penso: Será que enfrentei quatro anos um banco de faculdade para escrever sobre esta política que está aí?! Falar desses homens públicos que estão aí, comandando a Nação?!

Sinceramente, se era só para isso, não precisava ter me esmerado tanto nos estudos e nas indagações filosóficas e ideológicas... Lamentavelmente.

Me sinto, verdadeiramente, vencido, rendido por um cenário precário de homens, idéias e ideais. No fundo de um poço raso, pisoteado e contaminado. Como aqueles que tocam os homens do nordeste como se fossem gados. Que vergonha...

Será que este é verdadeiramente o Brasil dos brasileiros?! Será que é só isso o que o povo brasileiro foi capaz de produzir durante séculos de dominação por uma elite perversa e alheia aos destinos dos seus comandados?! Será?! Será que é só isso que o nordeste, depois de tantos anos de dominação, subordinação, humilhação, resignação, predestinação, alienação, espoliação, sem-ação, tinha para nos dar?!

Meu Deus, será?! Luiz Inácio da Silva é o presidente, Renan Calheiros o presidente do Senado e Severino Cavalcanti o presidente da Câmara. O nordeste brasileiro o pai, ou padrasto, dos três. E o Brasil, até agora, ignorado por eles.

O pior: não leio nas linhas do rosto de Lula uma ruga sequer de constrangimento ou arrependimento, enquanto o ex-retirante nordestino vai construindo o prédio do leilão do povo brasileiro para os paulistas e estrangeiros arrematarem barato o que povo construiu as custas do que lhe era mais caro, a sua própria vida.

Desde o Brasil colônia vem coroada a máxima de que “não há capataz melhor do que um ex-escravo”. Constatamos agora, o que há muito, uma minoria sabia. Lula e seu exército de apaniguados entregam o país por uns trocados, por uma xícara de café coado e servido nos palacetes internacionais. É, antes de tudo, um deslumbrado, vendido, vencido e comprado.

Rui Barbosa, o nordestino cabra-macho, ser de outra esfera, profetizou: “Uma Nação se constrói com homens e livros”. Ao que vemos, nos faltam, muito, homens e livros. Uma pena!

Não sei por que fui lembrar agora da velha citação bíblica, de mais ou menos dois mil anos atrás, dizendo que “nem só de pão vive o homem”, mas também de amor à pátria, ao povo, de honra, glória, convicção, sonhos, crença no futuro, e, sobre tudo, de verdade. Petrônio Souza Gonçalves jornalista e escritor e-mail: belooriente@cidademais.com.br

 
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