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DE VOLTA AOS TEMPOS DE GLORIA

12.12.2004 | Fonte de informações:

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Ainda há o presidente regional do partido no Rio de Janeiro, o ex-governador e secretário de segurança licenciado, Anthony Garotinho, que é hoje um peemedebista ferrenho, assim como também tinha sido ferrenho pedetista-brizolista e após peessebista além de ser um aspirante à presidência da república.. Entre os governistas, está o ex-braço direito de Collor, Renan Calheiros, que, uma vez que aspira a presidência do Senado, precisará do apoio do PT.

A ala separatista do partido deseja que o mesmo não seja mais um mero coadjuvante como tem sido O último gosto de estar no poder foi no governo Itamar Franco que tinha sido não mais que uma sombra de Collor, o que é compreensível pois era difícil alguém aparecer mais. Quando assumiu deveria ser, como foi, apenas um governo de transição. Nomeou como Ministro da Fazenda o político Fernando Henrique Cardoso que teve sorte pois somente teve de adotar no Brasil a já bem sucedida dolarização da economia, que havia sido implantada na Argentina, obtendo com isso, uma vitória espetacular nas urnas, com o apoio de Itamar Franco.

Ocorre que Itamar fez um acordo de cavalheiros com Fernando Henrique que consistia em apoio à sua candidatura à presidência desde que, quatro anos depois ele retribuísse o favor e apoiasse a sua candidatura. Pobre Itamar! Descobriu tarde demais, que não se pode confiar em políticos. Primeiramente, foi a emenda da reeleição. Após, recebeu mais uma punhalada pelas costas, desta feita, do seu próprio partido que na convenção, preferiu hipotecar apoio à reeleição de Fernando Henrique, que homologá-lo como candidato. Mas como a vingança é um prato que é melhor saboreado quando servido frio, Itamar, assim que assumiu o governo de Minas em 1999, declarou moratória de sua dívida o que desencadeou uma crise que dinamitou todo o segundo mandato do Fernando Henrique.

A ala separatista do PMDB sonha também, que o partido retorne aos tempos de glória do período Sarney quando graças ao sucesso temporário do plano Cruzado, que teve sua primeira fase, convenientemente prolongada, para fins eleitoreiros, o partido se tornou a maior força política no país elegendo em 1986, a maioria dos governadores de estado, bem como a maioria no congresso. Apos a derrocada do plano, que ocasionou, inclusive a dissidência que criou o PSDB, o PMDB, nunca mais foi o mesmo. Embora continue tendo muita força política e tendo o maior número de prefeituras, o fato de estar longe do poder, o enfraquecerá cada vez mais.

A idéia é lançar candidatura própria em 2006, provavelmente, a de Anthony Garotinho que tem demonstrado saber fazer política como poucos. Ele sabe que é necessário fazer populismo para se chegar á presidência. Collor foi o “Caçador de Marajás”, Fernando Henrique, o homem que acabou com a inflação e Lula-lá, além de ser um presidente de todos, falando a linguagem do povo, era o único nome mais famoso dentre os concorrentes.

Garotinho até mesmo convenceu sua esposa a se candidatar ao governo do estado para que seu nome continuasse em evidência, provavelmente inspirado no governador George Wallace, do estado norte-americano do Alabama, nos anos 1960. Garotinho que, a propósito, foi eleito governador do Rio de Janeiro, pelo PSB, obteve sua grande popularidade que, inclusive ocasionou a eleição de sua sucessora, graças a atitudes populistas, como a adoção de um salário mínimo sempre maior que o do governo federal, e o subsídio de medicamentos e refeições que beneficiam diretamente, a população pobre.

Nomeou-se Secretário de Segurança no governo de sua esposa pois é o cargo que mais tem seu nome em evidência, no caso do Rio de Janeiro mas, incapaz de diminuir o índice de criminalidade, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro que é uma vitrine nacional e internacional, licenciou-se, do cargo, eis que não poderia ter seu nome ligado ao insucesso.

Lula, provavelmente, será reeleito em 2006, pois há sinais de crescimento econômico que, aparenta ser sustentado e há uma diminuição no índice de desemprego, apesar da constante alta dos juros e da asfixiante carga tributária. A menos que haja uma crise no governo antes das eleições ou que Garotinho ou outros eventuais candidatos do PMDB, consigam conceber algo que reverta esta situação, seria melhor para o partido que continuasse no governo, onde, ao menos, teria alguns cargos. É melhor que nada.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

 
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