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PSDB apresenta questões para Lula responder

12.11.2003 | Fonte de informações:

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Do ostracismo ao Ministro Dóris A vida vive pregando peças. Muitas vezes os famosos quinze minutos de fama acontecem para eternizar um nome. Ou para o bem, ou para o mal. Até um ano atrás, além de parentes e alguns amigos, ninguém nesse País conhecia o sr. Ricardo Berzoini. Lula foi buscá-lo e deu a ele a pasta da Previdência, baseado sabe-se lá em que competência. Pois bem, o Ministro chegou, trabalhou e não fez nada que fosse diferente a ponto de ser notado. Um dia mandou que pessoas aposentadas, com mais de 90 anos, fossem às ruas e se identificassem, que se mostrassem vivas, para receberem seus proventos de aposentados. Virou o Ministro Dóris. Do ostracismo - 2 O Ministro Berzoini entra pra história como o primeiro homem público, no exercício de sua função, a exigir que pessoas aposentadas e com mais de 90 anos provem que estão vivas, e que tem direito de receber a fortuna que o Governo paga para elas. Quase que o Ministro escorrega e deixa no ar uma impressão que desejaria que elas estivessem mortas. Se o Presidente Lula ainda fosse o metalúrgico coerente que sempre foi, por certo teria demitido no ato uma pessoa que, nesta atitude, provou não ter condições de ocupar o cargo que ocupa. Mas Lula, que já passou a mão na cabeça de outros ministros por erros parecidos, entre uma viagem e outra, deixa o barco correr. E Berzoini acaba entrando pra história como o Ministro da Previdencia que não sabe tomar providência. Governo do PT cansa e dá tédio

Oded Grajew, 59 anos, amigo pessoal e assessor especial do Presidente Lula, deixa o Governo por que está cansado de ficar sem fazer nada. Empresário, trabalhador, dinâmico e atento a tudo que interessa ao País, o assessor estava reclamando com amigos da cansativa incompetência do Governo. Ao sair, disse a algumas pessoas que o Governo não tinha tempo para conversar com ele. E quando tinha, não tinha o que dizer. Faz sentido. Até Lula parece que está se cansando desse Governo. Fica cada vez menos em Brasília.

Sem terras, sem nada

Mais de dois mil sem-terras chegam a Brasília nas próximas horas. Querem saber do Governo do PT qual o futuro que está reservado a eles, quase um ano depois da promessa do Presidente Lula de fazer a maior reforma agrária que esse País já conheceu. Pois sim, outra bravata bem ao estilo do PT, que adora ir a festa com a roupa dos outros. Os sem-terras estão desesperados, agressivos e ameaçadores em todo o Brasil. Nunca, nos últimos meses, sentiram tão de perto a falta de perspectiva de um Governo que fala muito e não realiza nada.

É fácil deduzir que nada será feito mesmo nos próximos dias. Vem aí a reforma do Ministério, e quando isso acontecer o Governo ficará mais três meses arrumando a nova casa, e desarrumando a cabeça de todos aqueles que acreditaram nas bravatas antes das eleições.

Berzoini deveria comandar Transportes

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse ontem que o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, deveria mudar de cargo. "Eu o trocaria de pasta. Seria um bom ministro dos Transportes, por exemplo, porque sabe ser duro, o que não cabe para uma pasta social como a Previdência", declarou. O senador voltou a criticar a postura de Berzoini no episódio da suspensão do pagamento das aposentadorias para os idosos com mais de 90 anos. "A minha tia Lindalva Cruz, de 94 anos, não perdoou o ministro e me cobra todos os dias para não perdoá-lo. Aguardarei as explicações dele aqui no Congresso para, quem sabe, a divina providência ajudá-lo a explicar o inexplicável", disse.

"ESPETÁCULO DAS TRAPALHADAS" - Ao deixar por um instante o "capítulo da maldade e da perversidade com os velhinhos", Virgílio fez uma análise do que considera mais um capítulo do "espetáculo das trapalhadas" do governo Lula. Ele se referia à reportagem da Folha de S. Paulo do último dia 7, intitulada "FMI diz que novo acordo é igual ao atual". O líder tucano disse que Lula mente ao dizer que vinculará cláusulas sociais ao novo acordo. "Se é igual então nada mudou", concluiu.

Virgílio citou outro texto da Folha, com o título "Fiesp reclama do aperto fiscal à vice do FMI". "A Fiesp, que já sabe que o governo não manda, não pede o fim do arrocho fiscal ao Lula ou ao Palocci.

Pragmática, a Fiesp fala com quem manda neste país, não perdendo tempo com intermediários. Conversa diretamente com a vice-diretora do FMI, Anne Krueger", disse.

Presidente Lula, o campeão das gafes

Em 11 meses de governo, uma das áreas em que o governo petista mais se destaca é na produção das gafes. É o espetáculo dos tropeços, estrelado no exterior ou no Brasil pelo presidente Lula, para desespero dos diplomatas brasileiros e assessores do PT. Para a deputada Yeda Crusius (PSDB-RS), os deslizes revelam a verdadeira face de Lula "quando não está vestido pelo marketing palaciano". Na edição de hoje, relembramos as principais pérolas do presidente.

Eduardo Barbosa critica cortes na área social

Ao promover o arrocho na economia, o governo tem provocado uma severa redução dos gastos sociais, o que vem influenciando diretamente na redução gradativa dos gastos sociais. A avaliação é do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG). "Hoje, cerca de 70% dos recursos da Assistência Social são gastos exclusivamente no pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC). "Em 2003, dos R$ 5 bilhões cerca de R$ 3,8 bilhões foram gastos com BPC e a previsão para o ano que vem é que R$ 7,3 bilhões dos R$ 8,8 bilhões tenham essa destinação, o que dá 84% do total", avaliou.

AUMENTO - Segundo ele, se a PEC de sua autoria que vincula recursos a assistência social for aprovada até dezembro, o setor teria assegurado 5% dos R$ 230 bilhões do orçamento da Seguridade Social, o que daria cerca de R$ 11,5 bilhões - R$ 4,5 bilhões a mais do que os recursos previstos. "O governo do PT precisa entender que os avanços proporcionados nas áreas da educação e da saúde somente foram possíveis com a vinculação dos recursos. Caso contrário, principalmente nos municípios, toda o trabalho de assistência social ficará a cargo da solidariedade humana", afirmou.

Pela prática orçamentária em vigor, não existe nenhuma segurança na destinação dos recursos para o custeio da Assistência Social. "Isso traz nefastas implicações para o conjunto dos programas da nessa área", avaliou Eduardo Barbosa.

Acordo com FMI é nova prova de incoerência petista

"De uma coisa o PT nunca poderá ser acusado: de não ser coerente com sua própria incoerência", afirmou o deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA), sobre o acordo entre o governo e o FMI. Ele se referia às restrições históricas do PT a conversações com o FMI durante o governo FHC. Em junho de 2002, Lula defendeu que operações de crédito com instituições financeiras somente seriam aceitáveis "para acabar com a fome ou outra coisa de útil". Para Madeira, isso mostra que antes de chegar ao poder o PT "agia com uma irresponsabilidade à toda prova". "O eleitor fica sem condição de avaliar se o que o governo diz é verdade", avaliou.

Na Presidência, Lula ainda age como metalúrgico

"O presidente Lula deveria ficar mais tempo calado. Além de não cultivar a liturgia que seu cargo exige, suas gafes já estão se tornando folclóricas". A constatação é da deputada Yeda Crusius (PSDB-RS). Ela se referia a tropeços do petista, como o da última sexta-feira - quando ele afirmou ser a Namíbia mais limpa que os demais países africanos - e que "mostram como Lula realmente é."

"COITADISMO" - Para Yeda, o presidente está visivelmente contrariado com os resultados negativos de seu governo, o que se reflete em suas desastrosas falas de improviso. "Além disso, Lula insiste em apelar para suas raízes humildes e se esquece que não é mais um metalúrgico, mas sim um presidente da República. Ele deve parar com esse 'coitadismo', em que a falta de oportunidade de estudo é vista como desígnio divino ou destino dos mais pobres", afirmou Yeda. Ela crê que ainda que Lula sente-se desconfortável no papel de presidente e usa as viagens nacionais e internacionais como "válvula de escape para suas bobagens".

11 meses de tropeços, gafes e "pérolas" de Lula presidente

"Quando se aposentarem, não fiquem em casa atrapalhando a família. Procurem alguma coisa para fazer, para tornar seu dia prazeroso." - Durante a cerimônia de sanção do Estatuto do Idoso, em outubro de 2003.

"Muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer aquilo que deveria ser feito."

- Em discurso em Campina Grande, em outubro de 2003.

"Daqui a dois anos, possivelmente não sejamos muitos do que estão aqui. E nem será o Tony Blair que estará convidando, será outra pessoa."

- Inglaterra, em julho de 2003, durante reunião da Governança

Progressiva, perante o primeiro-ministro que, apesar do que Lula crê, pode ser reeleito para o cargo.

"Estou surpreso porque quem chega a Windhoek [capital da Namíbia] nem parece estar num país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas."

- Em visita oficial à África, em novembro de 2003.

"Há males que vêm para o bem."

- Ao tentar encontrar - ao contrário de todos os brasileiros - algum aspecto positivo na tragédia que matou 21 cientistas na Base de Alcântara, em setembro de 2003.

"Ela engravidou no primeiro dia de casamento, porque pernambucano não deixa por menos."

- Constrangendo a primeira-dama e compartilhando com a nação detalhes de sua intimidade, em julho de 2003.

"Quando Napoleão visitou a China, ele cunhou uma frase que ficou famosa. Ele disse: A China é um gigante adormecido. No dia em que acordar, o mundo vai tremer."

- Revolucionando a História e inventando um episódio que nunca ocorreu, em maio de 2003.

"Se tem uma coisa que eu admiro nos Estados Unidos é que eles pensam primeiro neles, em segundo neles e em terceiro neles também. Se sobrar tempo, pensam um pouco neles outra vez. Nos oito anos do governo FHC, não houve um único gesto político ou econômico que ajudasse o Brasil."

- Sobre o "companheiro" George Bush, em gesto de descortesia imperdoável entre chefes de Estado de duas nações amigas, em julho de 2003.

Eu sei o que vocês prometeram na eleição passada

"As políticas de ajustes adotadas devido aos acordos com o FMI, ao invés de eliminarem a propensão ao endividamento, levaram a priorizar o pagamento dos encargos financeiros da dívida pública, com o sacrifício dos investimentos em infra-estrutura, em ciência e tecnologia, e dos gastos sociais do Estado."

Trecho do documento "Concepção e Diretrizes do Programa do PT para o Brasil", divulgado pelos petistas em 2002. No entanto, o governo Lula parece não se lembrar mais de suas promessas. Em janeiro deste ano, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, garantiu que a meta do PT não era mais recorrer ao FMI. Dez meses depois, o Planalto muda totalmente de opinião e fecha acordo com Fundo.

Herança Bendita

O governo FHC se empenhou para aprovar em 1999 o projeto de lei dos genéricos, que tramitou no Congresso durante quase uma década. Em novembro de 2002, havia quase 700 genéricos registrados na Anvisa. Esses medicamentos são, em média, 40% mais baratos que os de marca e têm a mesma garantia quanto aos efeitos terapêuticos.

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