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PIB cresce

12.09.2005 | Fonte de informações:

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O PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os produtos e serviços do país, teve crescimento de 1,4% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os primeiros três meses de 2005. Em relação ao mesmo período de 2004, o crescimento foi de 3,9%.

No semestre, o PIB registrou alta de 3,4%, em relação ao mesmo período de 2004. No acumulado dos 12 meses encerrados em junho, o Produto Interno Bruto cresceu 4,3%. O anúncio foi feito, em nota, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esta é a maior taxa de expansão desde o primeiro trimestre do ano passado, quando a economia havia crescido 2%. O resultado ficou no topo das expectativas dos especialistas e marca o aquecimento da economia nacional após dois trimestres de expansão mais lenta.

No primeiro trimestre deste ano, a soma dos bens e serviços produzidos no país havia resultado numa expansão de 0,4%, resultado pouco superior ao dos últimos meses do ano passado, quando o PIB havia crescido 0,7%.

Investimentos Os investimentos cresceram 4,5% em relação aos três primeiros meses do ano. Segundo economistas, a retomada do investimento é o principal ponto positivo dos resultados do segundo trimestre.

No primeiro trimestre do ano os investimentos haviam recuado 3,6% e no final do ano passado haviam registrado queda de 2,9%.

A receita de crescimento do segundo trimestre foi baseada em indústria, investimentos e exportações.

Consumo O consumo das famílias também deu sinais de recuperação, após queda de 0,2% no trimestre anterior. A melhora da renda e a ampliação do crédito garantiram uma expansão de 0,9%.

A análise sob a ótica da demanda mostra que mesmo com uma taxa de câmbio considerada desfavorável para quem vende seus produtos no exterior, as exportações mantiveram um papel importante no crescimento econômico.

Após uma expansão de 3,3% no início do ano, elas cresceram 2,6% no segundo trimestre.

As importações cresceram pelo sétimo trimestre consecutivo e registraram expansão de 2,4%. Analistas afirmam que o resultado é positivo pois o dólar baixo serviu como estímulo à compra de máquinas e equipamentos.

O consumo do governo cresceu 1,1% no período, após alta de 0,3% no início do ano.

Indústria A análise sob a ótica da produção revela a forte recuperação da indústria, que havia registrado queda de 0,8% no primeiro trimestre. No segundo trimestre, a indústria ganhou fôlego e cresceu 3%.

O presidente do BC, Henrique Meirelles, chegou a classificar os resultados da produção industrial nos últimos meses como "muito encorajadores".

Em entrevista ontem (30) no Rio de Janeiro ele afirmou que o "crescimento da produção em maio sinaliza taxas anualizadas de crescimento da produção industrial das mais elevadas do mundo, um sinal indicativo do vigor da economia".

A agropecuária apresentou crescimento de 1,1% no segundo trimestre. Os serviços registraram alta de 1,2%, depois da queda de 0,1% no primeiro trimestre.

 
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