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Babá

12.04.2004 | Fonte de informações:

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Não que uma CPI, conduzida pelos parlamentares do Congresso que o próprio Lula, no passado, afirmou ser composto por trezentos picaretas, seja a garantia para investigar a fundo os indícios de corrupção que pairam no governo PT/PL.

Mas, como mínimo, a CPI, é mais passível de pressão pelos trabalhadores e o povo e pode colocar alguma luz sobre o esquema dos fundos de campanha, as relações com os bicheiros e a lavagem de dinheiro. Por isto que os deputados federais Babá, Luciana Genro e João Fontes, entraram com um pedido de CPI sobre o caso Waldomiro e os financiamentos de campanha.

O temor do governo e da burguesia está em que "uma CPI sabe-se como começa, mas não se sabe como termina". E esta afirmação, hoje, é mais correta que nunca. Como esqueletos que se recusam a ficar escondidos no armário e buscam a luz do sol, continuam surgindo figuras insólitas. A mais recente chama-se Rogério Tadeu Buratti, um ex assessor do ministro Palocci, quando este ainda era prefeito de Ribeirão Preto, que foi afastado da prefeitura por suspeita de corrupção e continuou relacionado às altas esferas do PT de longa data, já que este personagem também foi assessor do Presidente da Câmara João Paulo Cunha e do próprio José Dirceu! E foi justamente a contratação dos serviços de uma empresa laranja desse senhor, num valor de R$ 20 milhões, uma das exigências que Waldomiro Diniz teria feito à Gtech, para renovar seu contrato com a Caixa Econômica Federal.

Agora, Dirceu e Palocci defendem-se afirmando ignorar os obscuros negócios que faziam seus apadrinhados, dos quais sequer suspeitavam. Mais uma mentira, Zé Dirceu sabia que seu colaborador era investigado pelo Ministério Publico desde o 2003 e o atual Ministro da Fazenda substituiu Buratti por um sócio dele o que como mínimo indica a intenção de manter a relação com este personagem. Aliás, é estranho que ministros tão eficientes quando se trata de atacar os direitos dos trabalhadores, ou de montar a operação que culminou com a expulsão dos radicais não atuem com a mesma eficiência e sagacidade quando se trata dos escusos negócios de seus apadrinhados.

Por isto é inaceitável que frente a tantas evidências, a cúpula petista, por meio de figuras como Genoíno, Mercadante, João Paulo, Arlindo Chinaglia e o próprio Dirceu além de abafar a CPI, querem desqualificar as críticas que recebem, se apoiando na historia ética de seu partido. Mas os fatos demonstram a cada dia que esta bandeira já não lhes pertence.

O povo trabalhador começa a enxergar a mancha da mentira em suas bocas. Não podem falar em ética aqueles que aprovaram a Reforma da Previdência, dizendo que não retirava direitos da classe trabalhadora. Não é ético o dirigente que negocia com os patrões os direitos trabalhistas e a organização dos sindicatos dos trabalhadores. Não tem direito de carregar esta bandeira quem sustenta e participa do governo que paga a dívida externa com a fome e a miséria do povo brasileiro. Quem traiu a esperança de milhões, não pode agora querer ostentar a bandeira da ética.

O governo e a cúpula do PT estão ambos sob suspeita. São suspeitos porque são agentes da aplicação dos planos a serviço do capital financeiro, do FMI e do imperialismo. Suspeitos por aplicarem o maior estelionato da história do país, prometeram mudanças e o que se vê é a continuidade aprofundada do modelo neoliberal.

Babá

 
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