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A Voz da Oposição

12.02.2004 | Fonte de informações:

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"Ao contrário, em valores nominais, sem descontar a inflação, houve redução dos recursos aplicados na área social. Ocorreu, a rigor, decréscimo de pessoas beneficiadas e de valores em comparação com o último ano da gestão do PSDB", afirmou Jutahy. Para ele, "esse é um governo virtual: fala para a sociedade aquilo que acredita ter feito".

BALANÇO - As declarações do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que assegurou não ter ocorrido aumento da carga tributária no ano passado, também foram contestadas pelo líder. "Citarei exemplos de iniciativas que destoam da afirmação do ministro. A elevação da Cofins de 3% para 7,6% possibilitará um crescimento da arrecadação de R$ 7 bilhões somente em 2004. A mudança na cobrança do ISS, outros R$ 2 bilhões. A alteração na base de cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido trará mais R$ 1 bilhão para os cofres do Tesouro", destacou o deputado baiano.

Em um breve balanço do primeiro ano de governo petista, Jutahy lembrou o não cumprimento de diversas promessas de campanha, como o crescimento econômico e a geração de empregos. "Em 2003, tivemos crescimento zero, queda de 13% na renda do trabalhador - o que penalizou principalmente os autônomos - e um déficit de postos de trabalho que já chega a 10,7 milhões de vagas", concluiu.

Antero condena tentativa do governo de restabelecer censura

Depois de muita pressão dos parlamentares da oposição, o Ministério da Justiça revogou a decisão de censurar os programas policiais na TV no turno da tarde. Na quinta-feira passada, o senador tucano Antero Paes de Barros (MT) condenou a decisão do governo de proibir a exibição antes das 21h dos telejornais "Cidade Alerta", da Rede Record, e "Brasil Urgente", da Bandeirantes. O diretor do Departamento de Classificação Indicativa do ministério, Mozart da Silva, foi demitido por causa desse ato.

AMEAÇA - O senador tucano defendeu a convocação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para explicar a decisão no Senado. Em nome da liderança do PSDB, Antero disse que a medida poderia representar o retorno da censura do governo aos meios de comunicação e sugeriu que o ministério deveria realizar um debate com comissões do Senado que tratam do assunto, antes de adotar uma providência dessa natureza.

"Tenho acompanhado as notícias sobre as enchentes em São Paulo pelo Cidade Alerta, que leva ao ar um jornalismo de prestação de serviços, e não uma campanha para atrapalhar a reeleição da prefeita Marta Suplicy . Se a Record ficar impossibilitada de apresentá-lo, quero saber como ficarão as emissoras de rádio AM com os seus jornais de prestação de serviços e de informações em relação à questão policial, levados ao ar no horário da manhã", indagou.

Governo Lula não tem projeto de Nação

O vice-líder do PSDB no Senado Alvaro Dias (PR) disse que a análise que se faz do atual governo até o momento leva à conclusão que para o presidente Lula e o PT "o mais importante é o projeto de poder em detrimento do essencial: o projeto de Nação". Para o tucano, o essencial para o país neste momento é um pacto pelo crescimento econômico.

SEDE DE PODER - "Confesso que não sinto, não vejo e não percebo nenhuma ação governamental que tenha por objetivo galvanizar as forças sociais em favor da retomada do desenvolvimento econômico para o nosso país. Ao contrário, o que se vê é uma preocupação prioritária com o projeto de poder", afirmou. Alvaro cita como exemplo a reforma ministerial, "que não teve outro objetivo a não ser o de selar um pacto de natureza eleitoral com o maior partido do Congresso, o PMDB, e que passou muito longe daquilo que pudemos reputar como interesse público".

"Trata-se de um pacto meramente eleitoreiro, visando as eleições municipais, que tem como agravante o aparelhamento da máquina pública, com a contratação de apaniguados que reforçam o caixa do PT. Enquanto isso, não há nenhum projeto para o crescimento do país. Não entendo como o governo pode permanecer tão insensível diante do drama e das dificuldades dos brasileiros."

PT virou social-liberal

O deputado Wilson Santos (PSDB-MT) pediu que fique registrado nos anais da Câmara a coluna da semana passada do jornalista Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo. No artigo, intitulado "Lula lá", Frias Filho conclui que "o PT se tornou um partido social-liberal, eufemismo para designar quem migrou da contestação para o conformismo". Segundo o articulista, a explicação "prosaica" para o fato de Lula não estar cumprindo a promessa eleitoral de mudar o modelo econômico estaria no "despreparo pessoal, agora mais visível do que antes, do presidente, pessoa que tem convicções sentimentais sem ter o treinamento técnico ou intelectual para sustentá-las".

Lula cai no ridículo com novo avião

O senador Leonel Pavan (PSDB-SC) disse que o presidente Lula se expõe ao ridículo ao insistir na compra de um avião de US$ 56,7 milhões. Ele comentou o concurso lançado pelo colunista José Simão, da Folha de São Paulo, que pede sugestões para batizar o novo avião do presidente. "Cito aqui apenas alguns nomes sugeridos pelo concurso: Lulinhas Aéreas, PTleco, PTeca, Chalalau Manés, Avoa Brasil e Air Juros - vive nas alturas. E também: Balança Mas Não Cai, Air Fome Zero, Petezão, Tô Nem Aí 1 e Air Force 51. Lula não precisa disso", comentou.

Madeira cobra ações para desabrigados

O deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA) cobrou, da tribuna da Câmara, "ações reais e concretas" do Palácio do Planalto para minimizar o sofrimento dos nordestinos com as chuvas que castigam a região. "Fora algumas piadas de mau gosto, gafes e a mera presença física do presidente às áreas atingidas - após chegar de mais uma de suas viagens internacionais - nada foi feito", afirmou o parlamentar tucano. O deputado também sugeriu que Lula adie por um ano a compra de seu novo avião presidencial e use os R$ 200 milhões para atender aos milhares de desabrigados com as enchentes.

Duarte destaca projeto de combate à pobreza no CE

O senador Reginaldo Duarte (PSDB-CE) destacou a contribuição do projeto São José, desenvolvido no meio rural do Ceará, para redução da pobreza no campo. Criado em 1995 pelo então governador e atual senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o projeto melhorou as condições de vida da população e evitou o êxodo rural. "É um exemplo de ação duradoura, especialmente nesse momento em que o Nordeste sofre com as enchentes", declarou. O projeto, que abrange obras de infra-estrutura como construção de casas e iluminação, é desenvolvido pelo governo estadual em conjunto com a comunidade.

Fogo Amigo

"Quem não tem fidelidade canina a alguns pontos de vista não pode participar do governo, mesmo quando tem o apoio de centenas de petistas." - Deputado Ivan Valente (PT-SP), ao comentar a saída do presidente do Inep, Luiz Araújo, indicado pela corrente petista Força Socialista, da qual Valente também faz parte. Segundo ele, cargos no governo estão sendo ocupados por pessoas ligadas ao que ele chama de "núcleo do sim, senhor", obedientes à cúpula do PT.

PSDB

 
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