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Boletim Eletrônico do Deputado Federal Babá – PT/PA 09 de Julho de 2003

11.07.2003 | Fonte de informações:

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O deputado Babá, esteve no ato realizado em Belo Horizonte, a convite dos companheiros do UNAFISCO, cidade na qual também participou das assembléias do SINDIFISCO-MG e dos Fiscais da Previdência. Tentamos refletir, através de notas de alguns jornais, como foi o primeiro dia da greve e os atos nas principais capitais.

Também, através de moções, cartas e manifestos recebidos, que aqui reproduzimos, queremos socializar e contribuir ao intenso debate aberto nas fileiras do movimento sindical, e particularmente entre os petistas, à respeito dos rumos do governo e dos caminhos a tomar por parte dos militantes e lutadores petistas e socialistas.

Infelizmente, foi muito reduzido o número de parlamentares petistas a estarem presentes nos atos do dia 08 contra a reforma da previdência. Mas a força demonstrada neste primeiro dia de greve, deve fortalecer o ânimo de todos os servidores, cimentar a unidade entre eles e com todos os parlamentares e dirigentes que não enrolam as bandeiras, e se mantêm firmes com os compromissos assumidos com a classe trabalhadora. Se fomos capazes de barrar a reforma de FHC, temos que fortalecer a greve para derrotar também esta Reforma reacionária, à serviços do sistema financeiro.

1) Notas da Greve – O Globo 09 de Julho Sem apoio da CUT, servidores vaiam Lula, Dirceu e Berzoini em protestos

Balanço da Greve - O Globo – 09 de Julho de 2003 - PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS: Trinta das 52 universidades federais pararam. As universidades estaduais paulistas (USP, Unesp, Unicamp) decidiram entrar na greve em 11 de agosto. No Rio, pararam UFF, UFRJ, Rural e UNI-Rio. Dos 43 mil professores, 30 mil estão em greve. SERVIDORES DE UNIVERSIDADES: Servidores de 19 das 42 universidades estão em greve, inicialmente por 72 horas e, a partir do dia 17, por tempo indeterminado. Das 19 que aderiram, seis estão paradas indefinidamente (Ouro Preto, MT, UnB, PR, SC e RS). FISCAIS E AUDITORES DA PREVIDÊNCIA: O setor tem mais de cem unidades e 4.500 funcionários. Segundo o sindicato, a greve atingiu 100% nas capitais. A paralisação da categoria é por 48 horas. SERVIDORES DO JUDICIÁRIO: Atingiu 40% da categoria. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a paralisação foi total. No Paraná e na Bahia, fizeram greve os funcionários da Justiça do Trabalho. Em São Paulo, Rio, Alagoas e Rio Grande do Norte a paralisação é de 72 horas. SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, DA SAÚDE, DO TRABALHO E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Segundo o sindicato, a categoria parou 100% em algumas capitais e 70% em oito estados. Em Alagoas, a paralisação foi de 90%; no Rio, de 100%, e em SP, de 80%. Em todo o país foi comprometido o serviço de concessão de benefícios. Em SP, 60 mil pessoas deixaram de ser atendidas nas 16 agências; no Rio, ficaram comprometidos os serviços nos hospitais da Lagoa, de Bonsucesso, de Traumato-Ortopedia e o Instituto Nacional do Câncer (Inca). SERVIDORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA E ENSINO PROFISSIONAL: Pararam 13 das 50 instituições, o que corresponde à metade dos servidores; dos 20 mil funcionários, dez mil pararam; a greve atingiu oito Centros Federais de Educação Técnica (Cefets) e o Colégio Pedro II. AUDITORES FISCAIS DA RECEITA: Das 64 delegacias, 63 pararam. A greve é por três dias. SERVIDORES DO IBGE: No Rio, parou a maioria dos 4.500 funcionários, que representam 45% dos dez mil servidores do IBGE no país. Pararam também servidores em outros dez estados (BA, PR, RS, PE, ES, SC, MT, MS, AP e RR). SERVIDORES DO PODER EXECUTIVO: Pararam em 15 estados (BA, DF, MS, PA, RN, RS, SP, AM, CE, ES, MT, PE, RO, SC e RJ). Os setores mais mobilizados foram o Incra e a Receita Federal, além do Ibama e da Fundação Nacional de Saúde. BELO HORIZONTE, RECIFE e SÃO PAULO. Sem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), servidores públicos federais de todo o país não pouparam ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Previdência, Ricardo Berzoini, em suas manifestações contra a reforma da Previdência. Em frente à Secretaria da Fazenda de São Paulo, cerca de 600 pessoas fizeram o enterro simbólico da proposta do governo para a reforma da Previdência, com direito a rabecão, coroa de flores e caixão. Lula e seus ministros foram vaiados sempre que tiveram seus nomes mencionados. — Fora já! Fora já daqui, com essa reforma e o FMI — gritavam os manifestantes, incentivados por sindicalistas que representavam 22 entidades dos servidores. — O ato, que durou pouco mais de uma hora, fechou completamente a Avenida Rangel Pestana, obrigando a PM e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a desviarem o trânsito do local, o que causou congestionamento no centro de São Paulo. — Além de faixas de protesto, alguns manifestantes portavam bandeiras do PSTU. — Onde está o presidente Lula? Reunido com os banqueiros? Deveria estar aqui na rua, com o povo — bradou o presidente da Associação dos Procuradores de São Paulo, José Damião de Lima Trindade. Babá protestou ao lado de servidores em BH Em Belo Horizonte, o protesto com cerca de mil servidores ganhou o reforço do deputado radical João Batista Oliveira de Araújo, o Babá (PT-PA), que está ameaçado de expulsão por ser contrário à reforma da Previdência. Babá, que participou de uma caminhada ao lado dos manifestantes, foi ovacionado ao dizer que está decepcionado com as ações do governo Lula. — Se eu for expulso, será por ser defensor do verdadeiro PT — disse — Já os funcionários do Banco Central em Minas preferiram protestar de forma diferente. Em vez de faixas e cartazes, eles usaram mesas, cadeiras e guarda-sóis, e um café da manhã com suco, refrigerante e guloseimas. Em vez de passeata, preferiram jogar baralho e dominó e tiveram até aulas de bordado. — Em Pernambuco, 35% dos servidores teriam parado — Os sindicatos que representam 35 mil servidores públicos federais em Pernambuco calcularam ontem em 35% o índice de adesão à greve. Os principais focos de paralisação foram os postos da Previdência Social que não funcionaram e os ambulatórios dos hospitais da rede pública. Os maiores hospitais públicos de Recife, o Agamenon Magalhães, o Getúlio Vargas, o Geral de Areias e o Barão de Lucena, tiveram funcionamento precário. — O Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco, era o único da rede pública que não tinha sido afetado ontem pela greve. Mas a partir de hoje passa a funcionar também em regime de emergência. Os servidores e professores fizeram uma assembléia e decidiram também parar as atividades por tempo indeterminado. Com a decisão, 349 professores cruzam os braços e quase 24 mil alunos ficam sem aula. Também houve passeatas e atos públicos em Brasília, na Esplanada dos Ministérios; no centro de Salvador e em outras capitais.

2) MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE Brasília, 26 de junho de 2003.Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais - CNESF

ASSIBGE/SN; ANDES/SN; CONDSEF; FASUBRA Sindical; FENAFISP; FENAJUFE; FENASPS; SINASEFE; SINDILEGIS; UNAFISCO Sindical.

Para Deputado João Batista Araújo (PT-PA)

A Plenária Nacional dos Servidores Federais realizada em 14/06/03, reconhecendo a atitude de coerência e de coragem que tem pautado as intervenções de V.Exª no embate contra a proposta de reforma da previdência e, por repudiar o tratamento que vêm recebendo todos aqueles que estão ousando discordar das mudanças pretendidas pelo governo, manifesta-lhe total e irrestrita solidariedade, bem como aos demais companheiros parlamentares que têm empenhado o prestígio de seus mandatos na luta em defesa dos direitos das classes trabalhadoras.

3) Cartas de Belo Horizonte

a) Nobre Deputado João Batista - Babá,

Tive um enorme prazer ao participar da manifestação dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, ocorrido hoje em Belo Horizonte, sendo que eu estava fazendo encenação da situação em que se encontra o servidor e os serviços públicos deste país, e fiquei orgulhoso de ter podido apertar as suas mãos.

Queria que soubesse o significado que pra mim existe naquele gesto de simples aperto de mão, pois ele traduz o cumprimento de um enorme número de pessoas que estão caladas pela "democracia" interna do PT.

Minha felicidade se materializou ainda quando vossa compareceu na Assembléia do fisco estadual e deu o seu recado, não imagina como suas palavras nos ajudou na tomada de decisões tão importantes que estão sendo colocadas a nossa frente. Ouvindo suas palavras e a clareza das mesmas só me resta agradecer a Deus pela iluminação de sua mente. Aceite meus sinceros votos de vida longa e resistência.

Abraços José Roberto Medeiros Serv. Público Estadual – 8 de julho de 2003

b) Deputado,

Sou funcionária concursada da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e estava presente ontem, 08/07, à assembléia que contou com sua participação.

Gostaria, primeiramente, de lhe falar sobre a importância de sua participação na nossa Assembléia. Foi uma rajada de ar puro que elevou os ânimos de todos nós e serviu para dar mais firmeza ao nosso movimento. Em segundo lugar, como eleitora antiga do PT e uma dos milhões de brasileiros que depositaram toda sua esperança no governo Lula, quero dar-lhe os parabéns (a você e seus três companheiros de honestidade) por se manter íntegro e coerente enquanto seus antigos companheiros vão se entregando a interesses estrangeiros.

Depois da enorme decepção que venho sentindo, ouvir sua fala me trouxe o alívio de saber que ainda há pessoas honestas e comprometidas com os ideais do Partido dos Trabalhadores.

Agradeço e retribuo oferecendo meu apoio e meu voto em próximas eleições. Continue assim, é disso que nosso país precisa. Um abraço, Ana Cláudia - Fiscal do Estado de Minas/Juiz de Fora-09/07/2003

4) MOÇÃO DE REPÚDIO AO DEPUTADO MAURÍCIO RANDS

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Unafisco Sindical Delegacia Sindical em Recife, reunidos em assembléia nacional, no dia 04 de junho de 2003, decidiram por unanimidade encaminhar a Vª Exª uma moção de repúdio ante sua atuação como relator da Reforma da Previdência, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. O relatório apresentado por V. Exª é a negação de toda sua trajetória como defensor dos trabalhadores e uma traição aos que acreditaram nos compromissos históricos do Partido dos Trabalhadores – PT. Recife, 03 de julho de 2003. - Unafisco Sindical-DS-Recife- Jayme de Castro Montenegro Filho – Presidente

5) Campanha: Seu futuro pode estar no poste! Ligue para 0800-619619 e exija do seu deputado que luta pela retirada da PEC-40. Caso não se consiga a retirada, que vote contra.

6) MANIFESTO DE LANÇAMENTO DO POLO DE RESISTÊNCIA SOCIALISTA * - Recife – Julho de 2003

(lançado na Plenária de 28/06 na Plenária de militantes e dirigentes do Coletivo Socialista, Tribunal de Contas, Judiciário Estadual, Professores do Recife, Servidores Municipais de Olinda e Camaragibe, docentes da UFPE e UFRPE, Fiscais da Previdência, Sindicato dos Químicos, Judiciário Federal, dirigentes estudantis do DCE da UFPE, mandatos da vereadora Ceres (PT/Olinda) e dos deputados Federais Babá e Luciana Genro

Vivemos um tempo de crise aguda do sistema capitalista mundial. Esta crise, que não se expressa apenas nos países periféricos como o Brasil, mas também nos centros políticos e econômicos mundiais, como os Estados Unidos, Europa e Japão, impulsiona o imperialismo a atacar cada vez mais os trabalhadores de todos os países. As agressões ao povo afegão, aos iraquianos, as constantes ameaças a Cuba, Irã, Corea do Norte e demais povos, assim como a ALCA na América Latina, são parte do arsenal dos senhores imperiais para tentar resolver sua grave crise econômica.

No Brasil, os trabalhadores, a juventude e demais segmentos populares, resistem heroicamente contra todos os ataques impostos pelo imperialismo. Desde a ditadura militar, passando pela nova república de Sarney, pelo fora Collor, pelos dois anos do governo de Itamar Franco e finalmente pelos oito anos de FHC, as mais recentes gerações da classe trabalhadora brasileira souberam resistir aos ataques contra seu nível de vida, e também construíram alternativas de organização política e de disputa de poder na sociedade.

Nesse período, foram construídos o PT, a CUT, o MST, reconstruídas a UNE e a UBES, e tantas outras organizações, que serviram de ferramenta a milhares de ativistas e militantes socialistas que brotavam das incontáveis lutas sociais.

Hoje, passados tantos anos, as organizações e lideranças políticas construídas nesta caminhada chegaram aos principais postos políticos do país, culminando com um operário na Presidência da República. No entanto, as políticas que vêm sendo implementadas por esses governos, sobretudo pelo governo Lula, além de sequer iniciar o rompimento com o neoliberalismo, vêm na contramão do programa histórico do PT e dos interesses das camadas populares da sociedade; pelo contrário, tais políticas: só atendem aos interesses do sistema financeiro internacional.

Na ponta deste processo de degeneração política está a proposta de reforma da previdência, em que o governo Lula propõe a retirada de direitos e a privatização deste verdadeiro patrimônio do povo brasileiro. Além dessas medidas, outras de cunho não menos neoliberal são anunciadas, como a manutenção da medida provisória de FHC que impede vistorias do INCRA em áreas ocupadas pelos sem-terras, a reforma trabalhista e sindical, a autonomia do Banco Central, manutenção e ampliação do superávit primário para atender ao pagamento da imoral dívida externa. Para fechar o cenário de aprofundamento da entrega do país aos interesses do imperialismo, Lula foi aos Estados Unidos no final do mês de junho para fechar, pessoalmente, a data para implementação da ALCA.

É diante deste quadro que amplos setores dos trabalhadores, intelectuais, parlamentares, colocam-se de forma crítica em relação aos rumos que o governo Lula e a direção do PT querem impor à esquerda brasileira. Em nome da coerência e da defesa dos interesses dos trabalhadores, não há como se calar diante de tantas contradições do governo Lula. No entanto, até mesmo o direito de crítica e discordância com os rumos do governo federal vem sendo vítima da intransigência política do núcleo dirigente do governo e do PT. Tamanha falta de democracia tem vitimado todos aqueles que se colocam contrários às medidas antipopulares dos novos governantes, em especial: a senadora Heloísa Helena, os deputados federais Babá, Luciana Genro e João Fontes. E no contesto regional a Vereadora Ceres Figueiredo, submetida a uma comissão de ética espúria, pelo fato de manter a sua assinatura na instauração de uma CPI destinada à apuração de irregularidades que vêm ocorrendo na FUNESO - Fundação de Ensino Superior de Olinda.

Nós, que subscrevemos este manifesto, somos trabalhadores, sindicalistas, lideranças populares, militantes da juventude, petistas e não petistas, que nos impomos o desafio de manter erguidas as bandeiras de luta e de defesa das reivindicações históricas dos trabalhadores. Não aceitamos a lógica da submissão às regras do grande capital, que só servem para ampliar a exploração e a opressão ao nosso povo. Por isso nos lançamos a construir um Polo de Resistência Socialista, para combater a dispersão da militância, causada pela desilusão no governo Lula; para combater de forma mais organizada a truculência da direção do PT contra os militantes coerentes; para contribuir na luta contra o oportunismo na esquerda brasileira; para combater os ultraesquerdistas que não compreendem a magnitude do momento histórico; para reafirmar que a luta popular segue sendo o único caminho a ser perseguido pela classe trabalhadora para alcançar as transformações sociais que nos levarão ao socialismo.

· Todo apoio às lutas populares contra as medidas neoliberais !

· Por um plano emergencial de combate ao desemprego !

· Todo apoio à luta pela reforma agrária !

· Não à ALCA !

· Pelo rompimento com o FMI !

· Contra a reforma da previdência – Pela retirada da PEC 40/03 ! · Todo apoio à greve dos servidores !

· Contra a punição aos parlamentares coerentes !

· Em defesa do socialismo !

7) TODO APOIO À LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E AOS RADICAIS DO PT; HELOÍSA HELENA, BABÁ, LUCIANA GENRO E JOÃO FONTES

Rio de janeiro, julho de 2003 Mais de 50 milhões de votos levaram Lula à Presidência da República. Infelizmente as medidas do novo governo tais como a manutenção de superávit primário até o fim do mandato para pagar a dívida aos banqueiros, compromisso de implementação formal da ALCA até 2005, alteração da Lei de falências, manutenção da MP que impede a avaliação, para fins de reforma agrária, de terras ocupadas, contingenciamento de verbas da área social, entre outras, demonstram que o governo de Lula/Alencar (PT/PL) dá continuidade, aprofundando, o modelo econômico de FHC/FMI. A proposta de Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional, encaminhada por Lula e uma Comitiva dos 27 governadores, é, no momento, o exemplo mais gritante desta continuidade do modelo anterior e dos compromissos assumidos pelo governo com seus "novos parceiros", o FMI e o Banco Mundial por um lado e por outro o PTB, PMDB, PP e os grandes empresários do país. Representados uns na figura de Meirelles no Banco Central e outros em Furlan, Roberto Rodrigues, Ciro Gomes e as várias nomeações no 2º e 3º escalões do governo. A espinha dorsal desta autêntica contra-reforma é garantir a previdência complementar privada, ou seja, abrir a previdência para os famigerados fundos de pensão. Taxar os inativos, descontar pensionistas, aumentar a idade mínima para a aposentadoria visa garantir a acumulação primitiva de capital para financiar os fundos: é o velho capitalismo sem riscos. Essa reforma, além de prejudicar os servidores públicos que ficaram mais de oito anos sem aumento de salário, não traz nenhum benefício para os filhos da pobreza. Ao contrário, leva a um funcionamento ainda pior dos serviços públicos essenciais de saúde, educação e assistência. O toma lá dá cá, tônica do governo FHC, para garantir as votações contrárias aos trabalhadores no Congresso mantém-se. A própria imprensa tem expressado isso. O funcionalismo público já está em pé de guerra para enfrentar esta proposta. Os radicais do PT são a manifestação, no parlamento, desta luta contra as reformas do governo que retiram direitos da classe trabalhadora. É inadmissível a perseguição que se estabelece contra os radicais. Heloísa, Babá e Luciana foram levados à Comissão de ética do PT, por terem a ética de manter o mesmo discurso e a mesma prática que fizeram grande o PT: defender e representar os trabalhadores, seus interesses e suas lutas. João Fontes foi indiciado por divulgar o que Lula sempre pensou. Não toleraremos quaisquer punições contra os quatro radicais. As correntes petistas, militantes, dirigentes e ativistas que assinamos este documento assumimos diante dos companheiros radicais e dos trabalhadores brasileiros um compromisso inabalável: Os radicais não estão sozinhos, qualquer punição, será uma punição a todos nós. Necessitamos fortalecer um amplo movimento que unifique os petistas que não abandonam as bandeiras históricas que fizeram grande o PT, que unifique a esquerda em torno das verdadeiras transformações que nosso país precisa. Seguimos lutando por um plano econômico a serviço dos trabalhadores, que rompa com os ditames do FMI e a dívida para garantir saúde, educação salário, emprego e terra. Seguimos lutando por um governo dos trabalhadores. Aos demais companheiros petistas que, assim como nós, se recusam a enrolar as bandeiras convidamos a se somarem conosco neste movimento. SOMOS TODOS RADICAIS! Contra a reforma da previdência Nenhuma punição aos parlamentares radicais Assinam este documento: Paulo Eduardo Gomes (Vereador PT - Niterói) Renatinho (1º suplente de Vereador PT - Niterói) Cláudio Gurgel (Dir. Reg. PT-RJ) Ronei de Aguiar (Executiva PT-Itaboraí) Aldimar (Coordenação Setorial Comunitário PT-RJ) Jorge Máximo (PT-UERJ) Antonio Coscarelli (PT-UERJ) Eurico Zimbres (PT-UERJ) Josemar Carvalho (DM-PT Niterói) Miguel Malheiros (DM-PT Niterói) Luis Carlos - Barba (DM-PT - Niterói) Claúdia March (2ª vice-pres. Regional ANDES) Waldir Lins de Castro (2º Vice-Presidente ADUFF

Júlio Figueiredo (ADUFF) Eliane Slama (SINTUFF) Jamil (SINTUFF) Lígia Martins (SINTUFF) Pedro Cesário (SINTUFF) Rogério da Silva (SINTUFF) Luciana Amaral (Comando de Greve Trab. UFF) Pedro Rosa (Comando de Greve Trab. UFF) Avanir Pontes (SINDPERJ) Fátima Guedes (SINPRO Niterói-São Gonçalo) Luis Antônio Barreto (SINCAFI) Maria da Glória (AFHEAN) Perciliana Rodrigues (SINTUPERJ) Renato Aranha (SINPRO Niterói-São Gonçalo) Valéria Corci (Departamento de Saúde - SINDSPREV) José Ricardo (ATSUSNSG) Jorge Gomes (Saúde Niterói) Arlei Assucena (Fórum Fluminense em Defesa da Previdência Pública) Claudia Reis (Fórum Fluminense em Defesa da Previdência Pública) Roberto Morales (Comitê de luta contra a ALCA) Glauco Silva (Comitê de luta contra a ALCA) Silaedson “Juninho” (Vice-Presidente UBES) Douglas Pinheiro (DCE-UFF) Thaís Coutinho (DCE - UFF) Luiz Fernando (DCE-UFF) Marcio Malta (DCE - UFF) Alcleir (UMES-Itaboraí) Luciano (UMES-Itaboraí) Patrícia (UMES-Itaboraí) Leo Ibase (UEDC) Lúcia (UEDC) Rafael (Pró-UMES Rio Bonito) Letícia (Frente de Grêmios de São Gonçalo) Enir (Frente de Grêmios de São Gonçalo) Beatriz Bastos (CA História - Uni-Rio) Daniel Nunes (DAGEO - UFF) Maíra Alves (CAECO - UFRJ) Patrícia Cordeiro (CAFAU - UFRJ) Eloísa (GEBRIC) Leonardo (GEBRIC) Patrícia (GEBRIC) Leandro Tavares (Grêmio do H.Lage) Warley (Pró-Grêmio Liceu - Niterói) Alessandro Carneiro (Núc. Dom Hélder Câmara) Beatriz dos Santos (Núc. Dom Hélder Câmara) Bruno Mathias (Núc. Dom Hélder Câmara) Déa Cozzolino (Núc. Compartilha) Jaqueline Sousa (Núc. Dom Hélder Câmara) Paulo César de Abreu (Núc. Dom Hélder Câmara) Beto Banwart (rede brasileira de eco-socialismo) Georgia Mocelin (Rede brasileira de eco-socialismo) Liliana Maiques (Marcha Mundial de Mulheres) Cyd de Holanda (Núc. Compartilha Elídio Marques (Núc. Compartilha) Luciano Coutinho (Núc. Compartilha) Marcelo Cozzolino (Núc. Compartilha) Maria Clara Rodrigues (Núc. Compartilha) Daniel Sousa (PT - Niterói) Edith David (PT - Niterói) Eduardo Henrique (PT - Niterói) Gustavo França (PT - Niterói) Jorge Medeiros (PT - Niterói) Manuel Gomes (PT - Niterói) Mariângela Caetano (PT - Niterói) Mariângela Caetano (PT - Niterói) Martinha Mendonça (PT- Niterói) Mariana Pardal (PT - Niterói) Vera Coimbra (PT - Niterói) Wilson Lima (PT- Niterói) Rodrigo Dutra (PT- Duque de Caxias) Carol Dique (PT - São Gonçalo) Ana Claudia (Col. Itapuca IV) Mabeli (Col. Santos Dias) Ana Cláudia - Kau (UERJ - BF) Patricia Araujo (UERJ - BF) Daniel Monteiro (Filosofia - UERJ) Henrique Maffei (História - UFRJ) Karine (História - UFRJ) Evandro Junior (Serviço Social – UFF) Marcelo de Souza (Geografia - UFF) Marcos Alexandre (Geografia - UFF) Olandir Junior (Geografia - UFF) Rodolfo Lobato (Ciências Sociais -UFF) Patrícia (Letras - FEUDUC) Fabiano Amaral (Direito–UCAM) Josie Lessa (Fisioterapia - Estácio de Sá) Bloco Classista e Socialista (BCS - CST/MTP) Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) Movimento por uma Tendência Proletária (MTP) Reage PT Movimento Esquerda Socialista (MES)

CONTATOS: Daniel UFRJ – 98769271; Henrique Maffei 93839628; Miguel Malheiros – 94243910; Roberto Morales – 97783378; Mandato Vereador Paulo Eduardo Gomes Tel. 26136797 gabinete@pauloeduardo.com.br Bloco Classista e Socialista (CST-MTP) Tel. 2719-5594

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