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PT: 95% de filiados destacam importância de reformas

08.07.2003 | Fonte de informações:

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As duas propostas têm o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos 27 governadores estaduais.

A maioria (84%) também considera que as reformas são "muito positivas" (24%) ou "positivas" (60%). São 8% os que não vêem importância nas reformas (não consideram positivas ou negativas), enquanto 3% as consideram "negativas" e 1% "muito negativas" , ao passo que 3% não opinou.

Em relação à reforma da Previdência, que prevê mudanças basicamente para os servidores públicos, 87% dos filiados e filiadas ao PT são a favor. Apenas 8% dizem ser contrários. Outros 5% não opinaram ou não souberam responder.

Quando questionados sobre pontos específicos da proposta, 77% concordam totalmente ou em parte com a criação de um regime único de Previdência para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. Outros 16% discordam em parte ou totalmente da proposta. Já 8% não opinaram ou não souberam responder.

Também 77% dos entrevistados são favoráveis à criação de um teto máximo de aposentadorias para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, que pela proposta em tramitação no Congresso seria equivalente hoje a R$ 2.400,00. Dos filiados e filiadas ao PT, 17% são contrários. E 6% não opinaram ou não souberam responder.

Para aqueles que desejam receber na aposentadoria mais do que os R$ 2.400,00, 62% dos petistas concordam com a criação de fundos de previdência complementar, mas 31% se dizem contrários à idéia. Outros 9% não opinaram ou não responderam.

Teto e inativos

Em relação à criação de um teto para as aposentadorias do setor público, equivalente a aproximadamente R$ 12.700,00 (salário mais benefícios de um ministro do Supremo Tribunal Federal), 61% dos filiados e filiados ao PT declaram ser a favor, e 33% dizem ser contra. Neste caso, 7% não opinaram ou não souberam responder.

A maioria dos petistas também é a favor da cobrança de uma contribuição solidária dos servidores públicos inativos e dos pensionistas do setor público. Dos entrevistados, 59% declaram apoio à proposta, contra 34% que se dizem contrários. Também 7% não opinaram ou não souberam responder.

Os filiados e filiadas ao PT se dividem apenas quanto ao manutenção de um sistema de previdência exclusivo para os servidores públicos. Do total, 45% são a favor e 46% são contra – o que configura um empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Também neste item ocorre o maior percentual de indecisos: 10% não opinaram ou não souberam responder.

Sistema de impostos

A aprovação à reforma tributária atinge, entre os petistas, patamares semelhantes à da Previdência, de acordo com a pesquisa Ibope: 86% dos entrevistados são a favor. Apenas 6% declaram ser contrários à medida, percentual abaixo dos que ainda não tem opinião formada (8% não opinaram ou não souberam responder).

Uma maioria expressiva de filiados e filiadas ao PT (73%) declara ser a favor de uma das principais medidas da reforma tributária, a unificação das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Ao mesmo tempo, 76% são favoráveis ao fim da guerra fiscal entre os Estados, o que ocorre hoje devido às diferentes alíquotas de ICMS, e 73% defendem a unificação das alíquotas em todo o país. Os petistas contrários às propostas somam, respectivamente, 12% e 16%. Em ambos os casos, 12% não opinaram ou não souberam responder.

Ainda em relação ao ICMS, 59% são a favor da cobrança no destino – o que beneficia os Estados consumidores em detrimento dos Estados produtores. Dos entrevistados, 26% são contrários a essa proposta, ao mesmo tempo em que 17% não opinaram ou não souberam responder.

Já para os Estados que exportam produtos 64% dos petistas são a favor de reduções dos impostos dos produtos e serviços vendidos ao exterior, enquanto 27% são contrários. Já 8% não opinaram ou não souberam responder.

Em relação à tributação sobre a riqueza, os filiados e filiadas ao PT emitem opiniões de graus diferentes: 80% são favoráveis a impostos sobre grandes fortunas, mas 57% defendem uma tributação maior sobre as heranças. Os contrários a essas propostas somam, respectivamente, 10% e 26%. Já os indecisos representam, respectivamente, 11% e 17%.

Os petistas se dividem novamente quanto o assunto é a manutenção da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Dos entrevistados, 50% são contra a proposta e 41% a favor. Neste caso, 10% não opinaram ou não responderam.

Partido dos Trabalhadores

 
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