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"FH deixou país de joelhos às exigências externas"

08.05.2004 | Fonte de informações:

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As afirmações foram feitas ao comentar as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em palestra, na última quarta-feira, na USP, afirmou que a política externa do governo Lula buscaria o isolamento ao tentar buscar parcerias com países da África e do Oriente Médio.

“Creio que o ex-presidente deve ter algum problema de consciência em relação à política externa que vigorou durante seu governo porque durante oito anos ficamos de joelhos em relação às exigências externas, principalmente aos EUA, enquanto que com Lula, recuperamos o bloco do Mercosul, criamos o G-20 (grupo de países liderados pelo Brasil nas decisões da última reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio – OMC, realizada no México) e, com soberania, estamos negociando e abrindo novos caminhos comerciais”, ressaltou Dr. Rosinha.

Ainda segundo o petista, o governo Lula tomou a iniciativa de ampliar as negociações para a África, continente que, segundo Dr. Rosinha, o governo anterior “deu às costas”. “Lula foi buscar lugares novos que o Brasil ignorava, e é o um grande erro do ex-presidente querer questionar a política externa implantada por Lula”.

Diversidade

A deputada federal Maninha (PT-DF), 1ª vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, também comentou as declarações do ex-presidente e afirmou que, ao contrário do governo anterior, a política externa implementada pelo governo Lula tem feito o caminho inverso, negociando tanto com a União Européia, quanto com países do Oriente Médio. “Política externa é diversidade, e avançamos muito em comparação com o governo anterior”, ressaltou.

Segundo Maninha, o ex-presidente deveria refletir antes de avaliar a política externa do governo Lula “Ele deveria rever que, durante seu governo, a política externa passou por um processo de negociação, no qual o Brasil ficou sempre numa posição tímida, seja em relação à Alca, ao Mercosul ou no que diz respeito a acordos bilaterais”.

A deputada afirmou, ainda, que hoje, o país tem na China um dos principais parceiros. “Não consigo entender a crítica já que, por uma avaliação simples, você percebe que buscamos parceiros em todo o mundo. Formamos o G-20 (grupo de países liderados pelo Brasil nas decisões da última reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio – OMC, realizada no México), a Índia se tornou um dos nossos principais parceiros, portanto, a nossa política joga por terra as avaliações do ex-presidente”, disse.

Elogios

Questionada sobre se o debate no âmbito da Alca estaria, como afirmou o ex-presidente no campo puramente ideológico, Maninha explicou que “quando não se tem argumentos para discussões, os raciocínios tendem sempre a colocar a questão no âmbito ideológico”. Segundo Maninha, a postura do Brasil está sendo elogiada pelos empresários, pelo setor agrícola.

"O que o presidente Lula tem insistido na política externa é que queremos que respeitem a nossa soberania e sejam ressaltadas as simetrias econômicas e sociais. Na realidade, o governo não tem tratado a Alca como único fim para o desenvolvimento, logo não vejo como ideológico, pois temos procurado defender os interesses desde empresários a agricultores, dos grupos dos setores de pequenas empresas. O debate que se faz sobre a Alca é no interesse comercial propriamente”.

A deputada concluiu dizendo que, talvez por não ser interessante para os EUA, o desenvolvimento das negociações do modo como estão ocorrendo deram uma pausa.

“Contudo, estamos defendendo o acesso a mercados com proteção à nossa agroindústria, estamos fazendo com que o nosso principal tratado comercial – o Mercosul – não sofra nenhum processo de desgaste, mas que se torne mais consistente ainda. Dizer que o governo Lula está ideologizando o debate é uma caracterização para sair do debate que interessa. Durante o governo FHC, a Alca não avançou e o Mercosul quase acabou”, afirmou Maninha. PT

 
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