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A Voz da Oposição

08.03.2004 | Fonte de informações:

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Os líderes do PSDB na Câmara, Custódio Mattos (MG), e no Senado, Arthur Virgílio (AM), foram pessoalmente cobrar de Bastos segurança para o correligionário, ameaçado de morte. Na audiência, os líderes também pediram a lista de perguntas feitas pela Polícia Federal ao ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz.

CRUEL -"Nós temos mais interesse na segurança do senador Antero do qualquer outra entidade ou pessoa", assegurou Bastos, que determinou proteção especial da Polícia Federal para o senador desde ontem. Ao ministro, Antero demonstrou preocupação com sua família. "Quero segurança para eles, tenho o dever de pedir isso." O senador revelou ter recebido ligações anônimas, que persistem mesmo com a troca do número dos telefones. Virgílio considerou as circunstâncias da morte do primo de Antero "heterodoxas". "Bandido comum dá tiro, esfaqueia, e não carboniza. Isso é coisa de mafioso. Exatamente o tipo de gente que se envolveu com esse Waldomiro." Para Custódio, é imprescindível uma investigação rápida e rigorosa para um crime tão cruel.

Thomaz Bastos também garantiu que as peguntas feitas a Waldomiro serão enviadas a Virgílio. "Com elas em mão, vamos exaustivamente repetir e perguntar o que ele só quer responder em uma hora conveniente, com comportamento típico de bandido", adiantou o senador.

Assassinato brutal de primo de senador choca tucanos

Os líderes do PSDB na Câmara, deputado Custódio Mattos (MG), e no Senado, Arthur Virgílio (AM), lamentaram a morte do primo do senador Antero Paes de Barros (MT), seqüestrado e brutalmente assassinado. Seu corpo foi encontrado ontem carbonizado em Cuiabá.

SANTO ANDRÉ - "O episódio precisa ser imediatamente investigado. Os requintes de crueldade levantam dúvidas sobre o caso. Ainda mais nesse momento em que o senador Antero e sua família são alvo de ameaças", avaliou Custódio Mattos.

O líder Arthur Virgílio considerou "mais do que grave" o assassinato de Luiz França Neto, primo de Antero. Ele afirmou que o partido não se intimidará a qualquer forma de ameaça e vai lutar pela investigação do caso. "Foi um crime típico de esquadrão da morte. Alertei que Antero estava sendo seguido e nenhuma decisão foi tomada. Agora a vida do senador e da sua família estão nas mãos do governo Lula", disse o tucano.

Virgílio também afirmou estar provado estatisticamente que "quem se mete com esse pessoal dá pelo menos azar". "Seis pessoas envolvidas no Caso Santo André foram assassinadas", lembrou. "Estou preocupado que esse azar, que acaba de atingir o Antero, bata em mim ou em qualquer outro brasileiro", ressaltou.

Aloysio: faltam só 3 assinaturas para abertura de CPI no Senado

O vice-líder do PSDB na Câmara deputado Aloysio Nunes Ferreira (SP) anunciou ontem que faltam apenas três assinaturas para a abertura de uma CPI no Senado para investigar as atividades do ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, acusado de recolher propina para campanhas do PT. O anúncio foi feito ontem após reunião da Executiva Nacional do PSDB, realizada na sede do Instituto Teotônio Vilela (ITV). O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) é o responsável pela coleta das assinaturas.

OPERAÇÃO ABAFA - "O PSDB manifesta seu compromisso de apurar todos os fatos relacionados ao caso Waldomiro e suas possíveis ramificações com o governo Lula. Estamos respaldados pela opinião pública, que já expressou ser relevante a elucidação do episódio", afirmou.

Presente à reunião no ITV, o presidente do PSDB, José Serra, acusou o governo Lula de impedir as investigações do escândalo Waldomiro. "É óbvio que o PT está conduzindo a operação abafa. Até a CPI dos Bingos no Senado está sendo barrada pelo Partido dos Trabalhadores", disse Serra.

O tucano também cobrou coerência do PT, que ao longo de sua história sempre se portou como defensor da ética. "Agora era a hora do PT mostrar sua coerência. Só a apuração dos fatos poderá mostrar se as acusações procedem ou não", afirmou. Serra disse ainda que a instalação de uma CPI para analisar o caso será benéfica para o país. "Inclusive para o governo, que poderá se livrar da sombra desse processo bastante desagradável que o relaciona ao jogo de influências e loterias."

Alvaro espera que assassinato não tenha conotação política

O vice-líder do PSDB no Senado Alvaro Dias (PR) espera que o assassinato do primo do senador Antero Paes de Barros (MT) não tenha conotação política, mas que seja "uma infeliz coincidência". Para ele,seria dramático para o país se houvesse qualquer relação com a postura "implacável" do senador no combate à corrupção e a investigação "do propinoduto no governo, que transformou o quarto andar do Planalto numa espécie de bagaceira moral da República". NOVAS DENÚNCIAS - O senador tucano disse que a CPI para investigar o caso Waldomiro se torna cada dia "mais urgente e importante", na medida em que surgem novas denúncias, como o cancelamento por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) dos contratos firmados entre a TBA e o Serpro, influenciados por Waldomiro Diniz.

"Não quero aqui discutir a ação da Polícia Federal e do governo na investigação do caso. No entanto, é importante dizer que o computador de Waldomiro no Planalto foi lacrado pelos seus colegas de trabalho, mas a Polícia Federal ainda não pediu a máquina para a Casa Civil, assim como os documentos do ex-assessor, passados 19 dias da denúncia".

Frossard não acredita em apuração do governo

"O governo do PT e seus aliados tentam empurrar o caso Waldomiro para um canto, onde a ausência de investigação e a falta de punição alimentam a impunidade." Essa foi a avaliação da deputada Juíza Denise Frossard (RJ) a respeito das manobras para impedir a instalação de CPI para apurar o escândalo. "É possível acreditar na possibilidade de o caso ser esclarecido exclusivamente pela Polícia Federal ou pela sindicância do próprio Planalto? Não, assim como também não acredito em Papai Noel", afirmou a deputada.

Senado aprova voto de aplauso a FHC

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou o voto de aplauso ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelo prêmio que ele recebeu da Fundação Fulbright, "em reconhecimento ao trabalho e aos esforços em favor da aproximação entre os diferentes países e pela consolidação democrática e a estabilidade econômica alcançadas ao longo de seu governo. Também em decorrência dos investimentos de seu governo nas áreas de saúde, educação e desenvolvimento social, consideradas modelares pela ONU". O requerimento de aplauso foi apresentado pelo líder Arthur Virgílio (AM).

Líder estranha alívio de Bastos após depoimento

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), estranhou a atitude do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que disse ter ficado aliviado ao saber que Waldomiro Diniz só falará em juízo. "Bastos declarou que o dia de anteontem foi nota 10, mas para quem?", perguntou. O tucano insistiu na necessidade de uma CPI para investigar as denúncias, visto que além da Polícia Federal demorar para cumprir os mandados de busca nesse caso, os documentos de Waldomiro foram lacrados e estão sob a guarda de seus próprios colegas no Planalto. "Essa é a investigação séria do governo?", questionou.

Governo é responsável por mau desempenho da economia

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) responsabilizou ontem o governo Lula pelo péssimo desempenho da economia brasileira no ano passado. Segundo o IBGE, em 2003 o PIB caiu 0,2%, pior resultado desde 1992. "No ano passado, enquanto assistimos a uma queda na renda do trabalhador, baixo crescimento da economia e aumento do desemprego, os bancos registraram o maior lucro de toda a história do sistema financeiro brasileiro, o que evidencia a orientação do governo Lula de privilegiar o capital financeiro em sua gestão", afirmou Tasso.

CONSERVADORISMO - O líder do PSDB na Câmara, deputado Custódio Mattos (MG), endossou as críticas à política econômica adotada pelo Planalto. "Os índices obtidos são resultado direto de uma política conservadora e recessiva que não ocorria desde a gestão Collor", afirmou.

Durante a reunião, Tasso também condenou a inoperância do PT no repasse de verbas para os desabrigados das enchentes deste verão no Nordeste. Segundo o deputado Aloysio Nunes Ferreira (SP), até agora os municípios atingidos pelas chuvas não receberam nenhum centavo sequer do governo federal. "Depois da visita do presidente Lula, nada mais ocorreu", afirmou o tucano.

O deputado também informou que o PSDB vai apoiar o requerimento de urgência do projeto de reforma política elaborado pela comissão especial da Câmara.

Goldman: aparelhamento do Estado é retrocesso inaceitável

O deputado Alberto Goldman (SP) classificou a atitude do governo Lula de transformar o Estado em aparelho partidário como "um desserviço e um retrocesso inaceitável para o país". Isso porque a ocupação dos cargos é feita sem se levar em conta a qualificação ou sequer a história das pessoas nomeadas pelo PT. "Carteirinha de partido ou a certidão de serviços a ele prestados não é elemento suficiente para o exercício do poder em qualquer grau de direção", afirmou. De acordo com o tucano, a ocupação e o uso ilimitado e sem princípios dos cargos públicos visa apenas "manter e reproduzir o poder conquistado".

PONTA DO ICEBERG - Para Goldman, o caso Waldomiro é apenas a "ponta de um iceberg" que revela o modo de operar petista: a centralização na direção partidária, a partir dos cargos ocupados, das responsabilidades de obtenção de recursos para as campanhas eleitorais. "Após a vitória eleitoral, essa forma de pensar tomou conta do governo e de seu partido hegemônico", disse.

O tucano lembrou que em 2002 os responsáveis pelas finanças e organização do PT, comandados pelo então presidente do PT, José Dirceu, ganharam o poder de transitar pelos ministérios e até operar indicações, mesmo sem exercerem quaisquer funções governamentais. "Esses desvios de conduta sempre existiram, mas é um fato novo que eles tenham como matriz o partido dominante, que como um câncer ameaça se espalhar pelo organismo governamental", comparou. Diante desse quadro, Goldman disse que é preciso resistir "para não haver a destruição dos ganhos duramente obtidos na construção da democracia no país".

Fogo Amigo

"O Partido dos Trabalhadores, aos 24 anos de vida, está na encruzilhada. Sabe de onde veio mas não sabe ao certo para onde vai. O PT está vivendo, ao longo dos últimos anos, um processo de abandono silencioso da cultura que lhe projetou como o mais importante partido da esquerda brasileira."

- Deputado Chico Alencar (PT-RJ), constatando o quadro de contradições e incoerências que atualmente caracterizam sua legenda.

Eu sei o que vocês prometeram na eleição passada

"Iremos implantar um programa de bibliotecas nas escolas públicas de ensino fundamental e médio." - Trecho do documento Uma Escola do Tamanho do Brasil, parte do programa de governo petista. Os ridículos 0,19% executados da rubrica Distribuição de Acervos Bibliográficos no Orçamento de 2003 comprovam a distância astronômica entre as promessas de campanha e as ações concretas do governo Lula. De acordo com dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos, dos R$ 133 milhões autorizados, apenas R$ 250 mil foram gastos.

Serra: CPI do Bingo não invalida a de Waldomiro

Os presidentes nacionais do PSDB, José Serra, e do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), voltaram a defender ontem a instalação imediata de uma CPI para o caso Waldomiro Diniz. De acordo com os dirigentes partidários, que almoçaram juntos, a CPI do Bingo não invalida outra exclusiva para investigar o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil.

ELEIÇÕES - "Uma CPI não invalida a outra. Há uma identidade entre o PSDB e o PFL quanto à necessidade de se investigar melhor essas denúncias do caso Waldomiro Diniz, sem pré-julgamentos", disse Serra. Na avaliação do tucano, "o não-exame desse caso só favorece a instabili-dade política e econômica do país".

De acordo com Bornhausen, "é sempre melhor fazer uma investigação no Congresso Nacional para que se possa estabelecer a verdade, com amplo direito de defesa". O pefelista crê que a necessidade de uma CPI aumentou depois que Waldomiro se negou a falar perante a polícia. "A alegação do governo de que por meio do inquérito policial poderia se chegar a alguma conclusão se mostrou ineficaz", disse.

O encontro serviu ainda para articular as alianças municipais das eleições de outubro próximo. "Essa reunião foi também para, uma vez nos aproximando no plano nacional, sinalizar que podemos formar alianças em diferentes municípios do Brasil", afirmou José Serra."O que queremos traduzir aos nossos diretórios munici-pais para as eleições é que não há nenhum problema em termos de coligação, respeitadas as peculiaridades locais", informou Bornhausen.

Tucanos e pefelistas estão unidos a favor da CPI

O líder do PSDB na Câmara, Custódio Mattos (MG), saiu do almoço de ontem com o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), convencido de que o encontro serviu para reforçar a sintonia fina na esfera nacional entre as duas legendas de oposição ao governo Lula. Para o tucano, essa aproximação deve ser reproduzida, sempre que possível, nas eleições municipais. "É de interesse dos dois partidos que esse bom relacionamento se reproduza nos municípios", disse. Ele afirmou que PSDB e PFL estão unidos pela instalação da CPI do ex-assessor de Dirceu. "Continuaremos a lutar juntos por uma comissão específica para o caso Waldomiro ", garantiu o líder.

Virgílio pede convocação de tesoureiro do PT

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio(AM), pediu que a Comissão de Fiscalização e Controle convide o tesoureiro do PT e da campanha de Lula, Delúbio Soares, para uma audiência pública . O objetivo é esclarecer reuniões das quais ele teria participado no Palácio do Planalto para tratar de assuntos como nomeações e liberações de emendas de interesse de governadores. Virgílio baseou o requerimento em denúncia do jornal Folha de S. Paulo do último dia 28. "É preciso deixar clara qual a participação e as atribuições de Delúbio no governo, embora ele não tenha cargo", justificou Virgílio.

Para Alvaro, 2003 foi um "exterminador de riquezas"

O vice-líder do PSDB no Senado Alvaro Dias (PR) afirmou que 2003 foi "um ano exterminador de riquezas no Brasil". Ele citou números que provam essa tese, como a queda no PIB de 0,2% e a redução no consumo das famílias em 3,3%. Segundo ele, o país sofreu com recordes históricos de desemprego, paralisia dos investimentos e lucros excepcionais dos bancos. O senador comparou os resultados da política econômica brasileira - seguidora da cartilha do FMI - com a da Argentina, que rompeu com o Fundo. Os dados mostram como o país vizinho teve bom desempenho econômico em 2003 ao tomar essa atitude. "A comparação demonstra os erros do modelo adotado pelo governo brasileiro", afirmou.

Hauly aponta indícios de improbidade no governo

Improbridade administrativa e desrespeito ao Código de Ética são duas falhas contundentes observadas pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PR) no governo do PT. Ele cobrou do presidente do TCU,Valmir Campelo, resposta para o fato de o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, se manter no cargo de conselheiro da Acesita indicado pela Petrus, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. Em dezembro, Hauly questionou o fato à Comissão de Ética Pública da Presidência e à Controladoria - Geral da União, mas não teve resposta. "É inegavelmente um ato de improbidade administrativa", afirmou.

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