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BUSH NA TERRA DO SAMBA E DO FUTEBOL

07.11.2005 | Fonte de informações:

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O BrasilSat passa por eles com uma bandeira brasileira, então há o diálogo: "Um satélite está passando. Tem uma bandeira nele. Olha, são os caras que ganharam a Copa do Mundo".

Os responsáveis pela propaganda, que não era nem a SMP&B, nem a DNA Propaganda, relataram exatamente o que o Brasil representa para os países desenvolvidos. O Brasil é lembrado como a terra do carnaval e do futebol, ou seja, insignificante no cenário internacional, especialmente, quando um presidente brasileiro, nesse caso, Fernando Collor de Mello, comparece à abertura da Copa do Mundo de 1990, na Itália e quando seu sucessor, Itamar Franco legaliza o contrabando dos vitoriosos atletas da seleção brasileira em 1994 que não poderiam ser importunados, num momento de festa, com questões alfandegárias, quando conquistaram algo tão importante para o Brasil.

Também, nesse sentido, o âncora do Jornal Nacional da Rede Globo, William Bonner noticiou: "Os seis dias que abalaram o Brasil". Não foi sobre uma rebelião que ocorreu ou qualquer coisa de maior importância. Foram apenas, os seis dias em que não se sabia se Ronaldo iria ou não, participar da final da Copa do Mundo de 1998.

Agora, os caras que ganharam a Copa do Mundo têm um corinthiano na presidência, que só sabe falar de futebol, mas, mesmo assim, esperam ser reconhecidos internacionalmente com, por exemplo, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, mas, para tanto, precisam do apoio do companheiro Bush.

Bush veio à Cúpula das Américas, com o único propósito de tentar ressuscitar a ALCA que certamente salvaria a economia de seu país e, para isso teve um aliado, o puxa-aaco presidente mexicano, Vicente Fox, mas Bush já chegou à Cúpula desgastado, graças, a recepção calorosa organizada pelo presidente venezuelano, Hugo Chavez que chamou para si,, a atenção que seria, naturalmente, do presidente norte-americano..

Chavez, a propósito, que despreza tanto Bush, está cada vez mais parecido com ele, pois, para tentar desviar a atenção dos problemas internos, está tentando colocar seu povo em um estado de paranóia, declarando, por exemplo, que seu país pode ser invadido pelos EUA e, para proteger seu povo está até mesmo, adquirindo armamento russo financiado, principalmente, pelos altos preços do petróleo que, ao menos para Chavez, quanto pior a crise, melhor. Ao Contrário do que Lula apregoou, Chavez não é um exemplo de democracia, pois está, entre outras coisas, censurando a imprensa local.

Chavez que quer ser um novo Simon Bolívar, na verdade, está, com suas ações de extrema esquerda, parecendo-se mais com um outro venezuelano famoso, o terrorista Illich Ramirez Chavez, digo, Sanchez ou Carlos, o Chacal que não seria de se admirar, se fosse uma espécie de ídolo para Chavez.

Quanto a visita de Bush ao Brasil, foi apenas porque Bush talvez saiba, orientado por seus assessores, que, se estiver a sós com Lula, longe do Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que é possível que consiga convencê-lo a apoiar a ALCA, especialmente se ele lembrá-lo que o Corinthians é líder do Campeonato Brasileiro, mas, para isso, seus assessores deveriam orientá-lo bem a respeito do futebol do Brasil, eis que Bush conhece apenas futebol americano e deve torcer pelo Dallas Cowboys. Por isso, talvez, uma conversa reservada de 1 hora.

Bush poderia ter copiado seu antecessor, Bill Clintonn que, quando de sua visita ao Brasil, em 1997, fez um gol numa quadra de futebol, no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro e fazer um gol no campo de futebol da Granja do Torto, depois d churrasco.

A propósito, na ocasião da visita de Clinton, a embaixada norte-americana distribuiu um comunicado aos membros da comitiva alertando que no Brasil, a corrupção era endêmica. Isto, muito antes de mensalões e similares.

Lula, se possuísse capacidade intelectual e malícia suficientes, poderia tentar enganar Bush, como ele fez com Lula na questão do Haiti, prometendo-lhe um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e prometê-lo apoiar a implantação da ALCA se os EUA cumprissem a determinação da OMC e suspendessem os subsídios ao algodão que foi uma vitória brasileira como uma batalha de Davi contra Golias; só que, desta vez, Golias não aceitou a vitória de Davi.

Bush também aproveitou sua visita ao Brasil para mostrar ao povo de seu país, o quanto seu presidente é preocupado com a segurança que, obviamente, faz parte da política de paranóia do medo. Para isso, o governo brasileiro montou a Operação América - aparentemente o presidente Lula também vê a novela - que consistiu em um esquema de segurança jamais visto no Brasil, para uma só pessoa, preparado em conjunto pelas forças de segurança brasileiras e norte-americanas.

Os caras que ganharam a Copa do Mundo e o Corinthiano têm que aprender que, para se obter respeito internacional, não é necessário ter uma pot^encia militar, mas é necessário ter uma economia forte; um povo e se possível, um presidente educado; investir-se em pesquisa, saúde, habitação, saneamento básico, infra-estrutura, entre outras coisas. Também é necessário um presidente que se dê ao respeito, ao contrário do que fez, por exemplo, o fantoche Fernando Henrique Cardoso que, em plena crise dos Bálcãs em 1998, fez uma visita de cortesia a Clinton.

O Brasil não dispõe deste tipo de líder no momento e, pelas opções que estão se apresentando, pouco se pode esperar. Mas, afinal, quem se importa. O Brasil penta campeão mundial de futebol. Ao menos nesse ponto, há respeito.

Jose Schettini Petropolis, BRASIL

 
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