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XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMISTAS É OFICIALMENTE ABERTO EM NOITE CONCORRIDA

07.10.2005 | Fonte de informações:

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A conferência inaugural do evento foi proferida pelo professor-doutor Carlos Lessa, economista, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), cuja palestra versou sobre Projeto Nacional de Desenvolvimento. Na ocasião, o economista João Paulo de Almeida Magalhães, ex-conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (COFECON), foi agraciado com a medalha Personalidade Econômica do Ano.

O auditório da Centro de Cultura e Eventos da UFSC ficou pequeno para comportar tantos convidados, palestrantes e e! studantes de Economia que compareceram ao evento. Um grupo de crianças da escola 9 de julho entoou o Hino Nacional Brasileiro, na abertura, e posteriormente cantou canções populares que em suas letras homenageiam diversos estados brasileiros – a exemplo do Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina.

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL Quando de seu discurso de abertura do Congresso, o presidente do COFECON, Sidney Pascoutto, foi ovacionado pela audiência ao declarar que há 15 anos o debate econômico brasileiro está emperrado e que o grande desafio que se apresenta ao Brasil, hoje, é construir um Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Falando para uma platéia majoritariamente composta de jovens estudantes de Economia, Pascoutto disse ter ficado perdida em um passado distante a época em que a juventude podia sonhar com mobilidade social. Segundo ele, hoje, este sonho parece cada dia mais distante. “o Brasil precisa oferecer perspectivas aos jovens e os economistas têm um papel fundamental neste processo de mudança - que conduza o país à justiça social - com menos exclusão e violência.

SELIC Deixando o script de lado, o vice José Alencar falou de improviso e ressaltou, em sua fala, que quando critica a política monetária do Banco Central (BC) não significa dizer que esteja aplaudindo uma política econômica irresponsável do ponto de vista fiscal. “Eu não abro mão da responsabilidade fiscal”, declarou Alencar. Justamente por isto, disse condenar as taxas básicas de juros do BC - Selic. Segundo Alencar, as taxas de juros brasileiras estão equivocadas e situadas em um patamar muito superior à média internacional. “A taxa básica real de 40 países é, em média, de 1,5% ao ano. A do Brasil é de 14% ao ano”. Para ele, “o debate econômico não pode ser sepultado”, concluiu ele.

CARLOS LESSA O economista Carlos Lessa empolgou os presentes com seu pronunciamento. Ácido em suas críticas mas ao mesmo tempo bem humorado, Lessa passou o Brasil a limpo – de Getúlio a Lula – e condenou veementemente a política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Ele falou ainda da flutuação do câmbio, das reservas brasileiras e das taxas de juros – “uma das mais elevadas do mundo”. Para Lessa, “a inclusão social dos milhões de brasileiros que se encontram à margem do processo histórico do país é o grande desafio que se apresenta hoje ao Brasil.

FOLCLORE Uma das atrações finais do XVI Congresso Brasileiro de Economistas foi a apresentação de dança do grupo folclórico Eintrachtvolkstrazgruppe, de Blumenau, famoso em Santa Catarina pelas apresentações que faz quando da Oktoberfest – festa de origem alemã que acontece no Estado, em outubro, e que atrai centenas de turistas a Santa Catarina.

O XVI Congresso Brasileiro de Economistas prossegue até a próxima sexta-feira, 7, com diversas atividades programadas: palestras, lançamento de livros, cursos e apresentação de trabalhos técnicos.

CONTATO: Rita de Cássia Arruda Assessora de Imprensa do Conselho Federal de Economia (61) 3224-4385 e 9596-8893

 
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