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Emprego e Orientação Profissional

06.01.2005 | Fonte de informações:

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Todo ano, 1,5 milhão de jovens brasileiros aparecem no mercado de trabalho em busca de emprego. Mas, ao invés de surgirem novas vagas, o modelo econômico atual do Brasil tem retirado o emprego de quem já o tinha. É fácil de se entender isto. Cada 1% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) equivale a 300 mil novos empregos. Nos últimos oito anos, o Brasil cresceu a uma média de 1,8% ao ano. Para efeito de comparação, em apenas um ano da ditadura militar (1978), o Brasil cresceu 16,54%, ou seja, somente em 1978 foram criados mais empregos do que os últimos oito anos somados.

E os jovens ainda estão indecisos quanto à carreira. Cerca de 91% dos alunos do segundo grau não escolheram a profissão que vão seguir. Nesse contexto, o orientador profissional auxilia o sujeito a se conhecer melhor e obter informações essenciais sobre a realidade, o que vai facilitar a sua escolha e o seu projeto de vida.

O primeiro momento da orientação profissional é o do autoconhecimento. Nele, o sujeito (e seu contexto de relações) vai ser trabalhado por meio do diálogo, da escuta, de técnicas e testes psicológicos a fim de identificar seus próprios gostos, interesses, valores, características, habilidades, sua auto-imagem, projeto de vida, as expectativas, influências da família, meio social, mídia etc.

O segundo momento é o conhecimento da realidade profissional. O brasileiro é mais pobre de informações essenciais do que de bens materiais. O psicólogo orientador vai auxiliar o sujeito na busca das informações sobre a realidade e sobre as profissões, como por exemplo: o que são, qual o mercado de trabalho, onde se realizam, quais as possibilidades de atuação, que cursos, locais de trabalho ou universidades a se visitar, que profissionais entrevistar, que informações sobre currículos buscar etc.

Quanto mais bem-informado e consciente da realidade o orientando estiver, melhores serão as suas escolhas. Existe desemprego hoje no Brasil porque o projeto político que foi importado dos Estados Unidos exige o desemprego e a destruição da economia brasileira. Não tem sentido, em um país em que tudo está por ser feito, haver desemprego. Só existe o desemprego porque o projeto político do Brasil (projeto neoliberal) nada tem a ver com a realidade brasileira.

As medidas executadas e discutidas pelo governo brasileiro não partem de um projeto político próprio, da experiência, interesse, vontade ou necessidade nacional. Partem de uma ordem, de uma imposição, de um projeto de dominação ditado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). O FMI, ao lado dos juros financeiros, cobra juros políticos que representam a entrega da soberania nacional.

Quando o Brasil executar um projeto político nacional que baseie a economia na nossa poupança interna (podemos utilizar também a poupança externa das grandes empresas de investimento, mas não a do fundo) conquistaremos a soberania, a independência e acabaremos com o desemprego.

Leandro Barcelos de Souza Moreira Psicólogo e Orientador Profissional Email: leandronacionalista@ig.com.br

 
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