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Inflação cai

05.07.2005 | Fonte de informações:

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Os trabalhadores que ganham salário mínimo passaram a comprometer menos sua renda para comprar os produtos que compõem a cesta básica em junho. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), a parcela do salário mínimo líquido (após os descontos referentes à previdência) necessária para a compra da cesta básica no último mês era de 57,5%, contra 59,01% em maio. Em junho de 2004, o comprometimento do mínimo era de 64,27%.

"O salário mínimo teve um reajuste no mês de maio acima do IPC", explicou o supervisor do Escritório Regional do Dieese em São Paulo, José Silvestre. "Esse conjunto de produtos que compõem a cesta básica, na média, subiu abaixo do que subiu o salário mínimo e isso se verifica tanto do ponto de vista da quantidade de horas (trabalhadas) necessárias para se adquirir esses produtos como também da sua participação líquida".

Inflação em queda

O valor da cesta básica em junho diminuiu em 12 das 16 capitais pesquisadas. As maiores baixas foram verificadas em Brasília (-7,37%), Belo Horizonte (-6,81%) e Belém (-5,08%). Já algumas capitais nordestinas registraram as quatro elevações de preços no último mês: Aracaju (3,06%), João Pessoa (3%), Fortaleza (1,96%) e Recife (1,01%).

O resultado de junho, segundo o Dieese, é o oposto ao verificado em maio, quando todas as 16 capitais apresentaram altas de preços. Para o Supervisor do Escritório Regional do Dieese em São Paulo, José Silvestre, o resultado de junho comprova a existência de uma tendência de queda na inflação.

"De maneira geral, desde maio alguns índices já apontavam tendência de queda da inflação. A cesta básica, especificamente nos alimentos, veio apontar isso no mês de junho. (A queda) se deveu ao recuo de alguns produtos que têm peso significativo dentro da Cesta, como tomate, açúcar e arroz", disse.

"Os índices de junho que já foram divulgados têm mostrado claramente uma tendência de recuo da inflação, com uma contribuição expressiva dos produtos industrializados, em particular aqueles ligados à área de alimentação", acrescentou.

A pesquisa do Dieese constatou que, no acumulado de janeiro a junho, houve elevação de preços em todas as 16 capitais, com destaque para Recife (20,69%), Fortaleza (16,41%) e João Pessoa (14,2%). As menores altas foram verificadas em Brasília (2,54%), Belém (2,78%) e Rio de Janeiro (4,16%).

Segundo José Silvestre, apesar da elevação generalizada, a média das capitais foi baixa. "Ao mesmo momento que algumas cidades têm alta expressiva no conjunto das cidades, há uma alta relativamente pequena na média das 16 capitais", disse.

Partido dos Trabalhadores

 
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