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PIB cresce há oito trimestres consecutivos

05.06.2005 | Fonte de informações:

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Com o resultado dos três primeiros meses de 2005, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas do País, apresenta crescimento há oito trimestres consecutivos, desempenho que não ocorria desde 1995. A tendência de expansão do PIB, que foi retomada no ano passado, é conseqüência de ações adotadas pelo governo, desde 2003, para combater a inflação, equilibrar as contas fiscais e promover o crescimento sustentado da economia..

Os indicadores do IBGE mostram que no primeiro trimestre de 2005 houve crescimento de 0,3% em relação ao último trimestre de 2004. A pesquisa ainda aponta um incremento no PIB de 2,9% do primeiro trimestre de 2005 em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,6 % no acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2005 em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O setor que apresentou melhor desempenho no trimestre avaliado foi a agropecuária com crescimento de 2,6%. As exportações de bens e serviços seguiram a trajetória de crescimento, iniciada no primeiro trimestre de 2003, e obtiveram expansão de 3,5%.

Também em relação ao primeiro trimestre de 2004, as exportações de bens e serviços cresceram 13,6% e as importações 12,2%. Este é sexto semestre seguido de crescimento tanto para exportações como para importações.

Crescimento sustentável

Em 2003, o governo lançou as bases para que o país voltasse a crescer e de forma sustentável. A inflação que ficou em 12,5% em 2002 caiu para 7% em 2004. A dívida pública, principal indicativo da qualidade das contas públicas passou de 55,5% do PIB em 2002 para 53,7% no ano passado e continua caindo. O resultado veio em 2004 quando o PIB obteve o melhor desempenho dos últimos dez anos com incremento de 4,9%. "É a primeira vez na história em que há saldo de conta corrente sem recessão e com a economia crescendo", destaca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A estabilidade econômica conquistada nesses dois anos e cinco meses se reflete em indicadores importantes para o país. As exportações brasileiras continuam batendo recordes e pelo terceiro mês consecutivo no ano ultrapassaram os US$ 9 bilhões mensais. Com o bom resultado do mês anterior, as vendas externas, no acumulado (janeiro a maio) subiram para US$ 43,472 bilhões e as compras do mercado internacional atingiram US$ 27,826 bilhões. Com isto, o saldo positivo na balança chegou aos US$ 15,646 bilhões, ante US$ 11,205 bilhões do mesmo período do ano passado. No acumulado de doze meses (junho/2004 a maio/2005) as exportações estão em US$ 105,968 bilhões.

Os números do emprego também apresentam os melhores resultados desde que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi criado. Até o final de abril foram abertos mais de meio milhão de postos de trabalho no Brasil. Nos últimos 12 meses houve crescimento de 6,54% totalizado mais de 1,5 milhão de novos empregos gerados. Os setores que mais geraram empregos em 2005 foram os serviços (246.772 postos), a indústria de transformação (131.108 postos) e o comércio (29.573 postos).

O novo salário mínimo, em vigor desde 1º de maio, trouxe um aumento real de 8,5% beneficiando 46 milhões de brasileiros. Até o fim do ano, esse reajuste vai injetar R$ mais de R$ 13 bilhões na economia, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além disso, o incentivo às operações de microcrédito e de crédito consignado (empréstimos em condições especiais com desconto na folha de pagamento) injetaram novos recursos na economia e garantiram o acesso da população de baixa renda aos serviços financeiros, contribuindo para a geração de trabalho e renda.

As operações de microcrédito aumentaram significativamente, em 2004, em decorrência, principalmente, da destinação de 2% de todos os depósitos à vista dos bancos públicos e privados, com taxas limitadas a 2% ao mês. Até o final de 2004, já tinham sido criadas mais de 4,6 milhões de contas correntes e de poupança simplificadas nos bancos oficiais, isentas de tarifas e de CPMF. Entre agosto de 2003 e dezembro de 2004, foram realizadas mais de 4 milhões de operações de microcrédito envolvendo R$ 1,18 bilhão, por bancos oficiais e privados.

Ao mesmo tempo, o volume de recursos de crédito consignado aumentou 89% entre janeiro e dezembro de 2004, passando de R$ 6,3 bilhões para R$ 11,9 bilhões. A participação do crédito consignado no valor financiado pelas instituições financeiras para pessoa física cresceu de 25,5%, em 2003, para 34,3%, em 2004

Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República

 
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