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A Voz da Oposição

05.02.2004 | Fonte de informações:

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Ele participará de um ato político do partido com a presença de líderes tucanos no estado e pré-candidatos às eleições municipais deste ano. A viagem também tem como objetivos divulgar as ações e propostas do PSDB, fortalecer a legenda para a disputa eleitoral e aproximar a Executiva Nacional das lideranças regionais.

PARTIDO EM ASCENÇÃO - Situada no sertão pernambucano, Arcoverde é sede regional de 40 municípios governados pelo PSDB. Ao visitar a cidade, Serra atende um pedido dos eleitores da região que, em pesquisa feita pelo partido, apontaram o líder tucano como a figura política nacional de maior projeção na região.

A visita ganha ainda maior importância pelo fato de o PSDB ter sido o partido que mais cresceu no estado em 2003. "A falta de ação do governo tem feito com que os eleitores percebam o erro eleitoral cometido na eleição de 2002", avalia o senador Sergio Guerra (PE), organizador da visita do presidente tucano. "A população do sertão esperava mais do governo Lula, justamente por ser ele filho da pobreza, mas o encanto acabou", declarou o tucano. Em reunião da Executiva Nacional do PSDB realizada em janeiro, ficou acertado que José Serra visitará as cidades consideradas mais importantes estrategicamente para as eleições deste ano. Antes da ida a Pernambuco, o presidente tucano vai a Natal.

Fiasco do Programa Fome Zero

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), ficou sem entender as razões para comemorar um ano do Fome Zero diante dos "tímidos resultados apresentados pelo programa do governo Lula ".

CRÍTICAS - "Ao contrário do que prega o presidente no exterior, o Fome Zero não exibe resultados compatíveis com a grandiosidade com que foi lançado em 30 de janeiro de 2003", avaliou a parlamentar, que em abril do ano passado já alertara para o potencial fiasco da iniciativa governamental. Segundo ela, "apenas 3,6 milhões de famílias receberam o Bolsa-Família, número muito abaixo dos 50 milhões de pobres que seriam atendidos, conforme anunciado na campanha". Esse número seria menor também do que a meta de 25 milhões, anunciada quando o presidente Lula assumiu o Planalto.

Além disso, foram distribuídas apenas 1,3 mihão de cestas básicas e a arrecadação de doações em dinheiro é inferior aos R$ 9,2 milhões obtidos pela campanha Criança Esperança. Lúcia Vânia disse ainda que as críticas não são apenas da oposição, mas também de setores representativos da sociedade civil, como CNBB, Pastoral da Criança e Ordem dos Advogados do Brasil, que cobraram ousadia e urgência do presidente Lula.

Inércia do governo prejudica produtores de leite

O senador Eduardo Azeredo (MG) exigiu do governo Lula ações concretas em relação à crise da Parmalat. Segundo ele, a concordata da empresa no Brasil afeta o setor leiteiro e assume feições cada vez mais graves sobre a economia, o meio rural e a segurança alimentar, já que a produção leiteira nacional deverá cair com o abate do rebanho para amortizar as dívidas dos produtores.

FALTA DE PRUDÊNCIA - "O governo não agiu preventivamente porque o Ministério das Relações Exteriores não nos alertou sobre a crise do grupo Parmalat. E também não tem sido prudente porque não tomou qualquer providência entre os primeiros sinais da crise até o pedido de concordata. E não está sendo convincente, pois está deixando que o pânico e os prejuízos se disseminem no meio rural", afirmou.

Azeredo disse ainda que é preciso impedir a quebra do setor e a conseqüente importação do produto . "O apelo que aqui deixamos é no sentido de o governo tranqüilizar e acalmar, onde e como couber, para que a crise não se alastre e não se propague mais do que o devido", concluiu.

Recuperação Belém-BSB

O deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) fez ontem um apelo ao presidente Lula para retomada das obras de recuperação da rodavia Belém-Brasília. O tucano cobrou o cumprimento do protocolo de intenções assinado pelo vice-presidente José Alencar no ano passado em Anápolis (GO). "As obras nem sequer foram iniciadas. Há trechos nessa rodovia em que só se anda 20 km por hora", disse.

Mais uma gafe do presidente Lula

O vice-presidente do PSDB senador Leonel Pavan (SC) criticou a brincadeira que o presidente Lula fez ontem com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), durante cerimônia do Conselho de Segurança Alimentar (Consea). "Lula perguntou ao governador se ele estava fugindo da chuva ou se tinha medo de se afogar, fazendo referência às enchentes que atingem o Piauí. Uma piada de mau gosto como essa é mais grave ainda quando feita pelo presidente", avaliou.

Pavan lembrou que enquanto os senadores apelam ao governo por ajuda aos flagelados das chuvas, "o presidente brinca com a desgraça do povo". "Medo de morrer afogado? Sim, o Brasil tem medo de se afogar na falta de apoio, de atenção e de sensibilidade", declarou.

O tucano disse ainda que Lula tem causado mal-estar no Congresso com suas brincadeiras "de humor duvidoso e que podem levar o país ao caos e a instabilidade econômica". "Alguém pode respeitar quem brinca com coisa seria? Quem investirá num país governado por um presidente brincalhão? Presidente Lula, respeite o cargo. Deixe de debochar de quem o elegeu", pediu.

João Tenório propõe Frente de Inclusão Social

O senador João Tenório (AL) propôs a criação de uma frente parlamentar com o objetivo de aprofundar o debate sobre as estratégias de inclusão regional e assim superar o que considera "o grande drama da miséria sertaneja". "Pode uma nação aspirar a ser grande quando nem mesmo tem capacidade de superar as enormes diferenças econômicas e sociais existentes em seu próprio território?", questionou. Para o tucano, o assunto requer bom senso, "porque não se pode mais minimizar o sofrimento do nordestino com recursos de outras regiões". Tenório disse que é preciso pensar e discutir um modelo eficaz para enfrentar esse desafio secular.

Abertura de 41 mil vagas no governo é "escândalo"

A deputada Yeda Crusius (RS) classificou de "escândalo" a abertura de 41 mil novas vagas para o serviço público este ano. O número de contratações previstas para 2004 é 250% superior às admissões autorizadas pelo governo FHC em 2002 e representa 78% do total de postos abertos por concurso público durante os oito anos da gestão tucana. O governo calcula que as contratações deverão custar aos cofres públicos R$ 400 milhões.

PERVERSA - "Ao mesmo tempo em que o governo impõe o aumento da Cofins para os trabalhadores, em especial no setor de serviços, anuncia a criação de 41 mil novos cargos. Está claro que essa contribuição perversa que prejudica as empresas domésticas e inviabiliza a geração de novos empregos no país irá pagar as contratações", avaliou a parlamentar.

A deputada gaúcha também disse que as contratações servirão para melhorar o relacionamento do governo com sua base eleitoral, composta historicamente por servidores públicos. "Após a aprovação da reforma da Previdência, as pesquisas de avaliação interna do PT mostram forte desgaste com os funcionários públicos. A medida irá recuperar a base política do governo que já está de olho nas eleições", constatou a tucana.

Yeda Crusius afirmou ainda que o governo Lula não poderá mais alegar falta de pessoal no serviço público para justificar a incompetência administrativa nas áreas social e econômica. "Agora eles não poderão dizer que os resultados continuaram péssimos com a abertura desses novos cargos", afirmou.

Para tucanos, economia sofre com inexperiência e lentidão

O aumento do índice de inflação, que deve alcançar 1% em janeiro, é reflexo da própria política econômica petista. A avaliação é do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), que responsabiliza o Planalto pelo ambiente de insegurança que se instalou nos últimos dias no mercado. "Ao reajustar os preços administrados acima da média e adotar medidas como o aumento da Cofins - que implicará o reajuste de bens e serviços - o governo se torna o principal indutor da inflação", afirmou Thame.

LENTOS - O tucano ressaltou que o cenário atual não estimula a produção e o desenvolvimento. Como conseqüência da manutenção da taxa Selic em 16,5% e da redução dos investimentos estrangeiros, se observa a redução da oferta de bens na economia. Thame, no entanto, não acredita que a equipe econômica possa fazer as correções de rumo necessárias. "Eles são muito lentos. Quando despertarem, o ano de 2004 já terá passado", ponderou.O primeiro vice-líder do PSDB na Câmara, deputado Custódio Mattos (MG), também criticou duramente a política econômica petista. "A decisão de não baixar os juros é incompreensível e demonstra o conservadorismo que se instalou no Ministério da Fazenda", destacou Custódio. Ele criticou a postura de integrantes do primeiro escalão, como o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, segundo o qual o governo não toleraria remarcações de preços. "O Planalto age com muita ingenuidade e inexperiência. Com arroubos dessa natureza, desmoraliza o governo frente aos agentes econômicos", concluiu o tucano.

Governo abandona Piauí nas enchentes

O deputado Átila Lira (PI) criticou a forma como os governos federal e o do Piauí estão lidando com as enchentes que atingem o estado. Segundo a Folha de S. Paulo, o governador Wellington Dias (PT) está distribuindo às vítimas das chuvas camisetas com a estrela do PT e a foto da deputada Francisca Trindade, morta no ano passado. "Em vez de socorrer as pessoas, o governo aproveita para explorar politicamente a situação", disse. Para o tucano, também o governo federal não está dando a ajuda necessária para o estado enfrentar os transtornos provocados pelas chuvas. "Essa é uma reclamação geral dos prefeitos e não apenas de Teresina, governada pelo PSDB", afirmou Átila Lira..

Fogo Amigo

"A política do governo Lula é decididamente neoliberal, o que inviabiliza seus compromissos de campanha. No primeiro ano de seu governo, o trabalho infantil aumentou 50% em relação à administração anterior. Ele ficou sem discurso. Eu sinto uma enorme decepção." - Deputada Luíza Erundina (PSB-SP), uma das fundadoras do PT, revelando todo o descontentamento com os rumos do governo que ajudou a eleger. - Eu sei o que vocês prometeram na eleição passada

"Com as taxas básicas de juros reais muito mais elevadas do que a taxa de crescimento do PIB real, o modelo leva necessariamente a uma deterioração da situação financeira do setor público, a menos que se produzam superávits primários gigantescos e/ou que se submeta o país a um brutal ajuste recessivo. O país necessita é do rompimento dessa lógica perversa." - Deputado Aloisio Mercadante (PT-SP), em 29 de junho de 2002, antecipando o que julgava ser a nova ordem econômica petista para o Brasil. O primeiro ano do governo Lula, no entanto, foi marcado por um crescimento irrisório do PIB (0,4%) e um superávit primário no setor público superior ao exigido pelo FMI. O "ajuste recessivo" e a "lógica perversa", que estariam com os dias contados, se perpetuam no Brasil do PT, com uma força nunca vista. - Números

15% É a taxa de reprovação do governo Lula, segundo o Datafolha. O índice é 4% superior à pesquisa anterior, realizada em outubro. 72% É o percentual dos entrevistados pelo Datafolha que, passado mais de 1/4 do mandato do presidente, acredita não ter o governo cumprido ainda a promessa de combater o desemprego. 17% É, segundo o instituto de pesquisa, a reprovação do petista entre os brasileiros com escolaridade superior - em outubro, esse número era de 10%. 39% É o percentual dos moradores de São Paulo que desaprovam a gestão petista. A avaliação negativa do presidente destaca-se principalmente nas grandes capitais - em Brasília a reprovação é de 24% e no Rio de Janeiro, 21%.

PSDB

 
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