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Reunião da Comissão Nacional do PSOL

04.07.2005 | Fonte de informações:

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Nesta segunda reunião da Comissão, uma pessoa em especial chamou a atenção e encheu de orgulho todos os participantes. Tratou-se da presença do companheiro LEANDRO KONDER, um dos ícones da história da luta comunista no Brasil. Mesmo com sérios problemas de saúde, o grande e bravo companheiro compareceu à reunião: um gesto que simbolizou a força e a resistência da esquerda socialista e democrática, que mantém altiva a luta pelo socialismo. Em sua chegada, Leandro Konder foi aplaudido de pé e longamente, uma singela e justa homenagem a este valoroso camarada. Leandro estava acompanhado de outro gigante da intelectualidade militante da esquerda brasileira e latino-americana, o companheiro Carlos Nelson Coutinho. Ambos, fundadores do PSOL e membros da Comissão Nacional.

A reunião teve dois pontos de pauta: situação política e conclusão do processo de legalização. No primeiro ponto, a reunião aprovou a resolução política intitulada “Fora todos os corruptos e o plano econômico de Lula/FMI”. No segundo, o objetivo central foi a nomeação dos Diretórios Regionais, em conformidade com a legislação eleitoral, mas respeitando acima de tudo as discussões e deliberações vindas das coordenações do PSOL nos estados. Confira, abaixo, a Resolução Política do PSOL:

Fora todos os corruptos e o plano econômico de Lula/FMI

I - Uma crise de desfecho ainda imprevisível A segunda reunião da Comissão Nacional do P-SOL se concluiu num clima de crise institucional anunciada. Por um lado, o Partido dos Trabalhadores faz opção, no apoio às duas últimas decisões do governo Lula, pela adesão definitiva ao campo conservador do cenário político. Isto ficou evidente nas comunicações feitas menos de 24 horas após o presidente Lula ter recebido lideranças expressivas do movimento social organizado, que acorreram ao Planalto para lhe expressar apoio contra manobras golpistasda direita.

No contraponto à exigência condicional de alteração profunda na política de alianças, consolidou-se a proposta de coalizãocom o PMDB, com o aperto de mãos entre o presidente Lula, Michel Temer, Renan Calheiros e Aloísio Mercadante estampado nas fotos de todos os meios de comunicação.

No contraponto à demanda de mudança radical dos rumos da política macroeconômica, veio a afirmação peremptória do ministro Antonio Palocci, em entrevista divulgada ao vivo, pela televisão, de que não haveria alteração no atual modelo macroeconômico. Mais do que mantida, está estendida até 2007 a decisão de operar superávits astronômicos, para pagamento de uma dívida pública nunca auditada. Mais do que mantida, está estendida até 2007 a deliberação de fixar as metas de inflação em 4,5%, o que se traduz na continuação da absurda política de altos índices de taxa Selic, no benefício exclusivo do sistema financeiro, cujos lucros não cessam de bater recordes.

Este cenário, no entanto, tem um dado de imprevisibilidade evidente. É absolutamente impossível afirmar que haverá êxito nas operações de neutralização dos efeitos da CPIs dos Correios, ou nas tentativas de impedir que se instalem as CPIs do Mensalão e dos Bingos, que deverão se estender pelo segundo semestre do ano. A cada dia, fatos novos são revelados, envolvendo nomes estreitamente ligados ao Presidente da República. Uma nova dinâmica, se sobrepondo aos projetos desenhados pela classe dominante que aposta numa versão tupiniquim (PT/PMDB x PSDB/PFL) de disputa eleitoral norte-americana, limitada a democratas x republicanos - pode se impor, em função dos desdobramentos das denúncias e da perda de crédito do governo e aumento da indignação popular. (Texto completo em www.lucianagenro.com.br)

Luciana GENRO

 
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