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MOVIMENTO EDITORIAL E MÚSICA ANGOLANA EM DEBATE NA RÚSSIA

11.10.2004 | Fonte de informações:

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Há cinco anos que a Embaixada de Angola na Rússia privilegia a cultura e as artes como meio de aproximação fraternal e económica com o povo russo. A realização de colóquios, debates, exposições de artes plásticas e espectáculos musicais, tem sido a estratégia cuja visível funcionalidade, tem ajudado a conhecer a alma, a história e a dimensão cultural dos angolanos na Rússia.

Tudo só tem sido possível graças ao empenho da missão diplomática angolana na Rússia, configurada na personalidade do seu Embaixador – General Roberto Leal Monteiro “Ngongo”- uma figura de forte dinamismo e propensão cultural, que vem apostando no prestígio dos angolanos que se destacam na criação artística e na investigação no domínio da cultura.

“Angola Etnias e Nação”, foi tema de debate, no ano 2000, e teve como oradores a Professora Amélia Mingas, o ensaísta Luís Kandjimbo o Professor Victor Kajibanga e a historiadora Rosa Cruz e Silva. A discussão em torno da vida e obra de Agostinho Neto aconteceu em 2001, e teve como principais animadores o Dr. Domingos Peterson, o Dr.Artur da Silva Julio e Carlos Belli Bello.

As Jornadas literárias de Angola levaram à Rússia, em 2002, os escritores, Pepetela, Uanhenga Xitu e Roderick Neone para discussão da génese da literatura angolana, do alembamento e da dimensão política da literatura. Uma brochura contendo as comunicações do debate à volta do tema “Angola: Etnias e Nação”, realizado em 2000, foi lançado em 2003. As artes plásticas angolanas têm sido um dos domínios de referência promocional da Missão Diplomática angolana na Rússia. A exposição de Álvaro Maciera, com o projecto “África Mitológica”, decorreu no 2000. Van e Gumbe estiveram representados, em 2001, numa exposição conjunta denominada “Formas e Cores”.

Em 2002 foi a vez de se juntarem Kidá e Vitó para uma amostra colectiva em homenagem ao Viteix. Gonga e Marcela Costa denominaram “Vertentes Artísticas” a uma exposição realizada em 2003.

Na música destacaram-se as presenças do Duo Canhoto, em 2000, e os Irmãos Kafala, em 2001. O Ballet Nacional deu a conhecer a sua coreografia, em 2000, em vários espectáculos que atrairam investigadores, dançarinos russos e demais interessados.

Em 2001 a cinematografia angolana visitou a Rússia com o Filme Sambizanga, de Sara Moldoror, e Nelisita do Ruy Duarte de Carvalho.

Este ano a Semana do Livro Angolano na Rússia está integrada na XVII edição Feira Internacional do Livro de Moscovo- Angola participa pela quarta vez ao lado da Àfrica do Sul e do Egipto, os únicos países africanos no certame- constituindo um momento de um vasto progama alusivo às jornadas comemorativas do 17 de Setembro, dia do Herói Nacional, Agostinho Neto.

O stand de Angola está presente na Feira de Moscovo com cerca de 350 títulos que vão desde o romance, a poesia, à litertura infanto-juvenil, incluindo títulos de ensaio no domínio da investigação em ciências sociais e humanas, representando o INALD, a editora Kilombelombe e a Chá de Caxinde. O acto inaugural da Feira Internacional do Livro de Moscovo, ocorrido no dia 1 de Setembro, contou com a presença do Embaixador Angolano e seus conselheiros, diplomatas e importantes figuras da política, da religião e da vida cultural russa.

Do extenso programa da semana angolana fez parte um encontro entre editores russos, angolanos e de outras nacionalidades, visita da comunidade diplomática angolana ao stand de Angola, montado na feira, um encontro do Embaixador de Angola com figuras da cultura e representantes da comunicação social russa. Os representantes das editoras angolanas, para além de uma importante visita ao Instituto África da Academia de Ciências de Moscovo e centros turísticos, teve um encontro informal com escritores russos na sede da União dos Escritores da Rússia.

No domínio do cinema exibiu-se o filme “A cidade Vazia”, da realizadora Maria João Nganga, e os professores Jomo Fortunato e Abreu Paxe, animaram os debates em torno da “Música Popular Angolana: contribuições para sua reconstituição histórica”- uma abordagem peridiológica dos momentos mais marcantes da música angolana- e da “Situação do movimento editorial angolano”, respectivamente.

A realização de uma “Exposição das exposições”, perpectivando o balanço, que reunirá os cinco anos de promoção das artes plásticas angolanas na Rússia, e demais actividades culturais são os grandes projectos para 2005, segundo palavras de Tó Bragança- Adido de Imprensa e Cultura.

Jomo Fortunato em Moscovo

 
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