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Moscovo: Comemorada festa da Paz

07.04.2003 | Fonte de informações:

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Discursando no acto central da efeméride da paz, em Moscovo, o Embaixador da república de Angola na Rússia, general Roberto Leal Ramos Monteiro “Ngongo”, disse que “desde o 4 de Fevereiro de 1961 que a nossa terra não conheceu momentos de paz, pois, tivemos que começar por pegar em armas para combater o colonialismo português e ao conquistarmos a Independência, fruto desta luta heróica do nosso povo, tivemos que suportar uma feroz guerra de agressão”.

Na sua alocução, o diplomata referiu que nem a assinatura de diferentes Acordos entre o governo e o líder da Unita, Jonas Savimbi, lograram que o nosso povo tivesse paz, pois, quer em Gbadolite, em 1989, quer em Bicesse, em 1991, quer ainda em Lusaka, em 1994, todos estes acordos, alcançados com o apoio da Comunidade Internacional, foram torpedeados pela ambição daquele homem, pois depois da assinatura de cada Acordo ele reacendia a guerra cada vez com maior intensidade.

Por isso, o “dia 22 de Fevereiro de 2002, a morte de Savimbi neste dia, pelas forças armadas angolanas, permitiu que, finalmente, se avistasse a luz no fundo do túnel e marca, sem dúvida, o renascer da esperança da conquista de uma paz definitiva para o nosso heróico povo, pois, Savimbi era o único obstáculo a esta paz”, sublinhou o Embaixador Ngongo.

De acordo com o general Ngongo, encerrado o ciclo de guerra, um ano depois, a situação no nosso país é hoje caracterizada por uma paz duradoura onde o governo tem dado amplos sinais da sua disposição de continuar a promover a reconciliação e a reconstrução nacional, realizando o seu programa económico e financeiro com a monitorização do Fundo Monetário Internacional.

Por sua vez, o Embaixador dos Camarões e decano em exercício dos diplomatas africanos acreditados em Moscovo, André Ngongang, felicitando o povo angolano por ocasião do dia da paz, salientou que quando nós os africanos temos problemas, devemos manifestar a nossa solidariedade, pois o fim da guerra em Angola marca o inicio de uma convivência pacífica entre os seus filhos.

Para o diplomata camaronês, o esforço e empenho do Governo e do povo angolanos, desempenhados para a conquista desta paz, devem servir de exemplo para todos aqueles países africanos que ainda persistem em resolver os conflitos internos por via de força.

Por outro lado, realçou que o Governo angolano considera imprescindível estender o clima de paz a todo o território nacional, pelo que mantém o firme empenho de encontrar uma solução pacífica para a questão de Cabinda, tendo em conta os interesses das populações locais e do país e dentro da legalidade constitucional vigente.

O Embaixador Ngongo congratulou-se com os progressos alcançados pelo país neste primeiro ano da paz, nomeadamente, Angola assumiu a presidência, em exercício, da SADC e foi eleita para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.

O programa de actividades comemorativas do Dia da Paz e Reconciliação Nacional decorreu em várias cidades da Rússia e da Ucrânia com maior concentração de angolanos, terminou com jantares de confraternização que, para além dos Embaixadores africanos, contou também com a participação do de Cuba e do encarregado de negócios de Portugal. Embaixada da República da Angola Moscovo

 
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