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Manifestações espanholistas contam com o apoio de forças de extrema-direita e do governo

30.10.2017 | Fonte de informações:

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Manifestações espanholistas contam com o apoio de forças de extrema-direita e do governo

Extrema-direita espanhola sai à rua de braço dado com governantes

Manifestações pela unidade de Espanha marcadas por símbolos fascistas e por actos violentos, em Madrid e Barcelona. Este domingo, realizou-se uma marcha com a participação da ministra da Saúde de Rajoy e o apoio de formações de extrema-direita.

Membros do partido neo-nazi Democracia Nacional durante a manifestação pela unidade de Espanha, em Barcelona. 29 de Outubro de 2017Créditos

Depois de um sábado de acalmia em Barcelona, a Sociedade Civil Catalã, uma associação criada em 2014 como resposta à Assembleia Nacional Catalã e que tem como principal objectivo o combate ao independentismo, convocou uma marcha, que contou com a participação dos partidos espanholistas (PP, PSOE e Ciudadanos), da ministra da Saúde de Rajoy e de formações de extrema-direita, saudosistas do franquismo e neo-nazis, de acordo com o eldiario.es.

Já ontem, em Madrid, uma concentração pela «unidade do país e a Constituição», convocada pela Fundação para a Defesa da Nação Espanhola (Denaes), contou com a presença de símbolos franquistas (como a bandeira espanhola com a Águia de S. João ou a Cruz de Borgonha) e saudações fascistas, relata o Público. Alguns dos participantes deram vivas ao rei, à Polícia Nacional e à Guarda Civil - as forças policiais que protagonizaram a violenta repressão de 1 de Outubro, que fez quase 900 feridos na Catalunha.

Mulher coberta pela bandeira franquista faz saudação nazi, durante a manifestação pela unidade de Espanha, em Madrid. 28 de Outubro de 2017 Créditos

A Denaes foi fundada por Santiago Abascal, que abandonou a presidência da fundação em 2014, quando se tornou presidente do partido de extrema-direita Vox. Antes, foi dirigente do PP durante a liderança de José María Aznar.

Na acção de Madrid, participou uma delegação do PP, liderada pela presidente da Comunidade de Madrid, Carolina Cifuentes. 

Na manifestação desta manhã, em Barcelona, ao mesmo tempo que se ouviam apelos à «convivência» entre todos os catalães, eram também gritadas palavras de ordem a pedir prisão para Carles Puigdemont, o presidente da Generalitat deposto pelo executivo de Mariano Rajoy que ontem pediu «oposição democrática» ao ataque às instituições autonómicas catalãs, ou de repúdio da TV3, a televisão pública catalã que transmitiu a «declaração institucional» de Puigdemont, escreve o eldiario.es.

Através de um tweet insólito, em castelhano e catalão, a Polícia Nacional manifestou apoio à manifestação, que terá contado com a participação de cerca de 300 mil pessoas.

Logo na noite de sexta-feira, enquanto decorria a «festa da independência» junto à sede da Generalitat, houve registo de violência na manifestação espanholista que decorria noutro local da cidade de Barcelona. As instalações da Catalunya Radio (a rádio pública catalã) foram mesmo alvo de um ataque, que resultou em uma porta partida. De acordo com a estação, o episódio ocorreu quando uma multidão com bandeiras espanholas passava junto do local.

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