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Sayyed Hassan Nasrallah: "Com ou sem acordo nuclear, EUA ainda são o Grande Mal"

29.07.2015 | Fonte de informações:

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Sayyed Hassan Nasrallah:

"O Hezbollah não precisa de WikiLeaks para 'revelar' que o Partido da Resistência recebe e sempre recebeu dinheiro do Irã" - disse o secretário-geral. - "Nós mesmos o dizemos, em alto e bom som, e com muito orgulho. E agradecemos sempre todo o apoio moral e financeiro que nos dá a República Islâmica".

"O que nos protege é a nossa luta, a luta dos mártires, do povo, do exército e da Resistência. Não fossem o sacrifício e o sangue desses todos, o Líbano não teria sido protegido contra as ameaças e violências dos israelenses e takfiri."
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O secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, disse que o Irã e o Hezbollah, com ou sem o acordo nuclear assinado semana passada, continuam a ser a principal preocupação dos EUA na região. Prova disso é a insistência dos EUA em apresentar o Hezbollah como se fosse organização terrorista.

Sayyed Nasrallah falou na cerimônia de formatura dos filhos de mártires em Beirute. Disse que "Com ou sem acordo nuclear, EUA são o Grande Satã, e continuarão a ser o Grande Satã, mesmo depois de assinado o acordo nuclear com o Irã. Mesmo depois de o acordo ter sido assinado, Obama e Kerry continuaram a falar do Hezbollah e o apresentaram como organização terrorista. A insistência deles em nos acusar de terrorismo não muda coisa alguma."

"Muito nos orgulha que os EUA, que foi e continua a ser o Grande Mal, antes e depois do acordo nuclear, nos ofenda por estarmos defendendo nosso país contra os esquemas dos takfirie dos israleneses" - disse Sua Eminência.

Sayyed Nasrallah saudou as famílias de mártires que apoiaram os filhos dos mártires, muitos dos quais foram depois também martirizados, seguindo a luta de seus pais. Lembrou que grandes números de filhos de mártires da Resistência lutam hoje nas mesmas fileiras que os pais, e em vários fronts de batalha.

"As pessoas passam em paz os feriados do Eid, seguros, numa região tão atormentada. É uma bênção. Todos temos de reconhecer a razão de termos paz e segurança aqui. O que nos protege é a nossa luta, dos mártires, do povo, do exército e da Resistência. Não fossem o sacrifício e o sangue desses todos, o Líbano não teria sido protegido contra as ameaças e violências dos israelenses e takfiri."     

"A primeira geração da Resistência acreditava metafisicamente na causa. Mas essa geração já testemunhou nossas vitórias. Eis o que inspira a crença forte que se vê nessa geração - a terceira geração da Resistência - da qual falam os israelenses. Porque a terceira geração da Resistência já viveu nossas vitórias" - disse Sayyed Nasrallah.

Desde os primeiros dias da Resistência - lembrou Sayyed Nasrallah -, ela sempre enfrentou inimigos poderosos e esquemas gigantescos armados contra ela. A missão central à qual se dedicam EUA, Israel, alguns regimes árabes e seus serviçais submissos dentro do Líbano é eliminar a Resistência ou, não conseguindo eliminá-la, pelo menos a enfraquecer. "Para tanto, nunca desistem de tentar e já consumiram centenas de milhares de dólares e tiveram de lutar inúmeras vezes. Fracassaram sempre. 

Como parte da guerra psicológica contra o Hezbollah, vários lados muito trabalharam e continuam a trabalhar contra o bom nome do Hezbollah, inventando mentiras, que traficaríamos drogas e estaríamos envolvidos em crimes de lavagem de dinheiro" - disse o secretário-geral do Partido da Resistência. 

Sua Eminência disse também que os EUA estão agora dedicados a agredir e prejudicar empresários libaneses. E conclamou as autoridades libanesas a assumir suas responsabilidades contra as penalidades impostas pelos EUA a comerciantes e empresários libaneses. Disse, mais uma vez, que o Hezbollah muito se orgulha do apoio que lhe dá a República Islâmica, apoio moral e financeiro. 

"Esses atentados e as sanções impostas a membros do Hezbollah não fazem diferença alguma, porque o Partido da Resistência e seus membros não têm dinheiro depositado em bancos mundiais. O governo libanês tem o dever de proteger o povo libanês, mas não o está protegendo como deve." 

"Tem havido repetidas tentativas para diminuir as conquistas do Hezbollah desde a vitória de julho e as vitórias de hoje, na Síria. O mesmo lado nos acusa de controlar o Líbano ou de fraudar a eleição presidencial. Todos esses vivem de apagar fatos que até os inimigos já admitiram." - Sua Eminência disse não compreender que ainda haja gente, no Líbano, que não vê os takfiricomo grave ameaça.    

Sayyed Nasrallah denunciou como mentiras todas as notícias de que o Irã abandonaria seus aliados. Lembrou que os laços entre os iranianos e seus aliados são dogmáticos. "Depois do acordo nuclear, o presidente do Irã e outras autoridades já disseram e repetiram que as posições do Irã em relação ao Hezbollah não se alterarão".
 

"O Hezbollah não precisa de WikiLeaks para 'revelar' que o Partido da Resistência recebe e sempre recebeu dinheiro do Irã" - disse o secretário-geral. - "Nós mesmos o dizemos, em alto e bom som, e com muito orgulho, e agradecemos sempre todo o apoio moral e financeiro que nos dá a República Islâmica". 

Sobre a crise do lixo no Líbano, Sua Eminência disse que a crise na gestão do lixo é prova do fracasso catastrófico do atual governo.

Desde o fim da semana passada, quando o lixão de Naameh foi fechado, o lixo se acumula nas ruas de Beirute e Monte Líbano.

"Dissemos a eles que, antes de exigir que a Resistência entregássemos nossas armas, tratassem eles de construir um Estado. Mas não conseguem administrar nem a crise do lixo!"

Sayyed Nasrallah alertou contra arrastarem o país para um vácuo político, "porque isso significa arrastar o país para o desconhecido." 

"É irracional e irresponsável. Queremos que esse governo funcione, não que caia aos pedaços. Ameaças de renúncia, pelo governo, nada mudam. A única solução para os partidos políticos no Gabinete é se aproximarem e construírem um diálogo" - disse Sua Eminência.

"O Movimento Futuro deve descer da sua torre de marfim e dialogar com o FPM [Free Patriotic Movement ]. O FPM tem demandas, e o Movimento Futuro deve discuti-las. Infelizmente, insiste em dar-lhes as costas" - concluiu o secretário-geral do Hezbollah. *****

 

26/7/2015, Beirute, Al-Manar (editor local)

 

 
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