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Túnel liga o Equador à estação de Pinheiros

24.10.2008 | Fonte de informações:

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Sobram razões ao governo do Equador para lastimar a reação do governo brasileiro na questão entre aquele país e a Odebrecht (*). O governo Lula, cada vez mais obsequioso com as pressões da mídia nacional, assume a defesa dos interesses de uma empresa que, ultimamente agindo em bando, tem sido protagonista de algumas lambanças e tragédias, no Brasil e no exterior.

Sobram razões ao governo do Equador para lastimar a reação do governo brasileiro na questão entre aquele país e a Odebrecht (*). O governo Lula, cada vez mais obsequioso com as pressões da mídia nacional, assume a defesa dos interesses de uma empresa que, ultimamente agindo em bando, tem sido protagonista de algumas lambanças e tragédias, no Brasil e no exterior.

Em resposta à expulsão da construtora Odebrecht do país andino, o governo brasileiro decidiu adiar compromissos diplomáticos com Quito. Ao nosso governo e à nossa mídia pouco interessa clarear as irregularidades cometidas pela empresa brasileira, aliada à mundialmente mal-afamada francesa Alstom, na construção de uma usina hidrelétrica que teve de ser fechada após um ano de uso.

As providenciais e firmes atitudes do governo do Equador, que inclui o combate a uma farta e usual distribuição de propinas pelas empresas envolvidas, conflitam com a passividade com que a mídia nacional e o governo de São Paulo vêm tratando as lambanças e tragédias dessas mesmas empresas.

A obra da linha 4-Amarela (*), tocada pelo bando de empresas que inclui as mesmas Odebrecht e a mundialmente mal-afamada francesa Alstom, desde maio de 2007 já danificou e/ou afundou mais de 300 casas no bairro de Butantã. Em janeiro de 2007, uma obra do mesmo bando na futura estação Pinheiros, também na zona oeste, cedeu. Matou sete pessoas e engoliu alguns veículos.

O consórcio de empresas atribuiu a tragédia a "surpresas" geológicas. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas, por outro lado, deu como causa o descumprimento de parte do projeto pelas empreiteiras. Como no Equador, exceto pela complacência de Estado e Mídia.

Sidnei LIBERAL

BRASIL

 
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